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Esqueçam os híbridos com Android e Windows, queremos um com o ChromeOS

Uma máquina que combine a agilidade e simplicidade do ChromeOS com a flexibilidade e poder do Windows seria um verdadeiro sonho para muitos consumidores.

Brad Chacos, PCWorld EUA

24/03/2014 às 15h24

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Os híbridos estão na moda atualmente. Não estou falando de notebooks que viram tablets, ou PCs All-In-One portáteis que podem ser carregados pela casa como tablets gigantes. Estou falando de dispositivos mutantes capazes de rodar tanto o Android quanto o Windows. Dizem que tanto a Microsoft quanto a Google os odeiam. Eu também. Windows e Android se misturam tão bem quanto óleo e água.

Mas enquanto a mistura de Android é Windows é um meio-termo resultante do desespero dos fabricantes em migrar para algo além dos PCs “simples”, em vez do desejo dos usuários no dia-a-dia, um notebook que combinasse o Chrome OS com o Windows seria algo de dar água na boca. E isso apesar do fato de que a maioria dos aparelhos “dual-boot” (capazes de rodar dois sistemas operacionais, com a escolha feita durante o boot) são incrivelmente ruins.

Permita-me explicar.

A ascensão dos Chromebooks

Como muitos fãs dos PCs, eu já fui um cético quando aos Chromebooks. Mas os navegadores estão se tornando tão poderosos (muito do meu trabalho pode hoje ser feito online) e a Google está colocando tantos recursos offline no ChromeOS atualmente que me converti. Hoje é fácil trabalhar, online ou offline, com um Chromebook.

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Acer C710-2859, um dos Chromebooks à venda no Brasil

De fato, me vejo cada vez mais escolhendo um Chromebook em vez de um notebook com Windows quando estou trabalhando no sofá, já que os Chromebooks dão boot rápidos como um raio e você nunca tem que mexer em configurações e ferramentas de segurança, ou esperar o sistema terminar uma atualização quando você o liga. Os Chromebooks são incrivelmente simples.

Em outras palavras: em muitos, muitos casos um Chromebook me permite começar a trabalhar muito mais rápido e com menos incômodos que um PC com Windows.

O Windows vence

Exceto quando eles não permitem.

Quer editar uma imagem no Photoshop? Não dá pra fazer isso em um Chromebook. A mesma coisa pode ser dita de fazer a declaração de imposto de renda, usar o kype ou outro programa desktop que pode ser necessário para o seu trabalho. Precisa se conectar a uma VPN? O ChromeOS tem ferramentas básicas para isso, mas elas nem sempre são úteis. Alguns sites simplesmente se recusam a funcionar direito com o Chrome. E é uma pena que o majestoso monitor do Chromebook Pixel não possa ser usado para rodar jogos no Steam.

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Quer jogar Titanfall num Chromebook? Vai sonhando...

O robusto sistema operacional da Microsoft ri de todas estas limitações.

Os Chromebooks oferecem uma experiência rápida, segura e marginalmente superior nas tarefas de computação básica. Mas com exceção dos usuários mais casuais, é difícil dizer adeus ao Windows completamente.

É aqui que entra o conceito de um Chromebook “dual-boot”.

O melhor dos dois mundos

A maioria dos aparelhos dual-boot desaponta porque os dois sistemas operacionais são mundos separados e completamente autocontidos em seu HD. A naturea online do ChromeOS, entretanto, elimina esse problema.

Os usuários dos Chromebooks usam o navegador para realizar tarefas, o webmail para comunicação e usam o Google Drive para armazenar e editar arquivos. Como tudo é baseado na nuvem, quaisquer ações realizadas no ChromeOS em um híbrido seriam automaticamente refletidas no Google Chrome rodando no lado Windows, e vice-versa, desde que você use os mesmos serviços online em ambos os lados.

Quando você realmente precisar usar um programa desktop ou relaxar com um jogo no Steam, você poderia simplesmente alternar para o Windows, mas passaria a maior parte do tempo na ágil simplicidade do Chrome OS. 

Tanto o Chrome OS quanto o desktop Windows foram feitos para uso com o mouse e teclado, então alternar entre os sistemas operacionais não seria algo tão dramático quanto alternar entre o Windows e o Android, que é totalmente focado em interações com o toque.

Agora imagine esta combinação em um notebook barato baseado em um dos processadores “Bay Trail” da Intel. Ambos iriam funcionar muito bem neste chip, que é eficiente no uso de energia. E ele já é usado em uma legião de pequenos tablets com Windows.

Estou salivando só de pensar nisso, embora a Microsoft provavelmente não vá ficar muito feliz com a idéia deste mutante. E ele não ajudaria muito os fabricantes a fugir do cambaleante navio que é o PC. Mas um Chromebook capaz de rodar o ChromeOS e o Windows seria útil para você e para mim, em vez das monstruosidades com Android e Windows.

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