Tello, um drone para começar neste mundo cheio de tecnologias

Drones são dispositivos para múltiplas funções, mas este é bom para aprender e também pode ser muito divertido

Foto:
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PONTUAÇÃO
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RYZE (DJII)

TELLO

TELLO
  • Facilidade
    9
  • Tecnologias
    9
  • Autonomia da bateria
    6
  • Fotos e vídeos
    7
  • Alcance
    5
  • Diversão
    10
Drone com tecnologia DJII muito apropriado para se iniciar na atividade de pilotagem destes dispositivos pois é bastante robusto e simples para ser pilotado.

Prós

  • Simplicidade
  • Robustez
  • Facilidade de uso
  • Foto e vídeo

Contras

  • Autonomia da bateria
  • Alcance

Fui formalmente introduzido no mundo dos drones por meio do Tello, do fabricante RYZE que em parceria com DJII e Intel criaram essa pequena maravilha. Aliás, DJII é um dos líderes mundiais dessa tecnologia e faz drones de inúmeros tamanhos e aplicações. Confira aqui.

Quem era novo como eu nesse assunto pode legitimamente estar se perguntado, drone é brinquedo? Descobri que não é, mas... A dúvida pode vir porque de certa forma lembra aqueles carros (ou até pequenos aviões) de controle remoto de nossa infância. Mas existe um verdadeiro abismo tecnológico a favor dos drones de hoje em dia.

Confesso que fui muito cauteloso nos primeiros voos. Praticamente se limitaram a decolar e pousar, algo aliás que o Tello faz por meio de um assistente ao toque de um botão. Não poderia ser mais fácil. Falando em simplicidade, uma vez desvendados alguns pequenos mistérios (vou explicar adiante) dá para começar a voar! O Tello é controlado por meio de um aplicativo no smartphone e ele se comunica primordialmente com o drone por meio de WiFi.

A unidade que eu recebi para testes já fora usada e testada possivelmente por várias pessoas e por isso não sei dizer se a falta de documentação ou manual se deveu a isso. Para dar os primeiros passos precisei procurar na Internet como dar os primeiros passos, baixar o aplicativo... Fiz o download do manual (em inglês) para aprender o básico para inciar. Usei em um smartphone Android, portanto fiz o download na Google Play, mas poderia ter sido também na Apple Store.

Uma vez carregada uma das suas baterias e ligado o dispositivo, precisa conectar o smartphone a uma rede Wi-Fi chamada Tello-AB0075(o AB0075 é o número de série desta unidade).

Somente após essa conexão que o aplicativo de comando consegue controlar o drone. Claro que ao fazer isso este smartphone perde conexão com a Internet neste período, pois o Tello não tem acesso à internet. A propósito, o aplicativo é simples e quem já teve alguma noção com comandos de avião, resumidamente “puxar para subir e empurrar para descer” já dá para começar as primeiras manobras.

Os controles são virtuais, ou seja, desenhados na tela. Mas para quem achar que precisa de controles mais “realistas”, o Tello pode ser pilotado por controles Bluetooth do tipo Game Pad, ou seja, qualquer controle que seja compatível com o respectivo smartphone.

Voando com o Tello

Há comandos para decolagem e pouso automático que ajuda muito no começo a ir adquirindo segurança. Um dos controles faz o drone se movimentar para as quatro direções (frente, trás, esquerda e direita). Assim é o jeito mais fácil para começar um principiante como eu. É o que eu chamo de “voar quadrado”, movimentar-se como se no ar houvesse quarteirões. Com o tempo a confiança vai aumentando e já me atrevia a fazer movimentos combinados, ou seja, por exemplo, ir para frente e para a direita ao mesmo tempo.

O outro controle, demorei um pouco para me aventurar com ele. É o que sobe, desce e rotaciona o Tello. No começo, a decolagem automática já mantinha o drone em uma certa altura e ali eu ficava. Mas logo percebi que rotacionar o Tello era algo muito importante porque dessa forma sua câmera ficava apontada para a direção que eu queria e assim eu conseguia ver exatamente o caminho para seguir no voo. Não apenas ver, mas o Tello permite fotografar, aliás, para um dispositivo dessa faixa de preço, com uma qualidade bem interessante. Faz fotos na resolução de 5MP (2592x1936) e filme na resolução 720p (1280x720) com estabilização digital de imagem, não tão boa quanto estabilização ótica, mas bem adequada para que sejam mínimas ou quase nulas as tremidas nas gravações.

Comecei voando na quadra de esportes do meu prédio, que por ser uma “gaiola”, toda cercada, não havia o risco de voar com o drone para longe sem querer, perdê-lo ou danificá-lo. Veja algumas das fotos abaixo.

Posso dizer que meu “trabalho de formatura” com o Tello foi voar dentro da minha casa, com todo o cuidado do mundo e sem visibilidade. Ou seja, eu estava sentado na sala e voando apenas pelo visual do controle (câmera apontada para a frente) eu consegui voar até a varanda, ir até seu final, dar meia volta e retornar para a sala onde efetuei o pouso.

Tecnologias do Tello

Embora pequeno, leve (apenas 87 gramas com a bateria) e de baixo custo há recursos incríveis. Existem sensores que monitoram e ajustam a estabilidade do drone. Por exemplo, ao voar em ambiente aberto, como eu fiz na quadra, havia um certo vento (que não é segundo o manual a situação ideal).

Assim que ele decolava, acontecia um deslocamento para direção do vento, mas imediatamente ele estabilizava ajustando seus motores de tal forma que se posicionasse contra o vento aplicando a força certa na direção certa mantendo o Tello absolutamente parado. Achei isso incrível!! É o chamado modo de posicionamento visual que funciona entre 0.30m até 10m, ideal até 6m.

Existem dois modos de operação, o SLOW e o FAST. No modo SLOW a velocidade máxima é de 14.4 Km/h e máximo ângulo de subida de 9 graus. No modo FAST a velocidade máxima é de 28.8 Km/h e até 25 graus de ângulo de subida (ou descida).
Eu não me aventurei no modo FAST, talvez ainda o faça com mais algum treino e em um ambiente aberto e bem grande.

Um recurso muito interessante do Tello é a compatibilidade com óculos de realidade virtual!! Este modo exige que se use um controle Bluetooth à parte, pois a tela do smartphone estará dentro dos óculos de VR, dividida, com duas imagens. Dessa forma quem pilotar assim estará se sentindo DENTRO do Tello, vendo tudo em 3D, deve ser uma experiência incrível. Um desses vídeos pode ser assistido aqui.

Este modelo por ser simples não contém GPS até porque seu alcance máximo é de 100 metros. Mas se estiver voando a mais de 10 metros de altura o sistema de estabilização por sensores visuais não funciona bem e ele alterna seu sistema de estabilização para um modo baseado na altitude.

Há modos muito interessantes para configurar voos automáticos além da decolagem e o pouso. O Tello pode ser arremessado e já sair voando, pode fazer um percurso de 360 graus para filmar ou fotografar... são até oito modos diferentes de voo pré-programados. Na imagem abaixo são mostrados três destes modos de voo.

Autonomia da bateria

Segundo o fabricante a bateria dura até 13 minutos de voo contínuo, condição que não pude testar, pois nunca consegui mantê-lo no ar por tanto tempo. Identifiquei que usuários atestam autonomia entre 9 e 11 minutos, que é um valor próximo. É uma sensação horrível quando acaba a bateria e próprio aplicativo ordena que seja efetuado o pouso. Pilotar um drone é algo muito estimulante. Muito!!

Mas ainda bem que no conjunto vem uma bateria extra. Assim antes de começar uma sessão de voos convém carregar as duas baterias, tarefa esta que demora cerca de uma hora e meia (cada bateria) por meio de um cabo USB que é encaixado no próprio Tello com a bateria inserida. Dessa forma é possível pilotar pelo dobro do tempo.

Por ser um drone para “iniciantes” há as hastes de proteção das hélices que em drones profissionais nem sempre existem. No Tello estas proteções são muito úteis pois basta encostar em algum obstáculo o motor é deligado e não danifica as hélices.

Extraindo fotos e vídeos

Supostamente deveria haver uma opção na tela do aplicativo para envio para a galeria de fotos do smartphone. Na versão testada não havia esta opção. Acabei descobrindo que todas as fotos são automaticamente gravadas no smartphone. Mas precisam ser extraídas via cabo USB conectado a um computador e procurá-las na pasta  PICTURES\TELLOPHOTO. Poderia ser mais simples.

Conclusão

Fiquei fascinado com a experiência. Drone não é brinquedo. Convido vocês a visitar a página da DJII clicando aqui e veja a riqueza de opções e como são sofisticados estes aparelhos. Veja um exemplo na foto abaixo.

Aplicações para drones são inúmeras, notadamente para fotografias aéreas, vídeo monitoração, etc. Sem contar tantas outras aplicações que podem se estender até para uso na defesa e militar.

Mas para começar precisa sim ser com um aparelho simples, leve, robusto. Eu devo ter derrubado o Tello pelo menos umas 20 vezes ao longo dos meus testes. O máximo que aconteceu foi desencaixar a bateria em uma das vezes.

O Tello deve ser compreendido neste contexto. Ele é fácil de pilotar, exige alguma prática, mas é simples. Dispõe de tecnologias bastante interessante para a sua faixa de preço. No varejo pode ser encontrado por valores entre R$ 600 e R$ 700 (nos EUA custa US$ 100) em sua versão básica (drone, duas baterias e protetor de hélices). Há acessórios como hélices sobressalentes, baterias extras, carregador para até quatro baterias, controle Bluetooth... enfim, quem entra no mundo dos drones, sem trocadilho, “o céu é o limite”. Não é brinquedo, mas cá entre nós, é uma experiência pra lá de divertida!! Quase como voltar a ser criança com sua diversão favorita!!

O que eu desejaria que ele fosse melhor? Autonomia de bateria um pouco maior (que talvez o tornasse um pouco mais pesado), gravar filmes em 1080p, alcance maior que 100 metros... Importante saber que existem drones assim, mas são outros modelos e mais caros.

Considero uma excelente opção para quem quer se iniciar neste mundo dos drones e ainda assim ter uma ótima experiência.

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