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Diaspora, a rede social que desafia o Facebook, entra em operação

Rede entra em operação ainda em caráter de testes e apenas para convidados. Pedidos de inscrição serão atendidos gradualmente

IDG News Service/Nova York

23/11/2010 às 20h37

Foto:

A Diaspora, a tão aguardada rede social baseada em código
aberto, abriu oficialmente suas portas na terça-feira (23/11) – pelo menos para
um punhado de participantes convidados.

“A cada semana, convidaremos mais gente”, afirmaram os
desenvolvedores por trás do projeto, em blog que anunciou a versão alfa do
serviço. “Ao começar com pequenos passos, poderemos identificar rapidamente
problemas de performance e entregar recursos o mais rapidamente possível.”

Tanta cautela pode ser necessária, dado o grau de frescor do
código-fonte. Em setembro, quando a primeira versão do código foi tornada
pública, especialistas criticaram quase que imediatamente o trabalho por trazer
inúmeras falhas de segurança.

Por enquanto, o Facebook não precisa ficar preocupado com a
nova concorrência. Mas o serviço é um de vários que tentam se apoiar em
projetos open source para entregar software e serviços de rede social.

A lista desses serviços inclui o Identica, um serviço de
mensagens semelhante ao Twitter construído em software open source, e o GNU
Social, da Free Software Foundation.

Dinheiro de investidores
A ideia da rede Diaspora surgiu de quatro estudantes da
Universidade de Nova York, no começo deste ano. Rapidamente eles obtiveram 200
mil dólares de investidores para começar o projeto.

Em entrevistas, eles têm afirmado que seu objetivo coletivo
foi desenvolver o software open source para redes sociais como uma alternativa
a produtos comerciais como o Facebook e o LinkedIn.

“Quando você cede seus dados, você os está cedendo para
sempre”, disse o codesenvolvedor Max Salzberg, em uma entrevista ao jornal The
New York Times. “O valor [que sites como o Facebook] nos dá é insignificante em
comparação ao que eles estão fazendo, e o que estamos dando é toda nossa
privacidade.”

Com a Diaspora, os estudantes pretendem dar aos
participantes o poder de reter a propriedade de todo o material que usam no
site, e também controlar totalmente como suas informações são compartilhadas.

O site também permitirá aos usuários dividir suas conexões
em grupos particulares, chamados Aspects, e controlar quais grupos podem ver
quais conteúdos.

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