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Guia para não errar na escolha de sua próxima câmera digital

Para muitos, a resolução é o fator principal na hora de comprar uma câmera digital. Mas saiba que há mais coisas envolvidas.

René Ribeiro, analista de testes da PC World

23/09/2008 às 14h29

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Foto:

cam_digital_150Quantos megapixels tem esta câmera? Essa é, provavelmente, a primeira pergunta que se faz ao vendedor no momento da escolha de uma câmera digital. Não está errado, afinal ele define o tamanho em que a fotografia pode ser exibida.

Quanto maior a resolução, maior também é a capacidade da câmera em inserir mais pixels na imagem. Mas não é tudo. Mas e a qualidade da lente? O balanço de brancos? E os tipos de focos e recursos extras?

Se esses fatores não forem considerados, corre-se bastante risco de você ter fotos de tamanho imenso, mas com qualidade ruim. Isto é, a foto que tem foco apenas em uma parte da imagem, por exemplo. Outro defeito percebido facilmente é quando a foto fica com os pixels espaçados, ou seja, mesmo com alta resolução, a foto fica sem definição.

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Resolução – Para se ter idéia, uma resolução de 2 megapixels gera imagens de aproximadamente 1600 por 1200 pixels, proporcionando impressões 13 por 18 centímetros de alta qualidade. Uma câmera com 3 megapixels (que já produz boas fotos) cria imagens de cerca de 2.048 por 1536 pixels, proporcionando impressões 20 por 25 cm nítidas. E é válido lembrar também que quanto maior a resolução, maior será o espaço ocupado no cartão de memória. Ou seja, dezenas de megapixels pode não ser o que você precisa. Tenha certeza de que é o suficiente mesmo para imprimir ou revelar, caso prefira.

Lentes – Prefira modelos que utilizem lentes bem conceituadas, como Carl Zeiss, Leica, Pentax e Canon, entre outras. Elas podem significar melhor nitidez e maior fidelidade de cores.

Zoom – Hoje quase todas as câmeras vêm com zoom óptico e geralmente não passam de 3x. Portanto quando ler na embalagem zoom de 8x ou 12x, é provável que se refira ao zoom digital, que “estica” os pixels, o que gera imagem aumentada de uma maneira que perde qualidade. Ou seja, o que importa mesmo é o zoom óptico.

Ajustes – Exposição automática é um recurso que todas as câmeras amadoras trazem. Até o flash somente dispara se o sensor sentir baixa luminosidade. Mas nem em todos modelos isso funciona com perfeição. Por isso, busque equipamentos que tragam opções manuais. Regulagem do foco, balanço de brancos, tempo de abertura da lente são opções que, quando reguladas corretamente, rendem ótimas fotos mesmo em câmeras amadoras.

Tempo de disparo – Este é um item importante para você não perder nada em ambientes com muita ação. Um tempo maior do que dois segundos para tirar uma foto na seqüência já será algo irritante. Por isso, vale checar esse dado.

Fonte de energia – Bateria ou pilha recarregável? As duas têm vantagens e desvantagens. Uma máquina que usa bateria é menor que uma que usa pilhas e também fica mais leve para transportar. E a duração da primeira é bem maior do que a das pilhas (em torno de três vezes mais). Mas na hora em que acabar a bateria, é possível que você não tenha onde recarregar. No caso das pilhas recarregáveis, se acabarem, você pode utilizar modelos comuns em seu lugar, ao menos para não perder aquela oportunidade para tirar uma foto.

Há outros recursos inseridos pelos fabricantes que podem facilitar um pouco a configuração e o uso, mas as dicas básicas para não ter surpresas desagradáveis são estas. Antes da compra, também vale conferir as análises feitas por publicações especializadas (como PC WORLD) e preferir lojas que permitam um test drive na câmera.

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