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Donos de iPhone jogam duas vezes mais que os de Android

Jogos continuam a ser a categoria mais popular de aplicativos em dispositivos móveis; usuários do celular da Apple são os que mais curtem esse tipo de software

IDG News Service/EUA

06/07/2011 às 16h17

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Os games móveis estão ficando cada vez mais populares entre os usuários de smartphones - especialmente entre os donos de iPhone, que jogam até duas vezes mais que o usuário padrão desses celulares, aponta uma nova pesquisa da Nielsen.

As descobertas podem não ser muito agradáveis para as empresas que gradualmente (às vezes a contragosto) vêm permitindo que os funcionários usem seus próprios iPhone e smartphones Android para fins profissionais.

Em seu estudo, chamado “Play Before Work”, a Nielsen notou que os games são a categoria de apps móveis mais popular com 64%, a frente dos aplicativos de previsão do tempo (60%), redes sociais (56%) e mapas e busca (51%). Softwares de bancos e finanças ficaram para trás, com 32%, enquanto os programas de produtividade alcançaram 21%.

Os games também ficaram em primeiro entre os apps mobile na pesquisa feita pela Nielsen em setembro de 2010, mas por uma margem menor (61%). A consultoria afirma entrevistar mais de 20 mil pessoas por mês online e por telefone para seus vários tópicos de pesquisa.

Tempo dobrado
A Nielsen também descobriu que os usuários de iPhone passam quase o dobro do tempo jogando games no celular na comparação com o gamer padrão de smartphones, chegando a fazer isso 14,7 horas por mês (ante 7,8 horas do usuário padrão).

O iPhone ficou à frente do Android (9,3 horas), Windows Phone 7 (4,7 horas) e de feature phones e aparelhos BlackBerry (4,5 horas).

A Nielsen também afirmou que os gamers de smartphone estão passando três horas mensais a mais jogando games móveis na comparação com o tempo que dedicavam há um ano. Esse número aumentou de 6,4 horas para 9,4 horas, um crescimento de quase 50%.

A empresa de pesquisas também descobriu que 93% dos donos de smartphones estariam dispostos a pagar por um game móvel.

A crescente popularidade dos games para dispositivos móveis não é surpresa, e é reminiscente dos jogos para computadores desktop quando eles surgiram há alguns anos, forçando as empresas a adaptar suas políticas. “No começo, a maioria das companhias não permitia games nos PCs. Depois, permitiram pelo menos alguns, mas geralmente não durante as horas de trabalho”, disse o analista da J. Gold Associates, Jack Gold. “O mundo móvel está indo na mesma direção... Os smartphones são os computadores de sete anos atrás.”

Políticas
Os analistas disseram que à medida que os funcionários levam para o escritório smartphones pessoais com games melhores, telas mais nítidas e redes mais rápidas (para modos multiplayer), as companhias precisam estar prontas para adotar políticas para o uso de gadgets pessoais no ambiente de trabalho.

No entanto, Gold afirma que os games não são o maior problema, mas o acesso que os funcionários tem a lojas de aplicativos onde os usuários “podem baixar o que quiserem, alguns (apps) dos quais podem não ser seguros para informações corporativas.”

Alguns fabricantes de softwares, smartphones e tablets estão começando a ajudar as empresas a fornecer mais controle sobre os downloads de aplicativos, afirma Gold. Por exemplo, a RIM - que produz o BlackBerry - está oferecendo um programa chamado Balance em seus tablets PlayBook que separa os apps pessoais (como games) de programas corporativos. Já empresas como Enterproid e VMware fornecem softwares com habilidades parecidas, e o mercado de “personas virtualizadas” deve crescer muito nos próximos anos, diz Gold.

A Cisco também acaba de anunciar uma loja de aplicativos corporativa chamada AppHQ em que os gerentes de TI poderão oferecer aos seus usuários apps testados e aprovados, assim como aplicativos desenvolvidos internamente.

“As companhias provavelmente não poderão evitar que os usuários baixem apps, incluindo games, especialmente se for um aparelho pessoal, mas elas podem evitar a troca de dados e configurar firewall entre apps corporativos e pessoais”, explica Gold. “Isso vai ajudar a proteger os recursos da empresa e tornar os smartphones pessoais mais seguros para a companhia e seus usuários.”

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