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Especial: executivos da Apple comentam os 30 anos do Mac

Lançado em 1984 com clássico comercial, computador da Apple continua sendo até um dos principais símbolos da empresa de Cupertino.

Macworld / EUA

24/01/2014 às 12h52

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Há 30 anos, a Apple apresentava o Macintosh com um comercial que marcou época dirigido por Ridley Scott. Muito muito nesse tempo, e mesmo num mercado tão ágil quanto o de TI< a Apple e o Mac continuam aqui, mais vivos do que nunca. Um viajante no tempo de 1984, vindo da apresentação do Mac original por Steve Jobs, provavelmente conseguiria olhar para um modelo atual do computador e identificá-lo como a evolução lógica da primeira versão.

“Toda empresa que fazia computador quando nós começamos o Mac não existe mais”, afirmou o vice-presidente sênior de marketing da Apple, Phil Schillder. “Nós somos os únicos que sobramos. Continuamos fazendo isso, e crescendo mais rápido do que o restante da indústria de PCs por causa dessa disposição em nos reinventarmos mais e mais vezes.”

O caminho do Mac ao longo dos últimos 30 anos não foi fácil. Embaixo da superfície, o sistema operacional que o computador roda é completamente diferente do original, graças a compra da Next (e, claro, de Steve Jobs) pela Apple em 1996. Ele começou como um computador desktop, e agora mais de dois terços de todos os Macs são laptops.

“Existem tantas coisas de valor no Mac original que ele ainda é reconhecido”, afirma Schiller. As equipes da Apple que construíram e reconstruíram o Mac ao longo desses anos tinham a opção de jogar fora tudo que não funcionava – e ainda assim, tanto do conceito original foi bem-sucedido que, 30 anos depois, o Mac continua sendo inegavelmente o Mac.

O atual vice-presidente de tecnologia software da Apple, Bud Tribble, era um membro da equipe de desenvolvimento do Mac original, o que dá a ele uma perspectiva única sobre os modelos de 1984 e 2014.

“Uma quantidade incrível de pensamento e criatividade foram para o Mac original”, afirma Tribble. “Por isso, há algumas linhas fortes de DNA que duraram 30 anos. O sinal da força deles e dos princípois por trás dele – que o Mac deveria de uso e aprendizado fácil apenas de se olhar, que deveria se adaptar à pessoa e não a disposição da pessoa para a tecnologia – esses tópicos básicos também a aplicam a outros de nossos produtos.”

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Energizado pelo iPhone

A Apple atualmente não é mais definida apenas pelo Mac. Na última década, os seus aparelhos portáteis, como iPod, iPhone e iPad, tornaram-se os produtos mais conhecidos e de maior crescimento da empresa de Cupertino. Como acontece com tudo relacionado a Apple, esse fato levou a especulação de que o Mac esteja no fim do seu ciclo, ou cada vez menos relevante para os negócios da Apple. Mas é só falar com Schiller, Tribble, e o vice-presiente de engenharia de software da Apple, Craig Federighi, e você vai ouvir uma história muito diferente.

“O que deu ‘um gás’ para o Mac foram as chegadas do iPhone e do iPad”, afirma Tribble. De acordo com o executivo, o fato de a Apple ter suas equipes de hardware e software trabalahdno em seus novos produtos mobile revigoraram dramaticamente o desenvolvimento do Mac. “Essas troca de ideias, o fato de que as equipes do Mac e iOS são as mesmas, fizeram o Mac chegar mais longe do que eu esperava.”

“A experiência que estamos tentando criar para as pessoas, isso não mudou”, afirmou Schiller. “O lance legal que estamos no meio agora é que existimos nos dois espaços.”

Federighi ainda explica que o Mac tem uma interface do iOS por questões de usabilidade. “As razões para o OS X ter uma interface diferente do iOS não é porque um veio depois do outro ou porque esse é novo e aquele é velho.” Em vez disso, explica, é porque usar um mouse e um teclado é obviamente diferente de tocar em algo com seu dedo, como no iPhone e iPad. “Esse aparelho (MacBook Air) foi melhorado ao longo de 30 anos para ficar otimizado para teclado e mouse.” O executivo ainda apontou que os fabricantes que tentam juntar os mundos estão errando. “É óbvio e fácil o bastante colocar uma tela touchscreen em um hardware, mas é uma boa experiência? Nós acreditamos que não.”

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