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Desenvolvedores pressionam por interatividade na TV digital brasileira

Associações defendem que o Ginga comece a ser embarcado nos conversores, para que o mercado de aplicativos possa florescer.

Daniela Moreira, editora-assistente do IDG Now!

24/09/2008 às 18h27

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Os líderes das principais entidades da indústria nacional de software defendem a estréia da interatividade na TV digital com a máxima urgência possível, do contrário o setor poderá perder a “janela” de oportunidade com a oferta de aplicativos para o filão.

Em um evento realizado nesta quarta-feira (24/09), a Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), a Softex, a Associação Brasileira das Empresas de Software (Abes) e a Assespro defenderam que o middleware Ginga, componente necessário para que a TV digital ofereça interatividade, deve começar a ser embarcado o quanto antes nos conversores vendidos no mercado.

O Fórum do Sistema Brasileiro de TV Digital Terrestre (SBTVD) está trabalhando com dois subsistemas para o Ginga. O primeiro, conhecido como Ginga-NCL já está pronto e já poderia ser embarcado nos conversores. Esta é a demanda das empresas de software.

Porém, antes de liberar a adoção desta versão, o Fórum quer garantir que os aparelhos que forem para o mercado rodando o Ginga-NCL sejam também compatíveis com o outro subsistema do middleware, o Ginga-J, baseado na linguagem de programação Java, da Sun.

Segundo Salustiano Fagundes, diretor presidente da HXD e membro do módulo técnico do Fórum, os primeiros conversores com Ginga devem chegar ao mercado em até um ano. Ele acredita que dispositivos móveis, que recebem o sinal One Seg, podem sair na frente, estreando a interatividade até o final de 2008.

“A barreira é a compatibilidade com a versão Java, o que será resolvido com a especificação. Então já poderão ser lançados equipamentos ‘Ready do Java’”, defendeu Nersol Wortsman, diretor da Brasscom. As especificações devem ficar prontas até o final de novembro, segundo David Britto, que também é membro do Fórum.

Sem poupar críticas ao atraso no lançamento do Ginga, Wortsman também defendeu uma participação maior das empresas de software nas decisões sobre a implementação da TV digital. “Defendemos que haja uma reformulação no Fórum”, disse ele.

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