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Dia do Jogo Justo vendeu sete games por minuto

Iniciativa disponilizou títulos de Xbox 360, PS3 e Wii pela metade do preço; ao todo, foram 5 mil unidades foram vendidas.

Luiz Mazetto, para o IDG Now!

02/02/2011 às 18h02

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O Dia do Jogo Justo, promoção do projeto que busca reduzir os preços dos games importados no País, registrou números impressionantes no último sábado, 29/1, ao vender cinco mil unidades dos três games em promoção, uma média de sete vendas por minuto – considerando-se as 12h de vendas. Somente a cota do Walmart (não revelada), por exemplo, esgotou-se em sete minutos.

Como resultado dessa grande procura, sites de estabelecimentos participantes caíram várias vezes, enquanto as lojas físicas já tinham filas muitas horas antes da abertura. “Levamos cerca de três meses para realizar toda a operação. Mas valeu a pena, pois com essa iniciativa conseguimos mostrar a força do mercado brasileiro de games”, explica o criador do movimento Jogo Justo, Moacyr Alves Jr.

E o sucesso foi tanto que ele planeja um próxima edição ainda maior do evento. “Queremos fazer algo maior, com mais jogos e parceiros e também mais organizado, para que os clientes não enfrentem problemas na hora da compra. Estamos negociando. Será uma mega operação no País todo”, diz Alves.

Apesar do sucesso do evento, o criador do Jogo Justo explica que as empresas participantes não ganharam nada com a promoção. Pelo menos não agora. “Na verdade, elas não ganham nada.  Elas só perdem. Tanto que algumas lojas pequenas não quiseram participar porque explicamos que não haveria lucro nenhum. Pelo contrario, ainda teriam de pagar os funcionários. Por isso que nosso slogan era 'leve seu jogo de graça, só pague o imposto'. As lojas que participaram ficaram interessadas nessa visibilidade. Para ganhar no futuro, é preciso perder no início.”

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"Assassin´s Creed: Brotherhood" foi um dos participantes do Dia do Jogo Justo

Velho conhecido
O alto preço dos jogos é um velho conhecido dos gamers no Brasil. Segundo Alves, por aqui os impostos chegam a 124% nos títulos e até 146% nos consoles, o que faz com que games vendidos no exterior por 60 dólares custem em média 200 reais no País e que consoles como o PS3, que custa 300 dólares nos EUA, saia por 2 mil reais por aqui. Já em mercados como Japão e os EUA, o imposto sobre os games é de cerca de 5%, de acordo com Alves.

Para Alves Jr, a pirataria e contrabando chegam a índices
astronômicos no Brasil – de cada 10 games vendidos aqui, 9 são ilegais. "Isso também dificulta estimar o tamanho do mercado de jogos no país", disse.

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O criador do projeto ainda cita o México como um exemplo a ser seguido no Brasil. “Lá eles cortaram os impostos de 60% para 15% e registraram cerca de 80% de crescimento do mercado de games nos últimos dois anos. Acredito que podemos chegar nesta taxa se cortarmos os impostos para 10% ou 15%.”

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