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Em vez de reciclar, usuários costumam guardar celulares antigos

Pesquisa da Nokia com 6.500 consumidores revela que 44% guardam celulares antigos em casa. Apenas 3% reciclam os aparelhos.

IDG News Service/Estocolmo

08/07/2008 às 9h24

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Se cada um dos 3 milhões de usuários de celular do mundo reciclasse um aparelho, teríamos 240 mil toneladas de materiais brutos que poderiam ser reutilizados. E a redução de emissões de carbono com a reutilização destes materiais equivaleria à retirada de 4 milhões de carros de circulação,  alerta a fabricante Nokia.

No entanto, a maioria dos celulares antigos é deixada no armário em vez de ser reciclada, revela uma pesquisa global feita pela fabricante finlandesa.

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Apenas 3% dos 6.500 usuários que participaram da pesquisa responderam que reciclaram seus antigos celulares. Felizmente, apenas 4% acabaram em aterros, revela o estudo. No entanto, mais de 44% dos celulares são guardados em casa. Muitos consumidores também disseram que doam seus celulares antigos familiares e amigos, ou mesmo vendem os aparelhos.

A falta de informação sobre reciclagem é o maior desafio da indústria, afirmou Susan Allsopp, porta-voz da Nokia. A pesquisa mostra que 74% dos usuários não pensam em reciclar seus aparelhos usados e metade deles não sabe que os celulares podem ser reciclados.

Entre 65% e 80% dos componentes de um celular podem ser reciclados. Os metais extraídos dos antigos aparelhos podem ser usados em coberturas de cobre, materiais odontológicos e outros materiais usados em microprocessadores ou para construir estradas.
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A Nokia está expandindo sua infra-estrutura de coleta de celulares usados. Até o momento, a empresa conta com pontos de coleta em 85 países, além de parcerias com operações de reciclagem em cada continente, exceto a África. De acordo com Allsopp, a empresa não gera lucros diante dos custos para criar esta infra-estrutura.

No entanto, há um lado positivo para a fabricante: se a Nokia conseguir convencer os clientes a depositarem seus celulares antigos em pontos de coleta de reciclagem, além de favorecer o meio ambiente, há uma queda no número de celulares recondicionados em circulação, o que significa que mais pessoas comprarão aparelhos novos.

O recondicionamento de celulares tornou-se um grande negócio, aponta a analista sênior de pesquisas da Gartner, Annette Zimmermann. Na Índia, por exemplo, os celulares da Nokia recondicionados são considerados ótimas opções de compra.

Allsopp oferece uma explicação diferente para não apoiar o recondicionamento dos aparelhos. "Os governos de uma série de países proíbem a venda de aparelhos de segunda mão em lojas, considerando que a baixa aceitação pode levar estes aparelhos para o lixo", argumenta.

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