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Empresas chinesas lançam tablets com Android e recursos de telefone

Equipamentos da ZTE e Huawei trazem recursos como a versão 2.1 do sistema operacional, tela sensível ao toque, conexão Wi-Fi e capacidade de fazer chamadas

Computerworld/EUA

14/10/2010 às 14h43

Foto:

A fabricante chinesa ZTE apresentou um tablet com 
sistema operacional Android 2.1 e capaz de realizar chamadas telefônicas.

Batizado de ZTE Light, o gadget debutou esta semana em
Pequim. São 7 polegadas ( 3 a menos que a do iPad), com função touch, capaz de
armazenar um cartão SIM para fazer chamadas telefônicas e com a indispensável interface
Wi-Fi. A bateria do ZTE Light dura até dez horas.

De acordo com um representante da fabricante, entre os
primeiros clientes da ZTE está a operadora de telefonia russa Beeline, que deve
começar a receber o dispositivo no mês que vem. A relação inclui, ainda, uma
subsidiária da Vodafone.

Preço
Como os preços de revenda devem ser definidos pelas
operadoras, especulam-se etiquetas marcando algo muito próximo de 450 dólares, 50
a menos que o modelo mais em conta da maçã de Jobs.

Os detalhes do dispositivo foram revelados pela ZTE no
início deste mês. No release, a fabricante se referia ao aparelho com Smartpad
V9. O informe dava conta, ainda, da distribuição do tablet nos mercados
europeu, latino-americano e da região Ásia/pacífico.

Para o mercado chinês, a
fabricante afirmou ainda não ter definido a data de comercialização. O representante
da empresa deixou nas entrelinhas de suas declarações que os compatriotas podem,
eventualmente, encontrar o ZTE Light nas prateleiras a partir do início de
2011.

Mês dos tablets?
Parece ter chegado a época dos tablets. A Apple introduziu o
iPad na China no mês passado, ao passo que o Galaxy Tab, da Samsung, foi
apresentado no país mais populoso do mundo na semana passada, podendo chegar ao
mercado chinês ainda este ano.

O concorrente Huawei
No outro corner, também munido das mesas especificações do
ZET Light, a Huawei não ficou atrás e apresenta o seu filho pródigo dos
tablets, chamado de S7. Sim, com ele também podem ser feitas chamadas
telefônicas.

Apesar de estar disponível para operadoras de várias partes
do mundo, na China os consumidores terão de exercitar a arte da paciência enquanto
a fabricante não coloca o S7 à venda.

Mercados
Na perspectiva do analista da Analysis International, Sun
Peilin, a Huawei e ZTE adotaram a mesma estratégia para as vendas dos tablets.
Primeiro vão sentir a ressonância nos mercados estrangeiros, para, mais tarde,
disponibilizá-los nos mercados internos, onde o potencial de consumo ainda
deixa a desejar e não justificaria uma produção em larga escala. Monetizar
fortemente com as vendas para países estrangeiros também ajudaria a
comercializar os tablets na China a preços mais acessíveis.

“Sem preços altamente competitivos na China, não há motivo
para tentar entrar nesse mercado consumidor”, explica Peilin.

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