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Dez coisas que o Windows 7 deve fazer se quiser ser bem-sucedido

Para evitar a baixa adoção do novo sistema como ocorreu com o Vista, a Microsoft precisa tomar algumas precauções.

David Coursey, PC World / EUA

04/03/2009 às 17h27

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windows7_10Coisas_150O Windows 7 causou furor entre os usuários quando a Microsoft anunciou o download temporário da versão beta em janeiro (não mais disponível). A expectativa é de que a versão final chegue até o final do ano, mas é difícil imaginar que ele possa ser um sucesso de vendas, especialmente entre os usuários corporativos, os mais afetados pela atual crise econômica.

Enquanto o sistema não se torna uma realidade de fato, listamos dez coisas que o Windows 7 precisará fazer para que os usuários possam cogitar um upgrade, seja a partir do Vista ou a migração a partir do Windows XP, que a Microsoft já avisou, será possível mas não um processo simples.

Veja também: 
> Windows 7: conheça algumas telas do sucessor do Vista
> Saiba o que trará cada umas das seis versões do Windows 7

1. O Windows 7   não deveria ser relacionado diretamente ao Windows Vista, que teve baixíssima procura entre as empresas. O novo sistema precisa ser relacionado ao Windows XP, que imaginamos ser o legítimo sucessor e a Microsoft promete que com com o Windows 7 será mais fácil trabalhar em rede.

2. Não vemos o Windows 7 como o Vista SP2 ou Vista Lite ou Vista qualquer-coisa. O Windows 7 parece com um novo sistema operacional e deve ser tratado como um.

3. O novo sistema precisa rodar bem os hardwares que funcionam bem no XP. Pelo que vimos, isso será possível no Windows 7. O Vista adquiriu uma rápida e péssima reputação como sendo um comedor de recursos. E o Windows 7 deve evitar isso.

4. Como o Windows 7 não poderá fazer o upgrade diretamente de um XP, a Microsoft precisa então providenciar ferramentas que facilitem essa transição pois, além do software para instalação do novo sistema operacional, o usuário precisa ter ferramentas que permitam a ele preservar todos os arquivos (aplicativos, informações sobre configurações, drivers e dados de usuários).

5. Somente para enfatizar: se tivermos que reinstalar todos os aplicativos, o Windows 7 não será um upgrade bem-vindo.

6. Se a Microsoft não conseguir realizar os itens anteriores, então é melhor não promover o Windows 7 como um upgrade e oferecê-lo somente em novos hardwares. Isto irá evitar um dos maiores fatores do fracasso do Vista: sua incapacidade de rodar bem com o que as pessoas já têm.

7. Felizmente, a experiência de usuário no Windows 7 não é tão diferente do XP como é o Vista. Isto facilitará para empresas (ou usuários domésticos) terem um mix de Windows XP e Windows 7.

8. As novidades do Windows 7 agradam, mas seria importante ouvir da Microsoft que há mais motivos para adotá-lo do que somente “uma grande gama de melhorias”. Se ele vier somente em um novo hardware, então tudo bem. E claro, a partir daí, as pessoas decidiriam se gostaram ou não do sistema e então optar pelo upgrade em máquinas mais antigas. Mas se o intuito for mesmo vender o upgrade, então é melhor a Microsoft analisar como a Apple vende os seus upgrades.

9. A Apple vende ferramentas e aplicativos que estão inclusos nos benefícios dos upgrades dos sistemas operacionais da empresa. Se a Microsoft incluísse aplicações mais significativas com o SO, talvez se tornem tão importantes como os iApps são para os consumidores da Apple. A Apple cogita cobrar de seus consumidores mais fiéis uma taxa de até 300 dólares por ano para quem quiser fazer qualquer upgrade.

10. Uma dúvida que pairava entre os usuários do conjunto Windows & Office é se o lançamento de suas novas versões seria próximo um do outro. A própria Microsoft fez questão de clarear isso, dizendo que o Office 14 não deve ser lançado em 2009, entretanto é bom que a empresa garanta que ambos, quando lançados, não colaborem - um com o outro - para o insucesso dos dois.

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