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Empresas de mídia pedem à Justiça liberação de vídeo de Steve Jobs

Vídeo teria sido gravado alguns meses antes da morte de Jobs como depoimento para um processo antitruste movido contra a Apple.

Gregg Keizer - Computerworld

09/12/2014 às 20h20

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Um grupo formado pelas empresas jornalísticas Associated Press, Bloomberg e CNN  entregou à Justiça federal dos EUA na segunda-feira pedido para que o juiz exija da Apple a liberação de um vídeo com duas horas de depoimento dadas por Steve Jobs em caso antitruste alguns meses antes de sua morte.

As empresas pedem à juíza Yvonne Gonzalez Rogers que ordene à Apple entregar cópias do depoimento de Jobs, concedido por ele em abril de 2011 referente a um processo movido contra a Apple sob acusação de práticas coercitivas de mercado. Jobs morreu em outubro de 2011 por causa de complicações decorrentes de câncer no pâncreas.

"Dado o substancial interesse do público na aparição póstuma de Steve Jobs nesse julgamento, não há justificativa possível que impeça o acesso público ao depoimento em vídeo", escreveu o advogado das empresas jornalísticas, Thomas Burke, do escritório Davis Wright Tremaine, na moção.

30 minutos

O vídeo ficou em evidência desde o dia 2 de dezembro, quando o tribunal começou a audiência para julgar o caso. Na sexta-feira, 5/12, um trecho de 30 minutos do vídeo de Jobs foi exibido no tribunal e a transcrição do que disse o empreendedor foi distribuída para a mídia, mas as empresas querem o vídeo completo.

 O processo está sendo movido contra a Apple por um grupo de usuários que acusa a companhia de, entre 2006 e 2009,  impedir os usuários de ouvir músicas adquiridas junto a lojas de música digital concorrentes da iTunes.

A Apple argumentou na terça-feira, por meio de seu advogado, que liberar o vídeo poderia desencorajar outras testemunhas de depor, já que elas poderiam supor que sua imagem também acabaria divulgada na internet ou nos sites de notícias.

Interesse público ou privado?

"Se os requerentes estão corretos em dizer que o 'substancial interesse público' exige divulgar um vídeo 'só disponível para aqueles que tiveram a sorte de estar no tribunal naquele diaI', isso afetaria virtualmente toda as potenciais testemunhas em qualquer processo que poderiam deixar de apresentar seu depoimento em vídeo por achar que ele correria o risco de ser tornado público", diz a Apple na sua petição. 

A Apple deixou implícito que acredita que as empresas de mídia estão na verdade em busca de mais visibilidade e audiência e para isso usariam o vídeo de Jobs. "O vídeo seria usado para fins que não os de resolver esse caso jurídico", diz a empresa.

Mas o que realmente está na raiz da recusa da Apple é o fato de que a empresa e seus advogados não querem expor ao público a imagem de um Jobs visivelmente fragilizado e abatido pela doença, o que poderia reverter como a imagem da companhia no caso.

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