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‘Efeito iPhone’ impulsiona mercado de marketing móvel

Setor avança com aplicações para smartphones, mas custo de acesso ainda é uma barreira, diz CEO da Mobile Marketing Association

Daniela Braun, editora executiva do IDG Now!

25/03/2009 às 10h07

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O avanço dos aplicativos móveis estimulado pelo lançamento global do iPhone 3G e de seus rivais, no ano passado, aumentou as oportunidades da publicidade no celular. No entanto, o setor ainda esbarra na falta de clareza do usuário sobre o custo do acesso a redes móveis, na predominância do modelo pré-pago e na ausência de padrões em países como o Brasil, avalia Mike Wehrs, presidente mundial da Mobile Marketing Association.
 
Em entrevista ao IDG Now!, Wehrs fala sobre oportunidades e questões do mercado móvel como lojas de aplicativos, privacidade e redes sociais, que também pautam a segunda edição do Mobile Marketing Forum Latin America (MMF), esta semana, em São Paulo (SP). Durante o evento, a associação também lança dois manuais de melhores práticas técnicas e de interação com o consumidor para direcionar ações de marketing móvel no Brasil.

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1) Estamos observando um 'efeito iPhone' no mercado de marketing móvel?
O iPhone definitivamente tem um efeito interessante sobre o mercado de marketing móvel. Além da chegada do aparelho, a possibilidade de baixar aplicações para o celular abre oportunidades de criar campanhas de marketing interativas, inovadoras e que aproveitem as funções do celular. Isso muda a forma como as pessoas percebem o que o marketing móvel é e o que ele pode ser.
A área de aplicações móveis é bastante ampla. Falamos do iPhone, mas há muitas coisas que podem ser feitas no ambiente Java, em Windows Mobile, Google Android, Linux, Symbian e Palm OS. O número de plataformas e aplicações é um componente significativo para o avanço do marketing móvel, especialmente no smartphone, com gráficos 3D, por exemplo.
 
2) Além de aplicações de terceiros que podem trazer relevância em campanhas online, quais outros caminhos têm sido buscados pela publicidade móvel?
Definitivamente temos vistos muito disso e outras iniciativas que vão mais além. Há uma campanha do Ford Ka na Europa na qual o usuário baixa uma aplicação em seu smartphone e que usa QR Code (Quick Response Code) - código
bi-dimensional que armazena informações facilmente interpretadas em dispositivos que possuem câmeras VGA - para exibir modelos do carro em 3D. E cada vez que surge um novo código, os usuários compartilham e acabou tornando-se um. Há outras campanhas que oferecem séries em microepisódios para celular. Há um nível de interação por meio do qual o usuário pode opinar sobre o próximo episódio. O consumidor está mais aberto a interagir com estes conteúdo.
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3) No Brasil, mais de 80% dos usuários de telefone móvel usam o modelo pré-pago. Isso é uma barreira para o avanço da publicidade online?
A Índia tem bons exemplos de modelos para este público e isso não precisa necessariamente enolver publicidade em troca de créditos, mas algo como 'ganhe um download ou ganhe um ringtone'. O fato é reduzir o custo do acesso aos conteúdos móveis para estes consumidores.
O custo do acesso móvel é certamente uma barreira. Esta é uma das razões pelas quais o SMS (Short Message Service) ainda é um meio dominante na forma como a publicidade móvel é feita no Brasil. Outro motivo é que as pessoas não sabem exatamente quanto custa o acesso a redes de dados - o alto custo dos planos de dados faz com que as pessoas fiquem mais reticentes a acessar algumas aplicações, ou mesmo uma campanha online pelo celular.
 
4) Como a MMA lida com a questão de privacidade no celular e a oportunidade criada por novos serviços de localização móvel?
Uma das coisas mais atrativas no mercado de publicidade móvel é conhecer seu público e ter uma relação de um para um com ele. Da perspectiva de privacidade, há regras em prática sobre como a informação do consumidor pode ser identificada.
Um sistema de localização como o Google [Latitude] por exemplo, poderia ser usado para oferecer informações de estabelecimentos comerciais que o cliente não tem interesse em receber, o que pode ser ruim. Por outro lado, um cliente regular de um café que ativou um serviço (opt-in) e não visita a loja há alguns dias, pode receber um cupom de desconto em seu celular ao passar pelo café. A pessoa ficará feliz em receber aquilo e se sentirá um cliente valioso. É este tipo de inteligência que pode ser usada nesta área, de forma responsável.
 
5) Redes sociais como o Facebook e o Twitter são acessadas com freqüência no celular. A MMA estuda modelos para este segmento?
Temos discutindo como o Twitter, por exemplo, pode ser integrado a campanhas de mobile marketing. É uma área claramente reconhecida como oportunidade para ações de marketing. Você tem informações de perfis, de localização, de desejos dos usuários. Certamente todas as informações são atrativas para a publicidade. Este é um dos assuntos abordados durante o fórum.

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