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Dentre os websites com código malicioso, 77% são páginas legítimas

Em 2008, número de páginas com links questionáveis teve crescimento de 671%. Sites com conteúdo de usuários estão entre os mais arriscados.

Rodrigo Afonso, da COMPUTERWORLD

25/09/2009 às 19h09

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O portal da operadora de telecomunicações Vivo sofreu, no começo do mês, ação de um programa malicioso instalado por criminosos virtuais. Os hackers queriam aplicar golpes financeiros, colocando todos os usuários do site em risco e, consequentente, as empresas de onde partem acessos.

Apesar desse caso específico ter causado uma grande repercussão, situações do tipo são muito mais comuns do que se imagina. Segundo levantamento realizado pela empresa de segurança Websense, 77% de todos os sites que contém códigos maliciosos são páginas legítimas, comprometidas com ataques de terceiros.

Segundo a companhia, os laboratórios da empresa detectaram um crescimento de 233% na quantidade de sites maliciosos no último semestre e crescimento de 671% durante o ano de 2008. 

De acordo com o engenheiro sênior de sistemas para a América Latina da Websense, Fernando Fontão, “os criminosos virtuais estão buscando retorno financeiro de suas atividades, o que justifica o aumento nos ataques direcionados”. Assim, faz sentido que sites como o da Vivo sejam o alvo desse tipo de ataque.

Para fazer a análise, a empresa dividiu os sites em três categorias: os 100 mais visitados, grupo ao qual pertencem grandes portais e redes sociais, o milhão de sites mais visitados, geralmente de notícias e com conteúdo regional e a “cauda longa” da internet, que inclui todos os demais, com sites que têm foco em fraudes e com conteúdo questionável.

O tipo de conteúdo, aliás, diz muito sobre os riscos que se corre ao visitar a página. 69% de todos os sites com conteúdo adulto, de apostas e com informações ilegais continham ao menos um link malicioso. E pior, 95% dos comentários gerados por usuários de blogs, salas de bate-papo e outros recursos das redes sociais eram spam ou levavam a sites maliciosos. Esse dado fica mais assustador quando se leva em conta que 47% dos 100 sites mais visitados recebem conteúdo de usuários.

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