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Especial – Como será o futuro dos Macs: processador

Como as CPUs e GPUs mudarão os desktops e notebooks da Apple e quais serão as cartas da Intel e da AMD para equipá-los

Macworld/ EUA

01/12/2010 às 17h10

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Nos últimos anos, tem sido relativamente fácil prever as CPUs que a Apple utilizaria dentro de seus Macs. Desde quando a Apple fez a mudança para os processadores Intel x86, a banda tocou sempre dessa maneira: a Intel lançava um processador e, meses depois, a Apple anunciava um novo Mac; isso aconteceu quase que mecanicamente, o que tirou toda a surpresa do comportamento misterioso da Apple a respeito do lançamentos de produtos. 

Contudo, tudo mudou com a chegada dos MacBooks Pro, em abril de 2010. Entre os membros da família do portátil, apenas dois (laptops de 15 e 17 polegadas) receberam os novos microprocessadores Arrandale, da Intel, mais conhecidos como Core i5 e Core i7. Essas CPUs tiram proveito de  algumas das tecnologias mais avançadas da empresa, como processo de fabricação de 32 nanômetros, Hyper-Threading e Turbo Boost. O MacBook Pro de 13 polegadas, entretanto, estacionou com a CPU Core 2 Duo.

A simples decisão de continuar com o Core 2 Duo pode indicar duas coisas: em primeiro lugar, que o relacionamento Apple-Intel pode não estar tão bom quanto já foi um dia, e, em segundo, que a Apple gosta muito de unidades de processamento gráfico (GPUs). Esses dois pontos serão primordiais em relação à decisão da Apple a respeito da escolha do fabricante do hardware nos próximos dois anos. 

Intel inside?
A Apple é o melhor tipo de fabricante que as produtoras de processadores poderiam estabelecer parcerias, já que seus produtos praticamente se vendem sozinhos – e estar associado à marca da empresa da maçã é um bom negócio. A companhia de Steve Jobs é conhecida por adotar novas tecnologias rapidamente (pelo menos aquelas nas quais acredita) e por causa do alto preço dos produtos, a Apple pode utilizar o melhor hardware disponível.  A Apple possui o hardware e o software, então pode implementar novos recursos nos produtos sem ter que esperar os parceiros levantarem as demandas do mercado. 

Apesar de o fato de  trabalhar com a Apple poder ser uma tremenda dor de cabeça, por conta do grande controle, os benefícios foram aparentemente lucrativos o suficiente para que a Intel relaxasse em algumas regras padrão de marketing. A Apple escolhe onde quer colocar os logos da Intel em seus produtos, e nem sempre a Intel é mencionada nas campanhas de marketing  – apesar de a companhia incluir o modelo do processador nas especificações técnicas. A Nvidia, por exemplo, aparece na caixa do Mac mini, mas a Intel não. 

 

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Com a demanda por chips gráficos mais poderosos, as CPUs da Intel não têm mais presença garantida nos novos Macs

Pelo que parece, os consumidores da Apple não se importaram a respeito do uso de um Core 2 Duo nos Mac Pros de 13 polegadas (e, recentemente, nos modelos de 11 e 13 polegadas do MacBook Air). Se eles vendem bem, a Apple provavelmente não verá necessidade em utilizar os mais novos chips da Intel.

Ao mesmo tempo, a empresa de Steve Jobs tem mostrado a necessidade de utilizar GPUs poderosas em seus computadores. O usuário não pode comprar um Mac hoje em dia que não tenha uma GPU robusta; mesmo os MacBooks Pro de 15 e 17 polegadas possuem processadores gráficos da Nvidia, caso seja necessário. Graças ao OpenCL do Snow Leopard, esse tipo de GPU pode ser usada para mais do que renderizações em tempo real, assumindo também tarefas de processamento normais. 

Ou seja, temos uma empresa que parece não se importar muito, como costumava ser no passado, em relação às CPUs da Intel, mas que está cada vez mais interessada em GPUs. Apesar da conclusão em relação ao abandono da Intel ser um tanto quanto nebulosa, esses dois fatores levam a crer que a Apple deve pelo menos considerar o uso de processadores da AMD nos próximos dois anos. 

AMD: uma opção
A estratégia CPU-GPU da AMD é um pouco diferente daquela usada pela Intel. A AMD colocou no mercado seus primeiros processadores da série Fusion, que são chamadas APUs (Unidades de Processamento Acelerado, em inglês). Essas APUs combinam uma CPU AMD x86 com uma GPU da fabricante em um único conjunto. As GPUs que a AMD está implementando não são só muito poderosa,  comparadas às da Intel, mas também são capazes de executar aplicações de uso geral via OpenCL, caso queira o desenvolvedor. 

O primeiro processador AMD que deve interessar aos olheiros da Apple é conhecido como E-350. Esse processador fica entre um Intel Atom e o Core 2 Duo, mas oferece performance gráfica muito melhor. Aparentemente não há espaço para o E-350 na atual linha de produtos da Apple, a não ser que a empresa queria transformar o MacBook Air em algo ainda menor (e ainda mais caro) do que o modelo de 11 polegadas. 

O próximo da fila é o Llano. Essa APU virá com uma CPU mais rápida do que o, E-350 com uma GPU igualmente superior. O Llano pode ser uma opção interessante para os notebooks menores, mas a Apple não parece estar disposta a desistir da performance da CPU em um MacBook Pro maior por uma dessas soluções AMD integradas. 

Talvez em 2012, a AMD apresente um processador mais poderoso, que venha com uma de suas GPUs. Se a Apple irá considerar adotar a AMD em alguns de seus produtos, isso só o tempo dirá – ambas empresas têm discutido a respeito da linha Fusion nos últimos anos, logo, o debate ainda está em aberto.

Sandy Bridge
A Intel não irá ficar parada por muito tempo. A segunda geração de seus processadores  da série Core i (de codinome Sandy Bridge) será lançada em janeiro de 2011. Os produtos da Apple com esses chips devem ficar com uma performance geral e com melhor aceleração de hardware na transcodificação de vídeo,  é quase certo que esses processadores estarão nos novos Macs. 

O Sandy Bridge terá o chip de vídeo integrado ao processador, entretanto, esse hardware não possui suporte para OpenCL. Apesar do Sandy Bridge possivelmente proporcionar interface gráfica rápida o suficiente para a maioria dos usuários do OS X, a Apple não deve descontinuar em seus sistemas a capacidade OpenCL de suas GPUs. Por essa razão, ainda veremos GPUs em Macs que serão vendidos ano que vem. 

Há a possibilidade do Sandy Bridge aparecer em MacBooks, iMacs e Macs Pro, em torno do primeiro ou segundo trimestre de 2011 – a maior incerteza é a respeito do Mac Pro, que pode ganhar o chip até o fim do ano que vem. Dado o lançamento dos novos modelos, o MacBook Air deve ficar de fora das grandes mudanças da linha em 2011. 

 No fim do ano que vem ou começo de 2012, a Intel espera lançar o sucessor do Sandy Bridge, o Ivy Bridge. Esse chip deve proporcionar um núcleo GPU ainda mais poderoso do que o anterior. Se isso será suficiente para agradar aos requerimentos da Apple? Veremos...

Confira, nos próximos dias, reportagens sobre os outros componentes dos Macs do futuro.

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