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Aparelhos da Apple estão envolvidos em 40% dos roubos em Nova York

Número foi revelado por comissário de polícia da cidade. Com iPad furtado no metrô, jornalista do WSJ aponta Brasil como mercado para aparelhos de segunda mão.

Macworld / Reino Unido

31/07/2012 às 12h07

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Os produtos da Apple estão envolvidos em nada menos que 40% dos furtos ocorridos na cidade de Nova York, revelou o comissário local de polícia, Raymond Kelly. 

A informação alarmante para os fãs da Apple foi revelada recentemente, após o jornalista do Wall Street Journal, Rolfe Winkler, ser alvo de um assalto em que levaram justamente o seu iPad. “Estavámos concentrados em um e-book quando as portas se abriram na parada da Bergen Street, no Brooklyn. De repente, duas mãos foram em direção ao colo da minha namorada e roubaram o iPad. Perseguir o cara foi instintivo. Mas ele tinha uma equipe dando cobertura que eu nunca percebi. Em vez de recuperar o iPad, acabei deitado sangrando na plataforma da estação, meu queixo dividido no meio”, escreveu Winkler em um artigo sobre o ocorrido publicado no jornal local na última sexta, 27/7. 

Depois, o jornalista explica que essa preferência pelos produtos da Apple “explodiu” porque os produtos da empresa podem alcançar mais de 400 dólares (800 reais) no mercado de aparelhos de segunda mão.

Em seu artigo, Winkler questiona se a indústria está fazendo o suficiente para evitar o roubo do iPhone e iPad. Ele destaca que muitas operadoras telefônicas empregaram o uso de listas negras, o que significa que quando um smartphone é informado como roubado, elas podem negar serviço ao aparelho por meio do reconhecimento do número de ID na próxima vez que o gadget for usado para baixar dados ou fazer uma ligação.

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No entanto, o jornalista do WSJ nota que esses ladrões encontraram uma maneira de fugir dessas blacklists. Para isso, eles estão exportando os aparelhos roubados para locais como Índia e África, onde eles ainda são funcionais. E ele cita o Brasil, onde os preços dos aparelhos iOS são extremamente altos por causa dos impostos e fazem com que exista uma grande procura por produtos da Apple de segunda mão.

No fim, Winkler sugere que as empresas poderiam usar tecnologia para desabilitar completamente os aparelhos. “E se uma chave remota da morte fosse colocada para 'fritar' um smartphone ou tablet roubado, tornando-o realmente inútil?”, questiona.

“Qual a razão de um aparelho mobile se as pessoas não se sentem seguras enquanto eles são móveis?”, diz Winkler, destacando ainda que a garantia da Apple já permitiu por diversas vezes que os ladrões trocassem aparelhos danificados em lojas da Apple sem precisar que os produtos eram seus.

Após o artigo de Winkler, a jornalista da CNN, Suzanne Kelly, tuitou dados do comissário da polícia de NY, Ray Kelly, revelando a informação já citada acima de que 40% dos roubos da cidade são de produtos da Apple.

Aparenemente, a Apple percebeu que precisamos de uma segurança mais forte para os nossos aparelhos iOS. Isso porque a fabricante do iPhone comprou na última semana a empresa de segurança móvel AuthenTec, que tem a rival Samsung entre suas clientes. A aquisição custou 356 milhões de dólares.

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