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Descubra qual é a velocidade real de sua conexão à internet

Saiba se você usufrui de fato da taxa de transferência que a empresa prestadora de serviços lhe prometeu.

Fernando Petracioli, especial para PC World

17/10/2008 às 17h48

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Reportagem feita a partir de dúvida de leitor; saiba mais

velocidade_conexao_150Se você é um dos 10 milhões de usuários de algum serviço brasileiro de banda larga, considerado um dos mais caros do mundo,  já deve ter passado por algum problema com a velocidade de sua conexão. E não por acaso, afinal um estudo recente apontou que o Brasil deixa a desejar na agilidade de sua Internet rápida.

Mas você sabe dizer realmente qual deveria ser a velocidade da conexão que você usa? E se as taxas de transferência praticadas de fato estão abaixo do que você contratou?

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Uma informação que gera confusão é o número que consta no “nome” do plano que você contrata junto à provedora de acesso. Assim, algumas pessoas pensam que ao assinar uma conexão de “1 mega”, conseguirão fazer downloads a uma velocidade de 1 megabyte (MB) por segundo. O que seria realmente formidável, mas que infelizmente não procede, pois a informação se refere a megabits (mb, com minúsculas).

E como saber a equivalência desse dado em bytes?  A relação entre as unidades ‘megabits’ e ‘kilobytes’ é de 1 para 8. Isso significa que é necessário dividir por 8 os dados que estão em mb - e que dão nome ao seu plano de conexão.

Fazendo essa operação, descobre-se que 1 megabit, por exemplo, é o equivalente a 125 kilobytes por segundo (KB/s).

Ainda assim, há uma diferença enorme entre a velocidade contratada e a efetivamente obtida. Isso ocorre porque, no caso das conexões domésticas, existe o compartilhamento da infra-estrutura. Assim, nos momentos de maior demanda da rede de dados, a velocidade obtida é sempre menor do que a contratada. E isso vale tanto para quem tem o serviço de banda larga pela linha telefônica (ADSL), como Speedy, ou por cabo, como o Virtua.

Outro fator a influenciar a velocidade de tráfego é a distância da sua casa até a central telefônica mais próxima e a presença ou ausência de amplificadores de sinal em sua região.

Um download via rede P2P também tende a acontecer com uma velocidade mais modesta, afinal nesse caso baixam-se arquivos de outros simples usuários mortais, que podem ter uma conexão até pior do que a sua. Até mesmo downloads a partir de grandes servidores de hospedagem de
conteúdo podem sofrer com excesso de demanda e acesso por parte de
usuários.

Como os downloads (ao lado dos serviços de streaming de mídia) costumam ser os grandes devoradores de capacidade de tráfego na web, há provedores que tendem a punir usuários que abusam desse tipo de uso, o chamado traffic shapping.

Com tantos fatores envolvidos, não é de se estranhar - ainda que isso desagrade a todos os usuários - que  nos contratos de prestação de serviço de conexão banda larga os provedores do serviço garantam somente 10% do total da velocidade nominal acordada. O que isso quer dizer? Se o contrato assinado é de 1 megabit por segundo, a operadora só tem a obrigação de entregar um mínimo de 100 kilobit por segundo. É ruim, mas está lá, no contrato que você assinou.

Faça o teste você mesmo
Há ferramentas que você pode usar para checar a que velocidade está funcionando sua conexão. Existem desde softwares para você baixar e rodar no seu PC até serviços baseados em Web.

Para baixar na sua máquina, PC World recomenda os programas MySpeed PC Lite e DU Meter. Entre os serviços de Web, destacam-se o velocímetro da RJNET e o Speedtest.net.

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O Speedtest.net fornece uma visualização rápida da velocidade da sua conexão

Faça o teste com mais de um medidor. Se possível, faça medições em diferentes períodos do dia, principalmente durante os horários em que você utiliza a conexão com mais freqüência – e pelo menos uma vez à meia-noite ou 1h00 da manhã (quando é mais provável que a concorrência por banda esteja em seu menor nível possível).

Caso perceba uma discrepância muito grande entre a velocidade obtida e a prometida em contrato, não hesite em contatar a empresa prestadora do serviço. O site da ABUSAR (Associação Brasileira dos Usuários de Acesso Rápido) possui informações e orientações úteis sobre problemas com prestação de serviço de conexão banda larga.

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