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Entrevista: líder do Kiss fala sobre o game “Guitar Hero: Warriors of Rock”

O baixista e vocalista da banda conta em entrevista exclusiva à GamePro como é o novo título da franquia, no qual aparece como dublador e um "semideus"

GamePro / EUA

11/10/2010 às 12h58

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Quando o assunto é rock, Gene Simmons tem levado a sonhada vida de um astro do estilo há décadas. O Kiss, onde toca baixo e canta, é tão popular nos dias atuais quanto no início de carreira, nos saudosos anos 1970, quando o quarteto norte-americano lançou clássicos como “Destroyer” e “Love Gun”. 

Atualmente, Simmons está mergulhado no mundo dos games pela primeira vez, desde o desenvolvimento do jogo “Kiss: Psycho Circus – The Nightmare Child”, em 2000. Após lançar muitas músicas da sua banda para as duas franquias mais famosas do gênero: “Rock Band” e “Guitar Hero”, o músico faz sua estreia "atrás das cortinas" ao participar como narrador e “semideus” no novo “Guitar Hero: Warriors of Rock”.

O protagonista do reality-show “Family Jewels” se mantém ocupado com as longas turnês do Kiss, licenciando (ainda) mais produtos com a marca da banda e explorando novas oportunidades digitais, incluindo videogames. Apesar de ter ficado muito ocupado sendo um rockstar de verdade durante a maior parte da sua vida, Simmons conseguiu se manter atualizado com as novas tecnologias, por meio de seus filhos. 

Nesta entrevista exclusiva, o "Deus do Trovão" fala sobre como foi trabalhar no novo “Guitar Hero”, em “Psycho Circus”, e a razão pela qual ainda pode demorar um pouco mais para os gamers colocarem suas mãos em um jogo musical do exclusivo do Kiss.

GamePro: quais são seus pensamentos sobre o que é possível fazer atualmente com videogames, em comparação ao que foi feito há 10 anos, com o lançamento do título “KISS: Psycho Circus: The Nightmare Child”?

Gene Simmons: A tecnologia, apesar de ser sempre impressionante, sempre vai depender de como será empregada. A ideia de que uma coisa pode realizar todos os tipos de truques e tudo mais é ótima, mas se o que estiver acontecendo na tecnologia não for legal, então tudo será uma grande perda de tempo. No fim da contas, tudo se resume ao conteúdo. “Guitar Hero” é legal, sendo um jogo de cartas ou de perguntas e respostas, mas a ideia de que ele utiliza a tecnologia mais moderna é realmente o que possibilita “se lançar” nele. É essa libertação da estrela de rock dentro de você. É um sentimento. É sobre isso que ele é. Você não pode criar emoção com tecnologia. É preciso tocar em algo dentro de você.

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Se você fosse fazer outro jogo com a tecnologia disponível atualmente, qual direcionamento iria tomar?

GS: Se fosse tentar fazer isso, eu te digo que iria começar antes de tudo com o “Guitar Hero”, porque a mistura de fantasia e esse tipo de evolução de um músico para um semideus é um pouco parecido com o que acontece quando eu falo com você fluentemente e exploro uma linguagem diferente, e quando eu subo no palco e viro um demônio. Eu posso falar sobre isso agora, mas quando libertar o demônio interno, se quiser, você vai entender. Eu entendo.

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O rockstar de verdade Gene Simmons com a guitarra de mentira de "Guitar Hero: Warriors of Rock"

Bandas como Aerosmith e Beatles possuem seus próprios jogos musicais: “Guitar Hero: Aerosmith” e “Beatles: Rock Band”. Algum dia teremos um game do gênero exclusivo do Kiss?

GS: Bom, nós não fazemos as coisas por “trocados”. Eles fazem os negócios errados. Nunca faça nada, nunca se venda por pouco. Não há nenhuma pressa para isso. Nós temos 3.000 licenças, cobrindo tudo. Vá em qualquer lugar, você vai ver o que eu estou dizendo, 37 mil lojas. Nós temos caixas térmicas, caixões e camisinhas do Kiss. Nós vamos até você quando você chega e quando “vai embora”. Ninguém chega perto da gente. Nós superamos os Beatles e o Elvis juntos.

Como “Guitar Hero” traduz o sentimento de  tocar o baixo que você tanto conhece na forma de videogame?
GS:
O sentimento de tocar “Guitar Hero” é muito parecido com o que você sente quando se está no palco. Primeiramente, pelo fato de você se ver. E também porque a tecnologia avançou muito. Os ângulos da câmera vão por trás da banda para que você realmente possa ver a plateia, e há música tocando. Você precisa fisicamente estar sempre junto com a música porque precisa tocar seu instrumento do “Guitar Hero” e checar onde são as notas e tudo mais. Então é uma "multiexperiência". Ela é visual, auditiva e envolve todo o seu corpo também.

Como você tem visto o impacto de “Guitar Hero” sobre a indústria musical nos últimos anos?
GS:
A tecnologia impactou a indústria musical de mais maneiras do que ela mesmo entende. As pessoas pensam que é sobre a Internet, mas ela é normalmente uma experiência fria. Você só está assistindo. Quanto mais você se envolve, mais ela se conecta com você e quanto mais você faz isso e tem maior controle sobre a música e o visual, ela se torna mais importante. Torna-se uma parte de você. “Guitar Hero” é bastante viciante. Assim que você joga pela primeira vez, será difícil não querer levantar de madrugada para jogar, seja sozinho ou com os amigos.

O que você acha de “Guitar Hero” voltar às origens rock´n roll com o novo “Warriors of Rock”, que conta com a sua participação?
GS:
Acho que já estava na hora. Você sabe que, em inglês, “rock” é um verbo. Você não pode dizer o mesmo de palavras  e gêneros como country, folk rock e rap, porque não significaria nada. Rock é algo integral para nós e se tornou icônico. Não há nada que substitua uma guitarra balançando em volta do seu pescoço ou uma bateria entre as suas pernas, batendo em tudo. Isso tudo é rock. E o novo “Guitar Hero: Warriors of Rock” te leva por todo o espectro das diferentes versões do rock que existem por aí. Tudo rock. 100%.

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