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Empresa responsável pelo programa LimeWire será fechada nos EUA

Companhia perdeu ação judicial contra associação de gravadoras norte-americanas e seu software de compartilhamento de arquivos deixa de ser oferecido.

PC World/ EUA

27/10/2010 às 15h28

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O programa de compartilhamento de conteúdo, LimeWire, teve sua morte decretada pela justiça federal dos Estados Unidos, depois de ter sido considerado culpado por permitir e estimular usuários a infringir as leis de propriedade intelectual.

A decisão, definitiva, é o último capítulo do processo movido pela RIAA - associação que reúne as oito principais gravadoras dos Estados Unidos – contra e empresa responsável pelo software.

Iniciada em 2006, a ação teve um importante desdobramento em maio deste ano, quando a juíza Kimba Wood, do distrito de Nova Iorque, aceitou a acusação contra o fundador da LimeWire LLC, Mark Gordon. Desde então, a associação atacou a companhia em duas frentes: uma para fechá-la terminantemente e outra para paralisar suas atividades.

Apesar do aplicativo facilitar, também, o compartilhamento de conteúdo autorizado, a RIAA argumentou que 93% do tráfego de dados vinha de arquivos protegidos por copyright (direito autoral). Nesta terça-feira (27/10), a página oficial do software já exibe a seguinte mensagem:

“Esse é um comunicado oficial de que a LimeWire está, por uma ordem judicial, obrigada a interromper a distribuição e o suporte de seu software. O download e o compartilhamento de conteúdo sem a devida autorização é ilegal”.

A LimeWire deverá não só deixar de oferecer o programa para download, como impedir que as pessoas que já o possuem continuem utilizando-o para baixar arquivos. A multa que incidirá sobre a empresa será informada em 2011 – calcula-se que o dano causado às gravadoras ultrapasse o valor de 1 bilhão de dólares, índice que Wood considerou “alarmante” e “muito superior” à capacidade econômica do réu.

O CEO da LimeWire, George Searle, publicou em seu blog que a companhia está “naturalmente desapontada com o rumo dos acontecimentos”, mas disposta a “trabalhar com a indústria de entretenimento, tornando seu amor à música algo que satisfaça a todos”.

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