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Especialista critica “prêmio” para criador de vírus de iPhone

Graham Cluley, da empresa de segurança Sophos, afirma que o emprego oferecido ao responsável pela praga virtual iKee incentiva esse tipo de ação

Macworld/EUA

30/11/2009 às 8h07

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Na semana passada, o criador do vírus para iPhone Ikee, Ashley Tows, anunciou que conseguiu um emprego em uma empresa australiana que desenvolve softwares para o smartphone da Apple.

Pois a notícia tem gerado criticas de profissionais que trabalham em empresas de segurança. “Ele sequer mostrou remorso pelo que fez. Towns admitiu ter infectado pelo menos 100 aparelhos, ao distribuir o worm. Agora, seu comportamento irresponsável é premiado”, lamenta Graham Cluley, consultor de tecnologia da Sophos.

Segundo o especialista, há vários desenvolvedores jovens que não agiram de forma “tão estúpida”, muito melhores que Towns e que não recebem uma oportunidade.

O  vírus Ikee é quase inofensivo é só afeta usuários com iPhones desbloqueados que não tenham alterado a senha do usuário principal. Assim que o vírus coloca o papel de parede de Rick Astley (cantor dos anos 1980), ele procura outro dispositivo vulnerável para infectar.

Não há informações de quantas pessoas foram afetadas pelo programa, mas Towns disse que apenas o seu telefone infectou cerca de 100 outros dispositivos.

Na semana passada, a empresa de soluções de segurança F-Secure publicou um alerta sobre uma outra praga virtual que ataca celulares iPhone. Essa ameaça é parecida com o Ikee, mas possui recursos para criar bonets (rede de equipamentos controlados remotamente por crackers, os piratas da internet), além roubar dados bancários.

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