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Efeito iPad 2: Samsung já repensa projeto do Galaxy Tab 10.1

Lançamento da nova versão do tablet da Apple faz empresa repensar recursos e preços do sucessor do Galaxy Tab.

IDG News Service

04/03/2011 às 15h57

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Mais fino, mais leve e mais rápido, o iPad 2, da Apple, já está deixando alguns concorrentes em pânico. Um exemplo é a Samsung. 

De acordo com o vice-presidente executivo da divisão móvel da companhia sul-coreana, Dong-joo Lee, alguns recursos do tablet Galaxy Tab 10.1 já estão sendo repensados para concorrer em igualdade com iPad 2, que foi revelado oficialmente na última quarta-feira (2/3).

"Teremos de aprimorar os recursos que estiverem abaixo da expectativa de mercado", disse o executivo, para a agência de notícias Yonhap. "A Apple realmente fez ele muito fino", completou ele.

Atualmente, o Galaxy Tab 10.1 é na verdade o mais fino concorrente do iPad 2, com 11mm de espessura. Mas, o aparelho da Apple tem 8,8mm, embora seja um pouco mais pesado que o da Samsung.

Além de citar a espessura, Lee não declarou quais outros recursos do tablet foram considerados inadequados, mas confirmou que a Samsung terá de rever também a sua estratégia de preços.

"O tablet de 10 polegadas era para ser mais caro do que o de 7 polegadas" disse Lee, referindo-se a primeira geração do Galaxy Tab, que era vendida nos Estados Unidos por 600 dólares no lançamento. 

Leia também: Primeiras impressões: testamos o novo iPad 2

Para o mercado, é realmente muito bom ver que pelo menos um concorrente reconhece a importância dos preços. A Apple pode ser conhecida por sempre vender computadores caros, mas o iPad 2 realmente conseguiu até agora bater os seus principais rivais em termos de custo. O Xoom, da Motorola, que foi lançado em fevereiro, custa 799 dólares sem contrato de serviço com a operadora. Esse valor é 71 dólares maior do que o iPad 2 e a Motorola não tem modelos mais baratos. 

"Para competir com a Apple é preciso oferecer produtos de qualidade premium", declarou o CEO da Motorola Mobility, Sanjay Jha, antes do lançamento do Xoom. 

Talvez ele tenha razão, mas a companhia de Steve Jobs não está tendo problemas para fornecer um dispositivo a partir de 499 dólares. Uma das razões, talvez, seja a sua loja de varejo, que retira os intermediários de venda e sua grande variedade de conteúdos, que fornece uma outra fonte de lucratividade para a empresa. De fato, concorrer com a Apple não é fácil. 

Por fim, fica uma pergunta: quantas empresas, além da Samsung, estão, neste exato momento, repensando seus projetos após o iPad 2?

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