Escolas cariocas reúnem 30 mil alunos no Torneio Intercolegial de Games

Cada uma das duas escolas vencedoras ganhará um gaming room completo

Foto: Shutterstock
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Está acontecendo, pela primeira vez na América Latina, um Torneio Intercolegial de Games. Realizado pela Companhia de Desenvolvimento de Maricá – CODEMAR e pela Secretaria de Educação de Maricá, o evento envolve 1500 professores, de 50 escolas – municipais, estaduais e particulares –, que receberão 30 mil alunos, de 11 a 18 anos, para diversas atividades no período de seis meses, que teve início em junho.

“O torneio vai oferecer mais de 300 oficinas de desenvolvimento de jogos e falas com alunos e professores sobre as possibilidades profissionais dessa indústria bilionária” explicou Victor Prado, diretor da For Games, empresa implementadora do projeto.

A largada foi dada na Escola Municipal Darcy Junior com rodadas de games para os alunos. “Pela primeira vez, uma cidade abre as portas para os games, incentivando-os e os legitimando nas escolas, na cidade inteira, como um todo. Isso é um grande passo para a educação brasileira. É utilizar os jogos de maneira consciente. O Brasil consome muito game, entretanto não produz no mesmo patamar de consumo porque não possui gamer crítico, que entende como os jogos são feitos e o que está consumindo”.

Vale lembrar que o torneio é dividido em duas partes: a primeira é a fase intraescolar, com atividades diversas dentro das escolas, e a segunda, chamada fase intercolegial, é quando acontece o Torneio Intercolegial de Videogames, ou seja, escola contra escola.

Durante a fase intraescolar, que está acontecendo de junho a setembro, os alunos participam de palestras, conversas e oficinas. Em seguida, ainda nessa primeira parte, os competidores jogam uns contra os outros em um sistema de “mata-mata” para acumular pontos e, no fim, os cinco melhores acabam por integrar o time oficial de sua escola, que disputará a segunda parte do torneio.

Já na fase intercolegial, que está prevista para começar em outubro, a competição acontece em 20 eventos que totalizam 80 horas de games. 50 times, de cinco alunos cada, disputam essa etapa. De acordo com a organização do torneio, a fase intercolegial “permite o desenvolvimento da inteligência social – colaboração e trabalho em equipe, além de um reforço no espírito escolar”.

Para finalizar a competição, as duas escolas vencedoras ganham, cada uma, um gaming room composto por uma TV de 40 polegadas, mobília customizada para equipamentos e um console de última geração com controles e jogos. O encerramento acontece no evento Gamer para não Gamer, que ainda não possui data marcada, mas que será aberto a pais e professores interessados no universo dos games. A ideia é reforçar os objetivos do torneio, a legitimação dos games nas escolas e a competição amigável.

“Esse trabalho tem a missão de fazer com que toda a população seja atingida em relação ao Parque Tecnológico [de Maricá] por meio da tecnologia de ponta que a gente pretende apresentar aos estudantes, assim teremos o passaporte do futuro”, informou Adriana da Costa, secretária de Educação do Estado, sobre o Torneio Intercolegial de Games. “Nessa perspectiva tecnológica, já passamos a etapa com o professor mostrando que é possível trabalhar em sala de aula com ‘gameficação’, agora chegou a vez de fazer esse torneio que vai envolver toda a comunidade escolar. Através dos jogos, o aluno pode ser o profissional do futuro”, completou.

Para que uma escola participe da competição, basta manifestar interesse através de qualquer um dos canais de comunicação da organização, os quais se encontram no site do torneio.

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