Testamos o Razer Phone 2, o melhor smartphone para gamers

O Razer Phone 2 é a segunda geração do smartphone criado para quem quer jogar em dispositivos móveis, e é o melhor em sua categoria até agora

Foto: Adam Patrick Murray/PC Worldl
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Razer

Razer Phone 2

Razer Phone 2
2,8 mil (US$ 700) ver na loja
  • Razer Phone 2
    8
O Razer Phone 2 é um smartphone dedicado aos gamers e é o melhor em sua categoria até agora. Ele tem desempenho impressionante e oferece grande experiência visual e sonora.

Prós

  • Recursos tecnológicos de topo de linha e extrema qualidade
  • Tela de 120Hz "matadora", com alto-falantes duais frontais
  • Versão do Android com recursos úteis

Contras

  • Traseira toda em vidro
  • Não tem entrada convencional para headphones

O Razer Phone 2 é uma máquina de jogos poderosa. Em seu interior se esconde o hardware mais recente; sua bateria é gigante e ele oferece uma experiência visual e auditiva que não tem precedentes - tudo isso controlado por uma versão atualizada do Android. Mas no esforço de agregar recursos como carregamento sem fio e RGB, a Razer parece ter deixado para trás alguns atributos do design único da versão anterior que fizeram o smartphone tão bem adaptado ao ecossistema da Razer.

Antes de mergulhar nos detalhes do review, alguns dados sobre as especificações técnicas do smartphone, lançado em meados de outubro de 2018.

O smartphone usa o processador Qualcomm Snapdragon 845 (2.8GHz) e tem memória de sistema de 8GB (LPDDR4X). O storage interno é de 64GB, que pode ser expandido para até 2TB com o uso de um SIM card externou no slot micro SD.

A tela tem 5,72 polegadas, com resolução de 1440x2560, 120Hz Wide Color Gamut e tecnologia UltraMotion, protegido por um Corning Gorilla Glass 5. Completam o quadro uma bateria de 4000 mAh Li-Po com tecnologia Qualcomm QuickCharge 4.0+ e carregamento sem fio indutivo de alta velocidade Qi. Tamanho do aparelho: 158,5 x 78,99 x 8,5 mm

Melhorias no hardware

O Razer Phone, lançado em 2017 como o primeiro "gaming phone" do mercado, já tinha recursos impressionantes como a tela de 120Hz, alto-falantes frontais e refrigeração customizada. O novo modelo, de 2018, refinou todos esses recursos, mantendo o preço no mesmo patamar de 700 dólares do modelo inaugural. O que é um feito surpreendente se levar em conta que a Razer é nova no negócio de telefonia.

A tela melhorou, oferecendo uma experiência visual melhor em ambientes muito iluminados ou muito escuros. Ela não tem o brilho dos seus concorrentes AMOLED, mas é um grande aperfeiçoamento sobre o modelo de estreia. Ter uma frequência de 120Hz disponível em um smartphone é bom e é um bônus gigantesco para games. Em um mundo cheio de smartphones com telas curvas e cantos arredondados, com displays de resolução de 18:9 e notches, amamos a dedicação da  Razer no Razer Phone. Eu não sou fã de displays curvos e cantos arredondados, portanto a ausência de ambos me faz muito feliz.

O tamanho da bateria permaneceu o mesmo, mas é comprometido se você deixa o recurso RGB ativo. Nos primeiros dias usando o Razer Phone 2 eu mantive o logo verde aceso, mas isso gerou um impacto extra de 30% no tempo de bateria no final do dia. Eu gosto de telefones gigantes com baterias gigantes, para poder andar o dia todo sem ter de me preocupar. Ter o RGB 24/7 subiu mo nível da minha ansiedade de bateria, mas a boa notícia é que é um recurso que pode ser ligado ou desligado.

Android clean

A Razer também mantém uma versão limpa do Android, modificando-o de formas inteligentes. Seu software para organizar games, o Cortex, foi refinado, tornando muito fácil o ajuste fino por game. O app Chroma deu uma encolhida e é um jeito simples de controlar iluminação. A Theme Store oferece temas novos e exclusivos tanto da Razer quando dos usuários. Ou seja, se você é fã do Android, vai se sentir em casa.

A câmera do Razer Phone 2 ganhou um upgrade, mas ainda é bem básica em funcionalidade e resultados. A Razer trocou os sensores Samsung por sensores de imagem da Sony, que fornece para praticamente toda a indústria. A melhoria que vem o processador de sinais de imagem do Snapdragon 845, somada com a estabilização óptica de imagens nas lentes principais e o novo aplicativo de câmera, gera uma fórmula vencedora. Mas infelizmente as imagens capturadas padecem da falta de processamento de alto nível que encontramos em outros smartphones topo de linha. A Razer vai ter de melhorar nesse quesito, certamente.

Vidro na traseira

Uma das grandes novidades do Razer Phone 2 no design para mim foi desapontadora: a traseira toda em vidro. A Razer teve de fazer isso para garantir o recurso de carregamento sem fio e o uso do logo em RGB, o que fez deixar o uso do alumínio na versão de estréia. Embora eu adore o RGB, acho que a escolha foi errada por duas razões.

A primeira é pessoal: eu não gosto de telefones com traseira em vidro. O alumínio preto do primeiro modelo fazia o Razer Phone parecer robusto e bonito. Eu prefiro exibir um design como esse do que ter de escondê-lo sob uma capinha extra de proteção. A segunda razão tem a ver com o design do Razer como um todo. O primeiro Razer Phone seguia o estilo esguio de alumínio da família. A segunda geração foge da estética original. Eu concordo que estética deve evoluir, mas o Razer Phone 2 não se encaixa na minha mão tão bem quanto o anterior.

Cadê o plug do headphone?

E aí tem o problema da falta do plug do fone de ouvido. Eu sei que é assunto velho, mas em um dispositivo que oferece experiências visuais intensas, fantástica qualidade de alto-falantes e uma solução de resfriamento própria,  é muito desconcertante ver a omissão da entrada do headphone. Para mim é uma opção profissional em um smartphone profissional e deveria estar lá.

E os earphones Razer Hammerhead USB-C ANC que o acompanham? Embora ofereçam grande qualidade de projeto e uma boa (só mínima) qualidade de cancelamento de ruído, eles ficam para trás ao entregar um áudio de baixa qualidade. Mesmo usando as pontas de espuma Comply para garantir uma grande vedação, os Hammerheads carecem de um baixo profundo e rico. Eu não os recomendo a ninguém, a menos que você fique encantado pelo logo verde brilhante que aparece neles. Pelo menos eles incluíram um adaptador USB-C para 3.5mm na caixa.

Mas, a despeito da ausência do plug de headphone e da tampa traseira em vidro, tenho a dizer que o Razer Phone 2 é o melhor gaming phone à venda. Ele junta especificações técnicas hardcore focadas em gamers e uma versão super-clean do Android — uma combinação que não é batida por concorrentes como o Asus ROG Phone. Se você quer ter uma experiência definitiva de mobilidade em games no seu bolso, o Razer Phone 2 é a melhor opção.

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