Samsung Galaxy Note 10+ | Maior, melhor e mais caro

A análise do novo topo de linha da Samsung

Foto: Matheus Menucci
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9

Samsung

Galaxy Note 10+

Galaxy Note 10+
R$ 5.999 ver na loja
Com bateria gigante e uma S Pen mais inteligente, o Galaxy Note 10+ é um dos melhores smartphones com tela grande disponível no mercado.

Prós

  • Display de alta qualidade
  • S Pen com mais opções de uso
  • Bateria
  • Performance

Contras

  • Sem entrada para fone de ouvido
  • Câmeras não mostram um grande upgrade em relação ao S10
  • Preço

A linha Galaxy Note começou sua história em 2011, com uma proposta meio Pro (opa, Pro agora é da concorrência!). Ao longo desses oito anos de vida, muita coisa aconteceu, e a família Note se firmou como uma opção de dispositivo para fazer, basicamente, tudo - trabalhar, criar conteúdo, tirar foto, fazer vídeo, e assim vai. Mas, com o passar dos anos, os Galaxy S começaram a chegar cada vez mais perto do irmão mais velho – salvo detalhes bem específicos como a canetinha.

Cortando para 2019, temos o lançamento de duas versões do Note: o Galaxy Note 10 e Galaxy Note 10+. Agora você vai conhecer mais a fundo esse carinha aqui, que é a versão maior do aparelho e leva o Plus no título. Mas será que vale a pena pagar cerca de R$ 6 mil no Galaxy Note 10+?

Análise em vídeo:

Design, display e multimídia

O Galaxy Note 10+ tem a maior tela já vista em um aparelho da linha. O Note 9 tinha 6,4 polegadas, mas aqui temos um AMOLED de 6,8 polegadas que traz bordas mínimas e uma tela que envolve o aparelho, o que dá uma sensação de "é, realmente só tem tela aqui na parte frontal”. A proteção contra riscos fica por conta do Gorilla Glass 6 e, quando o assunto é água, a certificação é IP68.

O sensor de impressões digitais ultrassônico está embaixo do display e funciona muito bem, mesmo com o dedo molhado. Dá para notar que rolou uma melhoria em relação à solução do S10. O recorte da câmera frontal, que está no centro da tela, também é uma solução bem discreta e que não atrapalha na experiência de uso.

As laterais do aparelho também são finas e a mistura do metal com o vidro dá um acabamento premium, tornando o aparelho um dos mais atraentes do mercado. Apesar de ser bem grandalhão, o Note 10+ é um aparelho leve e tem uma pegada muito boa até pra mim, que não sou tão chegada em telas tão grandes.

Como a Samsung arrancou fora o botão da Bixby (amém), todos os botões ficaram de um lado só do aparelho. Isso me deixou um pouco confusa no começo, porque particularmente prefiro o botão power de um lado e os de volume do outro, mas nada muito relevante. Aproveitando que estou falando do que me incomodou aqui na estrutura geral, os Note 10 foram os primeiros da categoria premium da Samsung a abandonar a entrada para fones de ouvido. Para variar, não curti. E ainda vou ser mais chata e falar que isso afeta diretamente os criadores de conteúdo que usam o smartphone para fazer gravações com microfones externos (eu inclusa). Parece uma coisa muito nichada? Parece. Mas o Note sempre foi esse tipo de aparelho, vamos combinar.

Áudio

Na caixa, já tem um fone da AKG USB-C, que faz muito bem seu papel, assim como o alto-falante estéreo do Note 10+. Não é tão fácil abafar o som com a mão - o que é ótimo -, já que tem duas saídas, uma bem fininha, que fica em cima da câmera frontal e projeta pra frente. Essa pequena abertura na parte superior funciona como uma entrada para melhorar a resposta de frequências baixas. Dentro do possível, já que é um smartphone, e não uma caixona de som.

Na parte inferior também tem outra saída na gradinha perto da S Pen. O resultado é muito bom, e essa questão de não conseguir abafar totalmente o som com as mãos na hora de assistir ou jogar é 10.

Tela

Bom, falando especificamente da qualidade da tela. Mais uma vez, a Samsung não decepciona neste quesito e o Note 10+ tem um display com brilho super alto, que dá para enxergar mais do que tranquilamente debaixo do sol, além de trazer aqueles contrastes ótimos e um preto que parece preto mesmo, não cinza. Porém, o Note 10+ tem uma tela com taxa de atualização padrão de 60 Hz, não 90 Hz ou 120 Hz, como a gente já vê por aí. Mas isso importa?

Basicamente, essa taxa indica quantas dezenas de vezes por segundo cada um dos pixels da imagem é atualizado. O negócio todo é tão rápido que a gente não percebe essa movimentação, então parece tudo estável. Ou seja, quanto mais rápido, melhor é o tempo de resposta do display. Quem curte uns joguinhos com exibição frenética de gráficos pode notar a diferença de uma tela com taxa de atualização mais rápida. No final das contas, para os meros mortais, tudo está ok, mas como estamos falando de um aparelho premium, dá para esperar sempre o melhor que tem disponível no mercado, não é mesmo?

E se você está se perguntando se a única cor que está sendo vendida é a Aura Glow, já que todo mundo só está fazendo vídeo com ela, a resposta é não. Existe a opção de um pretinho básico, mas essa é a mais legal, né? Quer dizer, legal até a gente colocar as mãos, porque ele marca dedo que é uma beleza.

Software e desempenho

O Galaxy Note 10 roda o Android 9.0 Pie com a One UI, que é realmente muito bacana, já que oferece uma experiência de tela mais limpa e bem fluída. Debaixo do capô, temos um processador próprio, o Exynos 9825 de 7 nanômetros, 12 GB de RAM e opções de 256 GB ou 512 GB de armazenamento interno.

Acho que nem tem muito o que falar aqui. O desempenho é o esperado pelo preço que se paga, tudo roda que é uma beleza. O modo Dex também flui bem, permitindo arrastar arquivos do smartphone para o computador sem dificuldade alguma. Faça mais usando o mouse e o teclado em seu PC ou Mac.

Bateria

A bateria de 4.300 mAh aguenta bem a rotina e chega com vida no final do dia. Aliás, eu costumava chegar com cerca de 30% em casa depois do trabalho, o que é muito para o meu tipo de uso.

Com o carregador de 25 watts que vem na caixa, dá para chegar em 100% em cerca de uma hora e meia. Mas vale lembrar que o modelo também funciona com carregadores de 45 watts, mas aí você precisa comprar a parte.

S Pen

Passando para a característica mais marcante da linha Note, chegou a hora de falar da S Pen. A canetinha agora conta com o próprio giroscópio e acelerômetro, sensores que permitem identificar a movimentação e entender em qual direção o produto está se movendo. Isso permitiu a adição de alguns recursos tipo varinha mágica, como fazer gestos no ar para comandar o smartphone, tipo girar a mão para dar zoom na câmera. Vou contar aqui para vocês que na primeira vez que fui usar a caneta como "controle remoto" da câmera, tirei várias fotos com zoom sem querer.

Mas também tem muito recurso legal que dá para adicionar aos atalhos da S Pen usando ela em contato com a tela, como fazer uma espécie de lupa ou selecionar uma palavra em outro idioma para ver a tradução. Ou ainda tirar prints de partes selecionadas da tela.

Mas uma das coisas mais legais é poder fazer notas rápidas com o meu garrancho e depois pedir para o Note 10+ converter em um texto digital e ainda exportar como documento via Word ou PDF. O recurso agora tá bem inteligente e reconhece mais fácil o que anotamos. Também dá para brincar bastante com os AR Doodles, desenhando na tela algo que pode acompanhar a pessoa em foco.

A S Pen do Note 10 é um pouco mais curta e mais gordinha do que as versões anteriores, mas tem uma bateria que promete durar 10 horas em standby.

Câmeras

Na traseira, o Galaxy Note 10+ tem um sensor wide de 12 MP, uma teleobjetiva de 12 MP para zoom – as duas com estabilização óptica – uma ultra-wide de 16 MP, e um sensor time-of-flight que permite fazer um escaneamento 3D de objetos. Na parte frontal temos 10 MP e abertura ƒ/2.2 e 80 graus de campo de visão. A abertura da câmera wide varia entre f/1.5 a f/2.4 de acordo com o ambiente, se adaptando ali automaticamente à luz que a gente precisa na hora do clique pra manter a nitidez.

Aqui não tem muita diferença do Galaxy S10, ou seja, o conjunto continua fazendo muito bem o seu papel e entregando fotos ricas em detalhes, cores bem vivas e vibrantes. O HDR também atua bem quando vamos fotografar ao ar livre, impedindo que as partes mais iluminadas da cena fiquem cagadas, e o ângulo da ultra-wide é mais que ótimo para tirar fotinhos de paisagens, por exemplo, ainda que um pouco de ruído ainda esteja ali presente na grande angular, como sempre.

O modo noturno da câmera também cumpre o seu papel - se levarmos em consideração que isso significa ter fotos mais claras em ambientes com pouca luz. Mas, correndo o risco mais uma vez de ser a chata (afinal, esse é meu papel também), o processamento dos detalhes ainda deixa a desejar: o ruído está ali e o pós parece até uma caricatura da realidade em alguns momentos. Porém, não dá pra negar que as câmeras do Note 10+, assim como já eram no S10, são uma excelente opção para quem gosta de fotos, já que a imagem sai com um belo equilíbrio e saturação que salta aos olhos.

Passando para a parte de vídeo, um recurso muito bacana é o microfone com zoom. Ele usa três microfones para detectar de onde vem o som e aumentar o volume conforme você se aproxima de alguém ou de algum objeto (que emita som, é claro). O efeito é sutil, e não para ouvir a conversa alheia em uma sala cheia, mas ele funciona bem. Só que, além de aumentar a voz da pessoa em foco, por exemplo, ele também aumenta um pouco do som ambiente, então funciona melhor com menos barulho interferindo.

Também dá para desfocar o fundo de vídeos em tempo real, e apesar do aparelho responder bem ao movimento em si, o recorte ainda não é aquela maravilha, e sempre fica uma espécie de círculo em volta da cabeça das pessoas ou dos cachorrinhos. Na frontal também dá pra filmar em 4K e na traseira 4K a 60 fps. Mas até aí, o Galaxy A80 também filma. Passando para a edição, a ajuda da S Pen facilita bastante a vida na hora de organizar os takes no próprio smartphone e o programa de edição do próprio Note 10 faz um trabalho básico bem legal.

Vale a pena?

Se eu tiver que escolher dois diferenciais que colocam o Galaxy Note 10+ em destaque, principalmente se comparado ao Galaxy S10, eu escolheria: bateria e S Pen. A bateria porque 4.300 mAh é o maior número que já entrou em um aparelho da linha Note - e sem dar problema, hein? - e o plus de aceitar carregamento de 45 watts. E a S Pen continua sendo aprimorada e trazendo recursos excelentes.

O Samsung Galaxy Note 10+ é sim um smartphone sensacional e, na minha opinião, ainda é o melhor de tela grande disponível no mercado, principalmente para quem quer sair do feijão com arroz na hora de usar um celular. Mas as prioridades da Samsung com a família Note mudaram. Agora, além de alcançar quem faz um uso mais profissional do aparelho, a empresa quer abraçar um público mais amplo, uma galera que tem uma rotina mais agitada e faz mil coisas ao mesmo tempo. Essa, inclusive, foi a abordagem da empresa na sua estratégia de marketing do Note 10.

Mas se você não se encanta tanto pelas maravilhas da caneta, e só quer mesmo um aparelho com tela grande, câmeras de qualidade e um bom desempenho, então vale lembrar que você pode desembolsar menos e levar para casa um OnePlus 7 Pro, por exemplo, ou até mesmo um Galaxy S10+, se for o caso.

E especulando aqui por minha conta em risco: na época em que gravamos este review, mais especificamente em setembro de 2019, rolou um forte rumor que a Samsung pode fazer uma fusão entre as linhas Galaxy S e Note, criando uma família, já que elas estão realmente cada vez mais próximas. Os rumores indicam para uma união já no próximo ano. Só o tempo dirá.

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