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Estados Unidos estudam barrar baterias de eletrônicos durante voos

Novas regras podem restringir entrada de baterias de lítio em aviões e causar transtornos usuários de notebooks e celulares.

Eric Lai, da Computerworld/EUA

08/02/2010 às 11h22

Foto:

Passageiros aéreos podem ser afetados por uma nova regra do
Departamento de Transportes dos Estados Unidos, que quer limitar o
transporte de dispositivos pequenos com bateria
pelo ar.

As restrições banem bateria de lítio em bagagens e podem ser
estendidas para baterias alcalinas e de níquel metal-híbrido, argumenta o
diretor executivo da Associação de Baterias Recarregáveis Portáteis,
George Kerchner. “Será um pesadelo para os passageiros”, diz. O
departamento também proibiria passageiros
de manter baterias alcalinas extras na bagagem, que hoje são aceitas se
estiverem dentro dos dispositivos.

No dia 8/01, o departamento de Administração de Segurança de
Materiais Perigosos (PHMSA, da sigla em inglês) anunciou planos de
eliminar exceções de pequenas baterias de células, definidas como
capacidade de menos de 100-watt/horas (baterias de laptop costumam ter
de 60 a 80 watt/hora). Pequenas baterias de lítio são considerados
materiais perigosos nível 9, uma categoria que inclui gelo seco e bens
magnetizados. Baterias abaixo de 100 watt/horas foram por muito tempo
deixadas de fora da lista.

A PHMSA, em consulta com a Administração Federal de Aviação (FAA, da
sigla em inglês) e comitês legislativos relacionados, informou que
acabar com a exceção vai forçar fabricantes a usar pacotes mais pesados e
cortar o número de acidentes.

“Sob as regulamentações existentes, uma tripulação pode não saber do
perigo de ter diversas baterias de lítio no avião, enquanto um pacote
com tinta inflamável e gelo seco pode ser sujeito à aplicação integral
das regulamentações”, observa o presidente da Casa de Transportes e
Infraestrutura, Jim Oberstar. “Isso faz pouco sentido.”

Kerchner disse que em vez de regras estritas, seria melhor ter
aplicação maior das regras atuais. As mudanças propostas afetariam tudo,
de desfibriladores a iPads. Mesmo próteses auditivas sofreriam impacto,
segundo ele.

Se os Estados Unidos implantarem regras mais restritas do que a
Organização Internacional de Aviação Civil, que regula o resto do mundo,
será necessário que fabricantes e transportadores modifiquem a forma de
envio de produtos eletrônicos. Por enquanto, a bateria dentro de
notebooks pode precisar ser empacotada em uma caixa separada com
documentos de envio adicionais, explica Kerchner. “Estamos falando sobre
bilhões de dólares”, ele disse. Esses novos custos vão ser repassados
pelas fabricantes e transportadoras para os consumidores.

“Se você comprar uma nova câmera digital e quiser que a entrega seja
rápida, talvez tenha que pagar de 30 a 40 dólares a mais pelo
transporte”, ele disse. “Vai ser um grande impacto nas vendas online”.

As mudanças propostas vão afetar todos os consumidores, afirma
Kerchner, já que bens eletrônicos tendem a ser enviados rapidamente da
Ásia para os Estados Unidos, pois costumam perder o valor rapidamente.
Por mais que saiba que o departamento registrou 40 acidentes aéreos
relacionais a baterias de lítio desde 1991, Kerchner disse que foi
apenas um pequeno número no contexto de 2,2 bilhões de baterias
transportadas em 2008. “O que nós descobrimos é que quando
transportadoras dentro das conformidades, não houve incidentes”, ele
disse. “A indústria tem um bom histórico de segurança”.

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