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Dez mudanças que o CEO Steve Ballmer deveria fazer na Microsoft

Criar projeto open source, alinhar estratégias de aquisição e fazer transição suave para Windows 7 estão entre as opções do CEO.

Computerworld/Canadá

04/07/2008 às 18h50

Foto:

Ballmer10_88.jpgPouco mais de uma semana após a aposentadoria de Bill Gates, no dia 27 de junho, a tocha da liderança está nas mãos do Chief Executive Officer (CEO) Steve Ballmer.

Ele será o responsável por deter o domínio do Google sobre o mercado de publicidade online e ajudar a Microsoft a diversificar sua fonte de receita, entre outros desafios.

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Confira abaixo, em análise do Computerworld, 10 mudanças que Ballmer deveria promover na Microsoft.

1. Tornar a educação dos usuários uma missão corporativa. Todos sabemos que há recursos no Word, Excel e no próprio Windows que os usuários simplesmente não entendem.

Como resultado, os usuários gastam energia tentando solucionar problemas que a Microsoft já resolveu. Ballmer poderia investir alguns dólares de marketing em uma campanha “Você sabia que o Windows é capaz de...”, para mostrar o que os desenvolvedores do sistema têm feito.
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2. Não deixe a visão técnica para Ray Ozzie. O atual líder da empresa Groove Networks possui grandes ‘insights’ em tendências tecnológicas e é bom em escrever memorandos gigantes da equipe. Ballmer, contudo, é a pessoa que deveria articular os ambientes computacionais que a Microsoft deseja para ajudar os usuários na próxima década. A última coisa que ele deseja é ser visto como um mero vendedor.

Como prova Steve Jobs, você não precisa escrever códigos para oferecer inspiração em gerenciamento da informação. Mesmo Gates deixou muito peso aos seus subordinados durante seus keynotes. Ballmer deveria tentar mudar isto.

3. Se abra como um caso de estudos. Não deve ser fácil liderar uma das maiores empresas do mundo. Ballmer deve, então, oferecer a Chief Information Officers (CIOs) e gerentes de TI uma única perspectiva sobre como a Microsoft usa a tecnologia para se alinhar aos objetivos corporativos.

4. Não golpear a competição. A Microsoft ainda é dominante em todos os mercados, então não faz sentido que Ballmer entre em ‘choque’ com o Google, a Apple e outros rivais do passado. A Microsoft deveria focar mais em melhorar seus produtos e crescer em seu mercado.

5. Começar um projeto open source. A Microsoft está presa no mesmo modelo de negócios há anos, mas e se sua equipe ‘dos sonhos’ de desenvolvedores de fato chegasse perto de fabricantes de software independentes e lhes oferecesse o mesmo tipo de facilidade que a Mozilla o faz com o Firefox?
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Apesar de a Microsoft ter lançado milhares de documentações do Windows e do Office, é preciso mostrar algo que tenha feito diferença à indústria.

6. Arquitetar uma transição suave para o Windows 7. Após o debate do Vista, é difícil imaginar as coisas piores, mas é necessário deixar que os usuários atualizem seus sistemas em seu próprio ritmo. Se empresas como a SAP são capazes de oferecer pacotes de recursos ao invés de precisar trocar todo o ERP, a Microsoft deveria ser capaz de fazer o mesmo com seus sistemas operacionais.

7. Faça parcerias que realmente importem. O acordo entre a Microsoft e a Novell supostamente deveria lançar uma nova era de interoperabilidade. Isto pode ter ocorrido para os usuários do Suse Linux - apesar de haver pouca prova disto -, mas e com relação a distribuições mais populares, como a Red Hat? Eles já resistiram muito, mas Ballmer deveria trabalhar para mudar sua opinião.

8. Alinhar a estratégia de aquisição. Muita atenção já foi dada à compra mal sucedida do Yahoo e não há espaço suficiente para o que a Microsoft está fazendo com as empresas que de fato comprou. Isto inclui a Fast Search and Transfer. Nós deveríamos enxergar o início de uma nova estratégia de busca da Microsoft - mas onde ela está?

9. Fique mais amigo da comunidade adepta a redes sociais. E se a Microsoft investisse no Facebook? Aliás, ela devia estar desenvolvendo para o site, assim como qualquer outra empresa independente de softwares que deseja exposição.
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Imagine se a Microsoft criasse algo que facilitasse a integração de redes sociais com seus aplicativos? Isto mudaria muito a percepção das pessoas com relação ao seu investimento na internet.

10. Não desistir de lutar contra o spam. Bill Gates previu que o mundo se livraria de e-mails não-solicitados em 2006. Ballmer ofereceria uma marca considerável na Microsoft e na indústria de tecnologia em geral caso conseguisse cumprir a promessa de seu antecessor.

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