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Depois do Core 2 Duo, o que vem por aí para os portáteis da Apple?

Sopa de letrinhas na programação de lançamentos de chips da Intel pode confundir usuário. Veja o provável cenário para o próximo MacBook.

Dan Turner, Computerworld/EUA

01/09/2008 às 14h33

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É uma tarefa complicada ser o responsável pela divisão de laptops de um fabricante de hardware, ainda mais em uma empresa verticalizada como a Apple. Imagine a pressão quando você tem que atualizar as linhas mais populares da companhia para lançamento muito em breve.

Na pele desse profissional, você pensa em criar um notebook poderoso e cheio de recursos, mas que não vá muito além do que os desktops já oferecem. No passado, quando as CPUs eram grandes (e quentes) e rodar vídeo decente precisava de placas dedicadas, isso não era um grande problema. Mas agora ao ver os novos projetos de portáteis fornecidos pela Intel e diversas soluções de vídeo que consomem pouca energia, dá para perceber que é hora de transição – e concluir que laptops são o que as pessoas precisam mesmo.

O novo chip Nehalem da Intel está próximo, embora tenha sido renomeado como Core i7 e possa ter um novo membro da família com codinome Bloomfeld (nota à Intel: nos rendemos! São tantos codinomes).

A atual geração de MacBook, MacBook Pro e MacBook Air é construída em torno dos processadores Intel Core 2 Duo, que têm velocidades de 1,6 GHz a 2,5 GHz (para ter idéia do nível de detalhe, a CPU de 2,4 GHz do Mac book se chama T8300, e a de 2,5 GHz do MacBook Pro tem nome T9300).

Todos eles são parte da família de processadores Penryn – os notebooks anteriores eram da família Merom. Os chips mais novos são construídos em um processo de fabricação de 45 nanômetros, contra 65 nanômetros da geração anterior – isso significa melhor controle da energia e velocidades maiores de processamento.

Para adicionar itens à sopa de letrinhas do marketing, esses modelos atuais usam o chip set Santa Rosa (com chip set sendo a CPU mais os chips da placa-mãe e o hardware de conectividade sem fio). E o Santa Rosa é a quarta geração da plataforma que a Intel Chama de Centrino (que basicamente é um sinônimo de marca para chip set).

Depois de apresentarmos o presente, vamos prever o futuro?

O Nehalem (ou Core i7) é a CPU, como a Core 2 Duo, que funciona com o chip set codinome Calpella (de novo, Intel, precisamos disso?). Completa o quadro o fato de as CPUs e chip sets poderem ser misturados sem maiores problemas – por exemplo, um chip Penryn pode ser usado em chipsets Santa Rosa e Montevina, e o Santa Rosa é compatível com o Penryn e o Merom.

Se isso ajuda, tente esquecer todos os nomes além de Core i7 e Calpella. Esse novo processador promete grandes mudanças em relação aos modelos anteriores, com o novo Intel QuickPath substituindo o barramento frontal (FSB) e conectando a CPU direto à RAM do sistema, além de oito núcleos via Hyper-Threading e uso escalável do processador – tudo isso aumenta a velocidade do sistema.

Múltiplos núcleos em um processador podem aumentar a performance e baixar o preço do hardware. Com um bom projeto, banda disponível para os bits e bytes trafegarem pelos núcleos, mais software bem feito podem “espremer”  os dados e ampliar a velocidade e a eficiência do computador. Isso pode significar um grande aumento na resposta, até mesmo de aplicativos pesados, até mesmo em designs de CPU e chip set mais compactos e que consomem menos energia.

Note que dissemos “software bem feito”. Projetar adequadamente os aplicativos que lidam com múltiplos processos simultâneos pode ser uma tarefa enorme. As ferramentas de desenvolvimento mais antigas não tinham isso em mente, e é um processo que leva tempo de checagem e correção manual do código – e existem relatos de que o Windows Vista está um tanto atrás nessa área (sem contar demais sistemas).

Por outro lado, a Apple vem trabalhando para tornar o ambiente de desenvolvimento Xcode mais avançado neste campo, e a próxima revisão do Mac OS X, codinome Snow Leopard – deve trazer ainda mais melhorias no front multicore quando sair no ano que vem.

Mas tanta mudança no processador não significa nada sem o chip set – que são o baixo, bateria e teclado que acompanham a guitarra da CPU. O Calpella promete trazer à vida todas as benesses descritas acima, além de compatibilidade aprimorada a tecnologias mais novas, como Blu-ray, WiMax e discos SSD.

Se a Apple vai usar a plataforma Calpella por completo, entretanto, ainda não é certo. Há grandes chances do QuickPath e do Hyper-Threading fazerem parte do pacote, mas a Apple pode ter suas próprias idéias para o hardware de redes sem fio.

Claro, a cada ano – ou várias vezes por ano – os entusiastas por tecnologia ficam ansiosos pelo hardware que está logo ali, prestes a ser lançado.  Em 2008, a Apple fez diferente e não anunciou sua linha de olho no mercado acadêmico, que define seus orçamentos e compras em agosto. Mas quando eles vierem, não será a primeira vez que a Apple lança novos portáteis depois que os estudantes já estão em aulas e, pelo visto, isso não afetou as vendas da companhia por enquanto. Se o Neha, ops, Core i7 e a plataforma Calpella cumprirem o que prometem, espere que a próxima linha de laptops pode substituir seu desktop para valer.

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