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Dez combinações tecnológicas que transformaram a economia mundial

Veja como dois serviços ou produtos diferentes mas complementares podem modificar o modo de agir das pessoas e dos mercados.

Por Dan Tynan, da PC World/EUA

27/03/2008 às 18h08

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tech_paradigmas_150Se existe algo que a revolução digital nos ensinou, é que não devemos nos apegar muito a nada. Mesmo porque a tecnologia tem uma forma muito própria de se apoderar de idéias antigas e de indústrias entrincheiradas e virá-las de cabeça para baixo.

No entanto, esses abalos raramente são resultados da inovação isolada de um único gadget, embora vez por outra isso acabe acontecendo, como vimos no ano passado quando a Apple lançou o iPhone. O mais comum é termos duas ou mais tecnologias convergindo para que uma nova solução ou serviço.

Com isso em vista, demos uma olhada no mercado de tecnologia dos últimos 25 anos para identificar combinações matadoras. Selecionamos dez delas, que você vai conhecer nas próximas páginas.

10. Gravador de Vídeo digital (DVR) + entretenimento ‘on demand’
TiVoVolte no tempo, digamos para o início dos anos 1980. Lembra-se de quando programava seu videocassete para gravar programas de TV? É provável que não, pois essa era uma tarefa um tanto quanto complexa e poucos se dispunham a realizá-la.

Pouco mais de 20 anos se passaram até a chegada dos gravadores digitais de vídeo, como o TiVo,  que tornaram a gravação e reprodução muito mais fáceis - avançar sobre os intervalos comerciais é tão simples quanto apertar um botão.

De repente, as pessoas não estavam mais apresas às agendas arbitrária dos canais de TV e ao detestável interesses dos anunciantes. Operadores de cabo e satélite correram com seus próprios DVRs, e milhões de pessoas começaram a usar o TiVo – mesmo aqueles que nunca sequer tocaram em um TiVo antes.

Da mesma forma que as tecnologias mais inovadoras, os DVRs devolveram o controle para a mão dos usuários – e tornaram os consumidores famintos por ainda mais controle sobre o que eles assistiam, quando e onde.

Em 2005, o Slingbox introduziu o chamado placeshifting, tornando possível assistir à TV (ou ao conteúdo do seu TiVo) via qualquer conexão banda larga. Mais tarde nesse ano, o iPod com suporte para vídeo ratificou o negócio, e o conteúdo de coberturas foi definitivamente desamarrado da televisão.

Apesar de o acervo de vídeo do iTunes estar longe de ser amplo ainda, ele provou que se as pessoas puderem contar com um caminho fácil para ter acesso a ele, elas estão dispostas a pagar por isso.

Hoje, os serviços de vídeo ‘on demand’ – incluindo alguns sustentados com propaganda, como o Hulu.com, que são propriedade dos radiodifusores – estão bombando.

Graças ao TiVo, ao iTunes e a outros avanços similares, agora nós esperamos que nosso entretenimento seja entregue onde nós estivermos, quando quisermos e no aparelho mais prático possível.

Inovação: O modelo “o que quiser/quando quiser/onde quiser” de consumo de mídia está deixando tanto Hollywood quando a indústria de consumo eletrônico de cabelo em pé, além de estar forçando os anunciantes a repensarem maneiras de conseguir atenção das audiências.

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9. YouTube + Câmeras digitais baratas
Uma palavra: “macaca”. Quando a sinceridade do vídeo do ex-senador George Allen chamando alguém de macaco apareceu no YouTube, isso custou não apenas o mandato do senador e alterou o equilíbrio de forças no Congresso norte-americano, mas também demonstrou a que ponto chegou o vídeo viral.

A web é, agora, a primeira parada para muitos candidatos e companhias tentando disseminar suas palavras sobre si ou seus produtos, e o YouTube é responsável por mais de 60% de todo o tráfico de sites de vídeos, de acordo com a Hitwise.com.

youtubeO YouTube não teria atingido este patamar sem câmeras digitais bem baratas e celulares que gravam.

Diversos passos foram determinantes. Por exemplo, em 1995, a Sony introduziu o primeiro camcorder de vídeo digital com uma porta FireWire (IEEE 1394) para transferência de dados em alta velocidade para PCs e Macs (ao custo de 3 mil dólares!!!).

A NEC desenvolveu as primeiras câmeras para celular que capturavam vídeo em 1999. Em 2006, a JVC apresentou o primeiro camcorder digital que grava vídeo diretamente no disco rígido.

Agora, claro, gravadores do tamanho da palma da mão podem ser comprados por menos de 200 dólares, e captura de vídeo é um recurso básico na maioria das câmeras e telefones celulares. Na verdade, o primeiro Festival de Filmes de Bolso ocorreu em Paris, em outubro de 2005 – com os vencedores sendo postados no YouTube, evidentemente.

Inovação: O vídeo digital deu origem a pequenos Hitchcock dentro de todo mundo. O YouTube e seus vários irmãos deram às massas um lugar para exibir seus melhores trabalhos. Jornalismo, política eentretenimento nunca mais serão os mesmos.

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8. Código aberto + Ferramentas da web
Aonde quer que o open source vá, inovações massivas e crescimento espetaculares vão atrás e sem perda de tempo. Pense na arquitetura aberta do PC da IBM e nos protocolos abertos da Internet. Até a Microsoft parece ter sucumbido frente à sedução irresistível do open source (ou pelo menos é assim que a empresa espera que as pessoas pensem).

O Linux e outros sistemas operacionais de código aberto permitiram que os fabricantes montassem máquinas mais simples e mais baratas, como o XO, do projeto One Laptop Per Child e o Eee PC, da Asus.

Esses sistemas mais leves terão um papel em possibilitar a chamada “cloud-computing” (veja o item número 4 da nossa lista). Os softwares para desktop disponíveis, como o OpenOffice e o Firefox e Thunderbird (estes dois da Mozilla), são alternativas gratuitas (e às vezes até superiores) aos produtos (pagos) da Microsoft. E o Java, da Sun, permitiu o desenvolvimento de aplicativos ricos tanto para web, como para eletrônicos de mão.

Quando o código aberto encontrou as ferramentas de desenvolvimento web, no entanto, a verdadeira inovação começou. Ferramentas como Apache, JBoss, MySQL e Ruby on Rails tornaram muito mais barato projetar novos produtos e serviços e distribuí-los pela Internet.

Isso significa que os iniciantes podem se dar ao luxo de levar mais tempo para desenvolver e refinar seus produtos, sem a pressão e os riscos de inerentes à abertura do capital (IPO).

“A web 2.0 é mais barata para construir do que a versão anterior, e parte disso se deve ao código aberto”, diz Keith Benjamin, sócio-gerente da Levensohn Venture Partners. “Coisas que teriam custado 10 milhões de dólares na época da bolha, hoje podem ser feitas por 500 mil dólares”.

itunesEnquanto isso, a revolução em ferramentas como a Asynchronous JavaScript e o XML (AJAX)  e referências semânticas levaram a uma maneira totalmente nova construir web sites, diz Robert Kanes, consultor de editoração de São Francisco (EUA) e ex-diretor de criação da PC World Communications.

“Sem o semantic markup, não haveria XML, XHTML, ou RSS”, diz Kanes. “Isso significaria o fim dos algoritmos de alto nível do Google, Flickr e iTunes. Com esse tipo de marcação referenciada houve uma revolução, e ela mudou a natureza do conteúdo de referencimento – em vez de descrever como algo se parece ou onde está contido para apontar diretamente para onde a 'coisa' está. Agora, podemos deitar e rolar com nosso conteúdo.”

Inovação: A rede está vendo um novo boom de companhias de web 2.0 mais estáveis e interessantes do que aquelas da era pontocom que as precederam. E com celulares usando o sistema operacional Android do Google, baseado em Linux, esperado ainda para esse ano, o open source poderá inovar no mercado sem fio também.

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7. MP3 + Napster
Os engenheiros de áudio do Instituto Fraunhofer de Circuitos Integrados não tinham realmente a intenção de derrubar uma indústria inteira quando inventarm o codec MPEG-1 Layer 3, mais conhecido como MP3. Trabalhavam, desde os anos 1970, na compressão de áudio com o objetivo de melhorar a qualidade do som ao telefone.

napster

Mas o pequeno tamanho dos arquivos MP3 – mais ou menos um décimo do tamanho dos arquivos em formato .wav (usado em CDs) que têm qualidade similar – foi feito sob medida para a explosão de banda larga do final da última  década do século XX.

O surgumento do Winamp em 1997, facilitou a tarefa de transformar faixas de CD em MP3, e os primeiros tocadores portáteis (o MPman F10 e o the Diamond Rio PMP300) permitiram aos fãs de música ouvi-las sem um computador.

Em 1999, o Napster chegou, dando aos usuários uma maneira mais simples de achar novas faixas MP3s na web e compartilhá-las – para o desgosto da Recording Industry Association of America (Associação Norte-americana da Indústria Fonográfica).

Ainda que o Napster não tenha assassinado a indústria fonográfica, ele mudou seu modelo de negócio definitivamente. Apesar de a encarnação original do Napster ter sido derrubada em batalhas jurídicas, ele pavimentou o caminho para as redes peer-to-peer se desenvolverem como um meio legítimo de distribuição.

Se não fosse pelo Napster, o BitTorrent poderia não existir. Ironicamente, quando o Nine Inch Nails lançou seu novo álbum, Ghosts I-IV, a banda usou o BitTorrent como ajuda na distribuição gratuita das primeiras nove faixas.

Inovação: A idéia de que as mídias podem ser portáteis é inovadora. A noção de que deveria ser grátis – e que alguns artistas podem sobreviver, ou mesmo estourar, apesar de queda nas vendas de discos – é ainda mais.

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6. Blogs + Google Ads
Até pouco tempo atrás, quem quisesse ser um publisher deveria ter nascido em família rica ou se tornar um geek em HTML. Agora, graças a ferramentas simples como o Blogger e o WordPress, qualquer um pode ser um editor ou produtor, sem conhecimento técnico (ou talento) como pré-requisito.

A palavra “explosivo” sequer começa a descrever o crescimento dos blogs, que subiram do número de 100 mil em 2002 para mais de 70 milhões, de acordo com a Technorati.

bloggerhomeO problema? A princípio, seu blog não geraria recursos suficientes nem para pagar o provedor de banda larga. É aí que entra o Google AdSense.

Introduzido em 2002, este programa torna fácil adicionar propagandas remuneradas por clique a qualquer site. A ferramenta de busca do Google, enquanto isso, oferece um veículo de marketing autoperpetuadora; quanto mais sites oferecem links para seu blog, mais ele sobe nos resultados de pesquisa no Google, o que leva a mais tráfego, mais cliques, mais links e assim por diante.

Os 50 mil blogs mais acessados, arrecadaram 500 milhões de dólares com receita publicitária em 2006, de acordo com um estudo da Universidade do Texas e a empresa de anúncios em blog Chikita.

Distribuídos entre todos os sites da pesquisa, essa quantidade não chega a ser uma grande fortuna, mas é um começo promissor (ou seja, nada de desistir do seu sonho; pelo menos não ainda). No fim das contas, o Google compartilhou mais de 5 bilhões em receita publicitária com sites parceiros, incluindo tradicionais editoras de web e blogs.

Infelizmente, junto com a inovação vem uma desvantagem: um em cada quatro blogs (25% do total) são blogs spam ou splogs, criados automaticamente, segundo o fundador da WordPress, Matt Mullenweg.

Clicar em fraudes gera renda para os scammers, spyware infectam PCs de usuários com o intuito de direcioná-los a splogs, e consultores em SEO (search-engine-optimization, ou aperfeiçoamento em sistemas de busca) tentam manipular o algorítmo do PageRank do Google para benefício próprio, distorcendo resultados.

Inovação: Os blogs dão uma voz pública a todos, enquanto o Google dá aos bloggers uma maneira de se financiar e se capitalizar – e nasce a economia do século XXI.

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5. Armazenamento barato + memória portátil
Quando a IBM inventou o HD RAMAC (1956), ele armazenava 5 megabytes de dados e custava 50 mil dólares. Percorremos um longo caminho, meu caro.

Em 2005, a Toshiba introduziu o primeiro drive de 40 GB e 1,8 polegada, utilizando gravação magnética perpendicular, que empilha as cargas magnéticas na superfície do disco verticalmente e não horizontalmente.

Desde então, as taxas de densidade dos discos rígidos têm aumentado em cerca de 40% anualmente. Em outubro passado, a Western Digital lançou um drive perpendicular capaz de armazenar 520GB por polegada quadrada, viabilizando HDs com múltiplos discos de 3 terabytes de capacidade.

À medida que a densidade aumentou, os preços caíram entre 30 e 40% por gigabyte – barato o suficiente para que empresas como Google e Yahoo possam dar armazenamento de presente, permitindo webmail gratuito, compartilhamento online de fotos e vídeos, além de outros serviços da computação em nuvem (cloud computing).ibm_ramac

Ao mesmo tempo, melhorias nas memórias flash permitiram que as pessoas passem a levar consigo toneladas de música e vídeo em dispositivos como iPods e telefones celulares.

Isso as 'libertou' dos laços com suas TVs e aparelhos de som, além de, gradualmente, transformarem as empresas de telecom sem fio em servidores de entretenimento em banda larga.

Enquanto isso, uma nanotecnologia promissora chamada célula de metalização programável (PMC) tende produzir drives que são milhares de vezes mais eficientes que flash, por um décimo do custo, diz Michael Kozicki, diretor do Center for Applied Nanoionics da Universidade do Estado do Arizona, onde a tecnologia foi criada.

"Um thumb drive que use esse tipo de memória poderia armazenar um terabyte de informação”, disse Kozicki ao Wired News. “Todas as atuais limitações dos dispositivos de armazenamento portáteis poderiam ser eliminadas. Seria possível até gravar em vídeo todos os eventos de sua vida e armazená-los sem problema de espaço”.

Inovação: Onde nós estaríamos hoje sem armazenamento barato, espaçoso e portátil? Não haveria iPods, YouTube, Gmail. Em resumo, nada de cloud computing.

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4. Cloud Computing + Aparelhos Always-On
Uma nuvem está se formando no horizonte da rede, trazendo tempestade para os novos aplicativos. A abundância de armazenamento barato, softwares que podem rodar um único aplicativo massivo por meio de milhares de servidores de baixo custo, e o acesso quase onipresente à rede criaram um supercomputador virtual acessível para a maior parte dos bolsos.

Esse é o motivo pelo qual empresas como a Amazon, Google e IBM e Microsoft estão se acotovelando para oferecer “cloud-computing” – aplicativos que rodam em vastos servidores em vez de redes locais e PCs, e que são entregues via conexão Internet para corporações e consumidores. Se você já usou Google Docs, Salesforce.com, Yahoo Mail ou Zoho Writer, entã já experimentou a “cloud-computing”.

A revolução em computação baseada na web vai mudar, pela ordem, a maneira que os aparelhos são desenvolvidos, bem como o que os usuários fazem com eles, diz Jonatham Yarmis, vice-presidente de tecnologias avançadas, emergentes e inovadoras da AMR Research.

Quando máquinas pela web fazem a maior parte do trabalho pesado, nós podemos usar eletrônicos menores, mais baratos e mais portáteis do que laptops, sem sacrificar a potência do computador. Exemplos recentes de tais devices incluem o iPhone da Apple e o Kindle da Amazon.

kindle“O que eu acho interessante em relação ao Kindle é que, por incluir um acesso à Internet em alta velocidade da Sprint, ele não é tanto um leitor de livros, mas é mais um front-end de uma loja”, afirma Yarmis. “Acesso a conteúdo é parte fundamental de seu projeto”.

Inovação: Para as empresas, a “cloud-computing” fornece os benefícios de uma central de dados sem os custos nem os riscos de manter uma. Para os consumidores, promete aparelhos mais baratos e mais simples e que permita acessar deus dados e aplicativos de qualquer lugar.

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3. Banda larga + redes sem fio
Lembra-se do ano de 1998? Eram meados do período da expansão das empresas ponto-com, e a maioria das pessoas ainda esperavam... esperavam... esperavam para que as páginas da web carregassem.

Menos de 1% das famílias dos EUA desfrutavam de uma conexão banda larga, de acordo com a AT&T. A lentidão das conexões dos usuários era comparável apenas ao ritmo ocioso no qual as empresas de telecom e cabo trabalhavam na criação de infra-estrutura para banda larga.roadrunner

Avance rapidamente 10 anos. Algo em torno de 55% das casas norte-americanas agora ostentam uma conexão desse tipo, segundo a Parks Associates, permitindo que a mídia rica – conteúdo audiovisual – dominasse a Internet.

Mas uma conexão de 40 a 60 dólares se tornou de fato possível quando os usuários puderam dividir o custo de uma conexão entre vários computadores domésticos, via Wi-Fi. No final deste ano, um monte de produtos usando a especificação super rápida 802.11n vai tornar o Wi-Fi viável para compartilhar vídeo e áudio pela casa também. A ABI Research prevê que aproximadamente 250 milhões de eletrônicos com Wi-Fi serão produzidos até 2011.

Inovação: A banda larga criou uma explosão de web sites de música e filmes e serviços de VoIP, enquanto o Wi-Fi está trazendo a rede para os utensílios corriqueiros das famílias, como aparelhos de som, TVs e sistemas de controle da casa. Juntos, eles estão tornando realidade a idéia de ‘lar conectado’.

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2. A web + os navegadores gráficos
O fato de você estar lendo esta matéria agora, online, é uma prova concreta de quão inovadora a web é. Antes de 1993, no entanto, a Internet como nós a pensamos hoje era uma vaga compilação de protocolos, redes e ferramentas construídas por geeks universitários.

A introdução da World Wide Web (WWW) em 1991 deu às pessoas uma maneira de conectar informação online, mas ainda era só mais um pedaço (embora crucial) nesse grande quebra-cabeça.

mosaicO navegador gráfico, inventado em 1993 por Marc Andreessen e Eric Bina, na Universiade de Illinois,  deu asas à web, tornando-a definitivamente em um veículo de distribuição para quase tudo.

“[O navegador gráfico] mudou virtualmente todos os aspectos da economia e criou toda uma nova classe de grandes corporações globais que não existiam antes disso”, diz Richard Landry, um consultor em novas mídias e ex-editor executivo de PC World.

De acordo com uma pesquisa recente feita pela We Media e pela Zogby Interactive, cerca de metade dos americanos lêem suas notícias pela Internet.

Inovação: As empresas de mídia, editoras e anunciantes, agora pensam primeiro em web, para só depois transmitir ou imprimir

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1. Telefones celulares + Acesso sem fio à internet
Os celulares mudaram a maneira de se comunicar, confundindo as linhas que separam trabalho e diversão e o intercâmbio entre ambos. E-mail, mensagens de texto e acesso à web wireless vão mudar a comunicação ainda mais.

Dados, e não a voz, estão liderando essa inovação. A notícia mais importante do recente anúncio da Apple sobre o kit de desenvolvimento de softwares do iPhone foi a adição de um applet de mail Exchange que permite a usuários corporativos acessar seus e-mails de trabalho pelo aparelho da Apple.iphone

“Novos telefones celulares simpatizantes da Internet, como o iPhone e o G-Phone [telefones feitos sobre o aguardado sistema operacional Android, do Google], vão diminuir a barreira de entrada para serviços de internet móvel, melhorar experiências na internet sem fio, e introduzir novos modelos de negócio”, diz Kurt Scherf, vice-presidente e diretor-analista da Parks Associates.

“Nós começaremos a ver sua adoção por mercados de massa e equipamentos que tragam embutidos componentes como mídia players portáteis e consoles de vídeo-games”.

Telefones móveis com acesso à web estão predestinados a se tornar uma importante plataforma de propaganda, também. “É provável que a telefonia móvel ultrapasse a internet como a plataforma mais versátil”, completa Scherf. “O potencial dos anúncios móveis se tornarem uma nova e explosiva plataforma de anúncios é real e colossal”.

Inovação: A capacidade de ser estar disponível 24 horas por dia, sete dias por semana está se transformando na habilidade de surfar na rede a partir de qualquer lugar, e forçando empresas a abrirem suas redes para novos aparelhos e serviços wireless.

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