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Desempenho ou preço, o que mais importa na hora de comprar um tablet?

Com os tablets de menos de US$ 35 a caminho, Intel argumenta que desempenho é fator fundamental para a decisão de compra e não tem relação direta com a quantidade de núcleos do processador

Da Redação

21/08/2014 às 11h44

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Em pouco tempo, tablets Android genéricos ("sem marca"), com telas de 7 polegadas e chips quad-core que entregam uma performance "decente", poderão ser vendidos em breve no mercado mundial por menos de US$ 35 (cerca de 80 reais).

Os processadores quad-core vão entregar melhor performance que os antigos chips e serão capazes de suportar telas com resolução de 1280 x 800, diz o Linley Group. O processador é baseado na arquitetura Cortex-A7 da ARM e tem uma GPU Mali-400MP2 capaz de renderizar vídeo em alta definição. A produção em larga escala já começou e protótipos desses tablets já foram produzidos.

Um bocado desses equipamentos deverão vir de Shenzhen, na China, onde há alta concentração de desenvolvimente de dispositivos, diz Brookwood. Não por acaso, Intel a Microsoft estão de olho nos fabricantes chineses.

Tablets Windows com telas menores de 9 polegadas dever chegar ao mercado internacional até o fim do ano, a US $99 (aproximadamente R$ 210,00, sem impostos). Foi o que prometeu Kevin Turner, COO da Microsoft, durante o keynote do Worldwide Partner Conference (WPC). Um dos fatores que contribuirá para isso é o licenciamento gratuito do sistema operacional. O outro são os descontos expressivos da Intel para a aquisição de processadores, de acordo o Wall Street Journal. Reportagem publicada pelo jornal afirma que a Intel está testando novas técnicas para cortejar pequenos fornecedores de Shenzhen que ultimamente têm causado um impacto excepcional na evolução do mercado de tablets.

Um dos argumentos da Intel é o de que o desempenho do tablet nem sempre está relacionado ao uso de processadores com maior o número de núcleos.

A crença de que “quanto mais núcleos melhor” não é necessariamente verdadeira, segundo a empresa, já que nem todos eles são criados da mesma maneira. "Pense nisso como uma comparação entre um avião com oito hélices e um com dois motores a jato. Você gostaria de enfrentar um longo voo em um avião com as hélices?", questiona a Intel.

Comparar núcleos é como comparar maçãs e laranjas...

Todas as vezes que você abre um aplicativo como um jogo ou um navegador, ou até quando digita uma mensagem, a instrução para realizar qualquer ação é fornecida pelo(s) núcleo(s) do processador.

“Um núcleo recebe instruções e depois as processa. É como uma calculadora, mas ter diversas calculadoras não ajuda a resolver contas simples”, explica Rodrigo Tamellini, Gerente de smartphones e tablets da Intel América Latina. “Ter mais núcleos nem sempre é o melhor, já que o desempenho geral depende muito da complexidade das instruções e se os núcleos foram bem projetados para trabalharem juntos”.

Ter mais núcleos no processamento é como ter mais músicos em uma banda – quando você tem mais músicos, é mais desafiador garantir que eles toquem no tempo e que sejam todos utilizados no nível certo. Isto também envolve trocar todas as partituras para indicar qual instrumento é responsável por cada nota e como e quando essas notas devem ser tocadas. “

Na Intel, adicionamos mais núcleos apenas quando isso faz sentido e gastamos um tempo e esforço considerável para garantir que o hardware e o software possam trabalhar bem juntos”, acrescentou Tamellini.

DE acordo com a Intel, se analisarmos o número de núcleos necessário para executar aplicativos como Candy Crush ou Modern Combat 4, apenas dois núcleos serão suficientes para que rodem perfeitamente. Isso significa que mesmo com oito núcleos ou mais, esses apps não necessariamente rodarão mais rápido, poderão rodar da mesma forma que fariam com menos núcleos. É como levar uma chave de fenda extra quando uma chave inglesa fará o trabalho.

Poder quando você precisa

Outra maneira de analisar essa questão é que da mesma forma que os motores a jato substituíram as hélices, as aeronaves precisavam de menos motores. Observe as aeronaves mais modernas em uso atualmente – tais como o Airbus A330 e o Boeing 787 – que usam apenas dois motores. Por que? Porque os motores a jato se tornaram mais poderosos e mais eficientes. Se essas aeronaves usassem oito motores a jato, estariam apenas desperdiçando combustível.

A Intel tem procurado fazer com que seus processadores pode usar melhor os núcleos, através de tecnologias como Hyper-Threading e a arquitetura de 64-bit, em vez de 32-bit. "Isto significa que um processador de 64-bit pode processar mais dados do que um de 32-bit. Ele pode fazer contas maiores no mesmo tempo e, se programado corretamente, possibilita o gerenciamento de mais processos, o que significa melhor desempenho. Se você pensar nisso como em uma fila de supermercado, seriam 64 caixas em vez de 32", comenta a empresa.

O consumo de energia também é importante, já que, normalmente, quanto maior a quantidade de núcleos, maior o consumo de bateria. Os produtos da Intel otimizam estes fatores para fornecer o melhor desempenho juntamente com uma ótima eficiência no consumo de energia.

“Da mesma forma que um câmbio automático troca as marchas do seu carro para se adaptar à potência necessária a qualquer momento, nossos processadores podem mudar o foco dependendo da otimização para poderio de processamento ou eficiência no consumo de energia”, explica Tamellini. “Nem todos os processadores contam com esse tipo de recurso tão útil”.

Considerando todos estes aspectos, a Intel acredita que comprar tablets com base no número de núcleos é um erro. O importante é observar o desempenho geral desejado e o uso quevocê fará do tablet.

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