HyperX Cloud Orbit: alta qualidade de áudio 3D que te deixa imerso na jogatina

O modelo é compatível com PC, PS4, Xbox One, Mac, Nintendo Switch e smartphones com conector de 3.5 mm

Foto: Matheus Menucci / PCWorld Brasil
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HyperX

Cloud Orbit

Cloud Orbit
R$ 1.849,90 ver na loja
O HyperX Cloud Orbit conta com drivers magnéticos de 100 mm com tecnologia planar da Audeze e áudio 3D Waves Nx. O resultado é uma resposta de frequência rápida e baixa distorção. O headset inclui três opções de cabo removíveis, permitindo compatibilidade com PC, Xbox One, PS4 ou dispositivo móvel via P2.

Prós

  • Ótima qualidade de som
  • Boa virtualização de áudio
  • Compatível com conectores P2, USB e USB-C
  • Design discreto
  • Microfone removível com cancelamento de ruído

Contras

  • Construção não dá a sensação de um produto premium
  • Áudio 3D só funciona no PC
  • Sem conectividade Bluetooth (o que não chega a ser um contra para gamers)
  • Preço

Durante a BGS 2019, a HyperX lançou oficialmente no Brasil o headset Cloud Orbit com preço sugerido de R$ 1.849,90. O modelo havia sido anunciado durante a CES, em janeiro do mesmo ano, e é o primeiro periférico da marca que conta com um driver de 100 mm planar-magnético.

O Cloud Orbit é baseado em um conhecido modelo premium de fone gamer, o Audeze Mobius. Eles compartilham o mesmo driver, mas a versão criada pela divisão da Kingston Technology é uma opção menos cara.

O modelo da HyperX não é Bluetooth, mas é compatível com PC, PlayStation 4, Xbox One, Mac, Nintendo Switch e smartphones com conector de 3.5 mm. Ele promete sons claros, precisos e sem distorção com o plus de um áudio 3D para experiências mais realistas durante a jogatina.

Mas será que vale o investimento? Confira nossa análise para conhecer mais a fundo o HyperX Cloud Orbit.

HyperX Cloud Orbit (Foto: Matheus Menucci / PCWorld Brasil)

Para quem é o HyperX Cloud Orbit?

  • Jogadores que querem a experiência de um áudio imersivo;
  • Também pode ser uma opção para quem precisa de bons fones para trabalhar, fazer videoconferências ou ter mais riqueza de detalhes no áudio.

O que vem na caixa?

A caixa do HyperX Cloud Orbit vem com três opções de cabos que ampliam sua compatibilidade com diferentes dispositivos. São eles:

  • USB Tipo A
  • USB Tipo C
  • 3,5 mm (P2)

Um saquinho macio para proteger o fone durante o transporte e o microfone removível fecham o pacote.

Conteúdo da caixa do HyperX Cloud Orbit (Foto: Matheus Menucci / PCWorld Brasil)

Design e construção

O HyperX Cloud Orbit é um headset over-ear, ou seja, que envolve toda a orelha. Durante os primeiros dias de teste, senti um certo desconforto, mas depois de alguns dias, as almofadas se mostraram mais confortáveis e adaptadas para o meu uso, graças à espuma memory foam. Já não posso falar o mesmo sobre o uso prolongado, porque os 368 gramas do fone pesam depois de muito tempo na cabeça.

O modelo é construído em um plástico resistente e conta com um couro sintético almofadado no apoio da parte superior da cabeça. O mesmo courino também protege as almofadas da concha. O fone tem uma paleta de cores discreta, onde prevalece o preto fosco com alguns detalhes em cinza e branco.

Na parte lateral da concha esquerda, temos um botão liga/desliga e uma chave para mutar o microfone. Já na parte inferior temos uma roda de volume para o microfone, outra para áudio dos fones de ouvido, o conector de 3,5mm, o conector para carregamento, a entrada para o microfone, e um botão de ativação do recurso 3D.

A Hyperx destaca uma bateria que promete 10 horas de uso, mas isso só se aplica quando estamos usando o fone no conector de 3,5mm, porque quando usamos a conexão USB ele já é alimentado por ela. A energia é necessária para induzir o movimento do diafragma e, consequentemente, produzir o som.

Detalhes dos botões do HyperX Cloud Orbit (Foto: Matheus Menucci / PCWorld Brasil)

Comandos e recursos

Pra ligar o headphone é só pressionar o botão de liga/desliga por três segundos, e um clique rápido no mesmo botão permite pausar ou reproduzir a mídia em andamento. Para avançar ou voltar para a faixa anterior, é só pressionar a roda de volume do fone de ouvido e rolar para baixo ou para cima.

Para navegar entre as predefinições de equalização de áudio, é só pressionar e soltar a roda de volume do microfone e depois rolar para cima ou para baixo. Uma voz indica qual definição está em uso. Manter a roda de volume do microfone pressionada por três segundos permite alterar entre o canal 7.1 (som surround ideal para filmes e jogos), o 2 (para jogos em dispositivos com saída estéreo), e o Alta Resolução (permite ouvir áudio de dois canais com alta fidelidade). Também é possível usar o software da Audeze para alterar essas mesmas configurações de preset.

Pressionar o botão 3D permite alternar a configuração para ativado ou desativado. Basicamente, o que esse recurso faz é usar a placa de processamento de som digital para criar três dimensões de localização de áudio, oferecendo uma imersão maior no jogo. Ponto negativo: áudio 3D só funciona no PC, não nos consoles.

Navegar por todos os comandos pode parecer um pouco complicado no começo, mas é fácil pegar o jeito depois de algum tempo de uso.

O microfone é removível, flexível e conta com cancelamento de ruído e filtro antissopro, que ajuda a reduzir os sons de chiado. Além disso, a haste flexível ajuda a posicionar o mic da forma mais agradável para cada jogador, além de oferecer a versatilidade de tirar o microfone no fim da partida e ficar mais confortável para ouvir música, por exemplo.

Detalhe do microfone removível do HyperX Cloud Orbit (Foto: Matheus Menucci / PCWorld Brasil)

Qualidade de som e desempenho

O driver planar-magnético é uma adição excelente para a qualidade dos graves, já que o controle de vibrações do áudio é mais preciso do que em drivers dinâmicos. Se você não está familiarizado com o termo, vamos passar rapidamente pelo funcionamento de um planar-magnético.

O "segredo" da tecnologia é que a superfície do diafragma, que é quem recebe a carga elétrica para induzir seu movimento e produzir o som, se move de maneira uniforme graças a dois conjuntos de ímãs fixos que ficam alinhados em lados opostos. Esse movimento uniforme resulta em distorções praticamente nulas e melhor resposta dos graves. Mas o problema é que os ímãs fixos interferem no peso, deixando o fone mais pesado.

Apesar do grave enfático, os vocais não são prejudicados e o modelo se mostra uma boa opção para quem quiser ouvir músicas de todos os tipos ou assistir filmes com uma sensação de imersão.

Áudios virtualizados não costumam agradar a todos, mas o resultado dos recursos de áudio 3D Waves Nx funcionam muito bem no Cloud Orbit. O resultado é uma profundidade natural, com aquela sensação imersiva de posicionamento do som, que parece vir de diferentes direções. Nos jogos, além de poder ouvir todas as nuances das trilhas sonoras, a tecnologia 3D também ajuda a detectar inimigos que estão a sua volta.

Call of Duty: Modern Warfare e Sekiro: Shadows Die Twice são boas opções de títulos para desfrutar do 3D Waves Nx. Sekiro, foi indicado para a categoria Melhor Design de Áudio no The Game Awards 2019 e levou o título de Jogo do Ano na premiação. Já Call of Duty: Modern Warfare levou o caneco de Melhor Design de Áudio.

Passando agora para o microfone do Cloud Orbit, ele faz seu papel, mas não é o suprassumo e muito menos o grande atrativo do modelo. De qualquer forma, ele possui cancelamento de ruído e ajuda a reduzir os sons de cliques em títulos mais tensos como Resident Evil 2.

HyperX Cloud Orbit (Foto: Matheus Menucci / PCWorld Brasil)

Conclusão

Ter praticamente um sistema de som surround de 360 graus nos seus fones de ouvido é uma experiência realmente diferenciada. Assistir um filme ou jogar com a sensação de que o som está vindo de todos os cantos, sem precisar incomodar quem está no cômodo ao lado, é realmente interessante. Além disso, a força dos graves e o equilíbrio de agudos e médios, assim como a nitidez vocal, também não deixam a desejar.

O fato de o Cloud Orbit ser um pouco pesado, muito por conta da tecnologia planar magnética, pode causar um certo desconforto depois de um tempo de uso contínuo.

A falta de conexão Bluetooth sequer pode ser apontada como um ponto negativo, afinal estamos falando de um modelo de fone gamer. Afinal, nenhum jogador gosta de passar nervoso com atrasos que deixam o áudio e a imagem sem sincronia, não é mesmo?

Falando sobre a construção, o acabamento é bom, mas não dá a sensação de um dispositivo premium que vale os mais de R$ 1.800 cobrados no lançamento do modelo.

Colocando tudo na balança, o HyperX Cloud Orbit é um fone gamer que oferece uma experiência imersiva e com áudio de qualidade para os jogadores, mas o preço ainda é muito salgado para o bolso do brasileiro médio.

HyperX Cloud Orbit (Foto: Matheus Menucci / PCWorld Brasil)

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