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Disputando usuários, Facebook e Twitter medem forças na web

Ferramentas de relacionamento e de mensagens disputam usuários que não têm tempo a perder.

Network World/EUA

07/06/2010 às 12h42

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No coliseu da Internet dois gladiadores vêm, há anos, travando uma batalha intensa pela atenção dos usuários das redes sociais. Munido de álbuns e mais uma boa centena de aplicativos, o Facebook enfrenta o lacônico, mas eficiente, Twitter.

Lançado em fevereiro de 2004, o aquariano Facebook atraiu, em abril de 2010, 135,4 milhões de visitantes únicos galgando o volume impressionante de 3,2 bilhões de acessos. O Twitter, que surgiu na Internet em 2006, foi acessado por 21,5 milhões de usuários únicos, também em abril. Com esse volume o microblog ficou a 2,6 milhões de visitantes do total de 150 milhões de acessos únicos. Os dados são da empresa de mensuração de tráfego em sites Compete.

O Facebook é, sem sombra de dúvida, a rede social mais popular da Internet global; é também o segundo endereço virtual em acessos depois do buscador Google. Se desconsiderar o volume de acessos ao site de transmissão de vídeos Youtube, o segundo lugar no ranking das redes sociais pertence ao Twitter, com vários corpos de vantagem perante o LinkedIn, este de perfil predominantemente profissional e 13 milhões de acessos em abril de 2010.

A única ameaça a dominância do Facebook foram as configurações de segurança e privacidade - constantemente aprimoradas pela equipe de Mark Zuckerberg, pai da criança.

As tentativas do Facebook em barrar o avanço do microblog foram diversas. Tentou comprar, não conseguiu; introduziu o endereçamento de mensagens usando a @ssinatura em uma versão “lite” do mensageiro dos 140 caracteres, não durou um ano.

Talvez a mudança mais radical do Facebook, na tentativa de entrar para o segmento de conteúdo gerado por usuários, tenha sido a publicação de mais informações de seus perfis, norma padrão do Twitter (configurável). Foi em vão. Ainda deu origem a uma onda de reclamações por parte de usuários da rede social, insatisfeitos com a complexidade das configurações de privacidade e exposição indesejada de perfis e dados para pessoas “não-amigas”. Para acalmar a legião de fãs descontentes com essa tentativa, o Facebook reverteu essa configurações em maio de 2010 e aguarda cautelosamente que essa medida baixe o nível de acidez no estômago dos “Facebookers”.

O Twitter nunca teve de enfrentar esse problema com privacidade. Desde sua estreia na web, sempre deixou claro que o conteúdo dos tweets é, por padrão, público. Semelhante ao Facebook, o usuário do Twitter também pode revogar o acesso aos posts a determinados usuários, mas isto precisa ser configurado no perfil da conta.

O Twitter tem seus próprios demônios para enfrentar. Sobrecargas na rede deixaram o serviço indisponível por várias vezes (em 2010 isso ocorreu menos vezes), e com base nos encurtadores de URL (migre.me, bit.ly etc), capazes de transformar qualquer enderecovirtualcomplicadoecansativo.com em atalhos de poucos caracteres, o Twitter se tornou a plataforma ideal para espalhar vírus e outras maldições de sistemas operacionais.

Os constantes ataques ao Twitter e ao Facebook, na forma de botnets, cavalos de Tróia, spam e furto de contas, tiraram o sono de vários CIOs e fundamentaram o bloqueio a esses serviços nas redes corporativas.

Mesmo com todos esses contras, o Twitter e o Facebook estão indubitavelmente crescendo e atraem a atenção de outros players na arena IP, como é o caso do Buzz – recurso implementado ao Gmail para o recebimento de posts nas duas redes.

Existem vários usuários que mantém contas nos dois serviços e usam as aptidões de cada um com finalidades diferentes. Os executivos a frente das duas redes, porém, sabem que boa parte dos usuários não tem paciência para acessar vários serviços diferentes, adotando a estratégia de centralizar as atualizações em um único site.

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