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Dados capturados: Apple e Google vão depor no Congresso dos EUA

Senado convoca as empresas para que defendam-se das acusações de que capturam dados de usuários de smartphones

Computerworld/EUA

29/04/2011 às 12h35

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Executivos da Apple e da Google terão que depor no Congresso dos Estados Unidos no próximo mês, por conta de acusações de que os smartphones com seus sistemas operacionais capturam dados de usuários sem autorização. A informação foi confirmada por dois senadores na quinta (28/4).

“Tenho o prazer de informar que as duas empresas confirmaram que mandarão representantes para depor sobre a questão relacionada à tecnologia móvel e a privacidade”, declarou o senador Al Franken.Segundo ele, anunciou que a iniciativa de ouvir as empresas é o primeiro passo na investigação promovida pelo Congresso norte-americano relacionada aos problemas divulgados nos últimos dias.

Na semana passada, dois consumidores que vivem nos Estados Unidos entraram na Justiça contra a Apple por  conta da revelação, de que a empresa captura dados de localização de usuários do iPhone e do iPad.Vikram Ajjampur, da Florida, e William Devito, de Nova York, entraram com seus processos na sexta (22/4), acusando a Apple de fraude e práticas de negócios enganosas, entre outras violações de leis estaduais e federais.

O processo foi iniciado dois dias após pesquisadores da área de segurança terem divulgado informações sobre o fato de iPhones e iPads capturarem diariamente dados dos usuários que mostram a localização dos proprietários, registrando seus passos. As informações são gravadas em um arquivo não criptografado e que pode ser obtido com certa facilidade, segundo os especialistas.

Não adianta desabilitar...

Nos últimos dias, a Apple tem sido alvo de críticas de grupos que defendem a privacidade, por conta da coleta de dados automaticamente via iPhone. Para evitar esse rastreamento, bastaria desativar o serviço de localização.

O problema é que isso não é o suficiente. É o que mostrou um teste feito pelo Wall Street Journal.

Segundo a publicação, o smartphone coleta e armazena dados de posicionamento mesmo quando o recurso de localização está desligado. Com a ajuda de um especialista em segurança, o jornal desabilitou os serviços de localização e verificou o que era capturado pelo aparelho, movendo o iPhone para outros pontos. Depois de algumas horas, o arquivo mostrava todos os pontos.

Pressionada, a Apple finalmente se manifestou, no dia 27/4: “Ele não deveria fazer isso. É um bug (falha), que planejamos corrigir em breve (nas próximas semanas)”

Na semana passada, o deputado republicano Edward Markey solicitou que o Congresso dos Estados Unidos investigue o serviço de localização do iPhone, afirmando que a captura de dados pode colocar crianças em risco, pois sequestradores poderiam “hackear” seus aparelhos e usar as informações.

Já o senador Al Franken pediu explicações não apenas à Apple, mas também à Google, que também está sendo acusada de coletar dados sem autorização. O político quer que as empresas informem o que capturam, por quanto tempo armazenam os dados e o que fazem com eles.

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