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Empresa desmente cientista britânico “infectado” por vírus de PC

Sophos cobra responsabilidade de cientistas na hora de divulgar suas pesquisas, ao invés de buscar manchetes.

IDG News / EUA

27/05/2010 às 13h02

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A Sophos, fornecedora de segurança, contestou um experimento de tecnologia no qual um cientista britânico diz  ter sido infectado com um vírus de computador. 

Segundo a empresa, embora seja possível colocar qualquer código de software em um chip de RFID, o código não seria lido até um leitor de RFID entrar em contato com um chip afetado. 

Além disso, o software relacionado com o leitor de RFID teria que apresentar uma vulnerabilidade de segurança, a fim de permitir que o código malicioso seja executado. 

"Cientistas devem ser responsáveis na forma como apresentam suas pesquisas, ao invés promover ameaças para obter manchetes", disse Graham Cluley, consultor de tecnologia sênior da Sophos . 

"Qualquer código do vírus no chip RFID seria absolutamente incapaz de funcionar a menos que uma falha de segurança grave exista durante a leitura do dispositivo externo. Os chips RFID têm, normalmente, apenas leitor de dados, ao invés de" executar" dados.  Dessa forma, a chance do vírus se espalhar é extremamente remota". 

"Neste caso, não existe um método de segurança, mas um método para garantir que o pessoal da universidade não se esqueça de se identificar ao chegar no escritório pela manhã", disse Cluley. 

O caso foi discutido, após o Dr. Mark Gasson, da University of Reading, infectar o chip de computador implantado na mão dele com um vírus e, em seguida, transmitir a infecção ao computador, apenas, para provar que um malware pode se mover também entre humanos e computadores.

Gasson utiliza o chip como um passe de segurança para obter acesso seguro ao prédio da universidade, e para ativar o celular.

No entanto ele diz que as implicações para vírus em chips de implantes estão longe de ser alcançadas, mas poderiam afetar pessoas com marca passos ou outros dispositivos médicos.

Alguém com um implante de chip infectado poderia contaminar outra pessoa, enquanto uma pessoa com dois dispositivos sob a pele poderia correr o risco do vírus passar entre os dois chips, ele afirmou. 

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