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Especial: seis recursos que o iPhone 7 pegou “emprestado” do Android

Lista de inspirações inclui as duas câmeras traseiras e até mesmo a polêmica retirada do conector de fone de 3,5mm, já feita antes pela Lenovo com o Moto Z.

PC World / EUA

08/09/2016 às 16h46

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Se assistiu ao evento da Apple na quarta-feira, 07/09, enquanto gritava com seu computador “Ei, o Android já tem isso” por vezes e mais vezes, saiba que não estava sozinho.

A Apple certamente buscou “inspiração” em muitas inovações trazidas antes por fabricantes de aparelhos Android.

Confira abaixo os recursos apresentados pela Apple no palco, mas que não são exatamente novidades para quem usa e/ou acompanha o mercado de smartphones Android nos últimos anos.

Duas câmeras traseiras

Não, você não precisa nos parar. Já ouvimos essa antes. Aparelhos como o LG G5, o Huawei P9 e o HTC One M8 (de 2014) já traziam duas câmeras traseiras, o principal recurso anunciado pela Apple para o iPhone 7 Plus nesta semana. 

O iPhone 7 terá estabilização óptica de imagem, que antes só estava disponível no 6S Plus. Também terá abertura de f/1.8, algo já encontrado em vários aparelhos Android como o Moto Z, Xiaomi Mi4, Umi Zero, e outros mais convencionais como o LG G4. Outros, como o Galaxy S7 e S7 Edge, e o Note S7, vão além com uma abertura f/1.7.

A Apple também não é a primeira a entrar no mundo de zoom óptico de 2x, uma vez que o Zenfone Zoom possui zoom óptico de 3x juntamente com estabilização óptica de imagem. A mesma coisa para imagens RAW – isso é novidade no iPhone 7, mas já era visto em vários aparelhos Android.

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Adeus ao conector de fone de ouvido

Até mesmo a novidade mais polêmica do iPhone 7, a retirada do conector de fone, é algo que já tinha sido feito em aparelhos Android, como o smartphone modular Moto Z. Outros aparelhos que seguiram o mesmo caminho incluem os chineses Oppo R5 e LeEcco Le Max 2.

Além disso, outro ponto que vale destacar é que no Moto Z você usa o conector USB-C para plugar seus fones de ouvido e cabo de energia, tecnologia que está virando cada vez mais o padrão para aparelhos móveis e notebooks. É óbvio que o Lightning é ideal para quem vive no “mundo da Apple”, mas boa sorte em usar seus fones Lightning com aparelhos que não possuam Lightning (incluindo MacBooks).

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Resistência à água e poeira

Os aparelhos da linha Galaxy, da Samsung, já possui resistência à água há gerações. Os mais recentes Galaxy S7, S7 Edge e Note 7 trazem o certificado IP68, enquanto que a Apple só agora adotou o certificado IP67.

O IP67 significa que o aparelho consegue sobreviver na água a até um metro de profundidade pelo tempo máximo de 30 minutos. É ótimo que a Apple tenha finalmente adicionado essa proteção, mas é outra área em que a empresa está apenas correndo atrás.

Alto-falantes estéreo

Alto-falantes estéreo estão presentes nos aparelhos Android há muito tempo. O HTC One M7 foi um dos primeiros smartphones que realmente me impressionaram em termos de experiência de áudio.

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Processadores quad-core

O VP de marketing da Apple, Phil Schiller, passou muito tempo falando sobre o novo chip A10, mostrando até uma demonstração de um jogo baseado em um personagem de O Mágico de Oz. O principal atrativo, segundo o executivo, era a nova CPU quad-core, com dois núcleos de alto desempenho e dois com uso eficiente de energia.

No entanto, isso chegou antes aos usuários Android com a tecnologia big.LITTLE, da ARM, usada em smartphones desde 2013. Chipsets quad-core também são bastante comuns em aparelhos Android, sendo a regra nos modelos top de linha do último ano. 

A Apple com certeza tem uma vantagem e tanto por controlar a integração entre hardware e software, mas outros aparelhos Android certamente não estavam “largados” por aí nessa área.

Finalmente! 32GB de armazenamento mínimo

Sinceramente, isso é algo que a Apple devia ter feito há anos se levarmos em conta que os iPhones não possuem entrada para expandir o armazenamento via microSD. 

O espaço mínimo de armazenamento agora passou a ser de 32GB, em vez dos 16GB que a companhia costumava oferecer. E o máximo subiu para 256GB, realmente um número e tanto.

Esse é um campo que os aparelhos Android já dominam há muito tempo. Até mesmo em casos como os novos Galaxy S7 e Galaxy S7 Edge, que possuem apenas uma opção de 32GB, mas permitem ao usuário expandir esse espaço via microSD – algo que não é possível fazer nos iPhones, como afirmamos no início.

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