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Empresas de telecomunicação devem investir até R$ 14,7 bilhões em 2009

Estudo indica que empresas manterão nível de recursos aplicados em 2008; banda larga fixa e móvel será principal foco.

Fabiana Monte, editora-assistente do COMPUTERWORLD

18/03/2009 às 15h05

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O mercado de telecomunicações brasileiro receberá investimentos entre 13,2 bilhões de reais e 14,7 bilhões de reais este ano, segundo estimativas de uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Empresas de Soluções de Telecomunicações e Informática (Abeprest), que reúne prestadores de serviço para operadoras de telecom e de TV por assinatura.

A estimativa é um pouco menor do que os 15 bilhões de reais aplicados pelas operadoras no setor no ano passado, mas a variação foi considerada normal e dentro da margem de erro da pesquisa, de acordo com Silvio de Carvalho Vince, diretor presidente da associação.

"A venda de telefones celulares caiu, mas nós, que prestamos serviços para o setor, estamos esperando a crise chegar", afirma.

Do total de investimentos, cerca de 4,4 bilhões de reais serão destinados à prestação de serviços, como instalação, manutenção, expansão e operação de redes. O número é 4,6% inferior ao registrado em 2008, quando houve um pico na injeção de recursos devido à construção de redes de terceira geração de telefonia celular.

"A queda não é bem queda, porque em 2008 houve a implantação e o lançamento de redes de terceira geração e a entrada da Oi em São Paulo, o que movimentou muito o mercado", analisa o presidente da Abrepeste.

Vince acredita que este ano as empresas de telefonia fixa e móvel manterão os investimentos no nível de 2008. Especificamente os recursos destinados a operação, expansão e manutenção de rede ficarão mais concentrados no mercado de telefonia fixa, com 62% dos 4,4 bilhões de reais, contra 58% registrado em 2008. As móveis terão 38% do total, menos que os 42% do ano passado.

As operadoras fixas focarão, principalmente, na expansão de banda larga para a oferta de triple play tanto por meio de fibra óptica quanto por ADSL. Já as móveis terão como principal objetivo atualizar seus backhauls (parte da rede responsável pela transmissão) e na expansão de serviços de terceira geração de telefonia celular.

"Antes, você queria uma linha telefônica, agora, você quer uma linha de dados", diz Vince, referindo-se ao período anterior e imediatamente posterior à privatização do setor de telecomunicações no Brasil.

Helio Mampi, diretor de relações institucionais da associação, acrescenta que o gargalo no backhaul das operadoras móveis é visível e impede as operadoras de aumentarem a velocidade de transmissão de seus serviços de terceira geração. "O backhaul está engargalado", ressalta.

A possível compra da Intelig pela TIM, inclusive, teria a finalidade de aumentar a capacidade de rede da operadora italiana, segundo analista entrevistado por COMPUTERWORLD.

Este é o sétimo ano em que a Abrepeste realiza o estudo. Foram entrevistados 73 executivos de operadoras, fornecedores e prestadores de serviços de telecom. A associação reúne companhias que empregam 50 mil profissionais que prestam serviços para o setor de telecomunicações. A maioria das entrevistas (57%) foi feita com diretores ou presidentes de empresas.

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