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Estreia do WolframAlpha faz mercado de buscas se movimentar

Em pouco mais de uma semana, as três principais empresas do setor anunciaram mudanças e novo rival traz nova abordagem.

Guilherme Felitti, editor-assistente do IDG Now!

21/05/2009 às 19h18

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No espaço de pouco mais de uma semana, o estável mercado de buscas viu não apenas seus três principais competidores apresentarem novidades ou prometerem reformulações, mas também ganhou um serviço que desafia o atual método usado para listar resultados.

Quem primeiro se movimentou foi o Google, líder do setor com participação de 64% do mercado (EUA) em abril, segundo dados da consultoria comScore.

Durante o evento Searchology, realizado na última semana, o Google demonstrou ferramentas que ampliam a capacidade do usuário filtrar os resultados por tipo ou data de publicação do conteúdo, dentro do Search Options.

Além disso, a reformulação das opções do Google mostrará, por meio de gráficos, termos que guardam relação com a busca realizada pelo usuário, em ferramenta chamada Wonder Wheel. O Search Option já está disponível para todos os usuários do buscador.

A principal atração, porém, ainda está restrita a testes internos. Durante o evento, o buscador demonstrou o Google Squared, projeto do Labs que tenta organizar as informações reproduzidas na busca, dando a elas o mínimo de contexto.

A primeira tentativa formal do Google na chamada "web semântica" tenta colocar ordem em informações de diferentes fontes online formatadas de maneira diferente, além de se basear no histórico do usuário para se aproximar do contexto pretendido por ele. 

Por fim, o Rich Snippets é a tentativa da empresa de correr atrás do Yahoo e seu projeto Search Monkey, permitindo que desenvolvedores usem tecnologias como Microformatos e RDF para sofisticar os detalhes apresentados nos resultados de busca.

Yahoo
Segundo colocado na disputa de busca, com 20,4% de participação em abril, o Yahoo apresentou também mudanças na forma como apresente os resultados, com apostas na exibição unificada de resultados e na tentativa de prever a intenção do usuário.

Mais que anunciar novidades objetivas, o Yahoo detalhou seus planos de diminuir gradualmente a quantidade de links oferecidos após uma busca, para entregar, o mais próximo possível, a resposta pretendida pelo usuário, seja ela fotos, informações, endereços em mapas ou vídeos.

O projeto se apoia tanto em iniciativas próprias, como o programa aberto para desenvolvedores Search Monkey ou o buscador com conteúdos integrados Glue, quanto em tecnologias não reveladas de parceiros para que informações a respeito do usuário sejam consideradas na hora da reprodução dos resultados.

Microsoft
Terceira colocada no setor e responsável por 8,2% das buscas, a Microsoft tem novidades prontas que deverão ser lançadas na próxima semana. Fontes ouvidas pelo jornal The Wall Street Jornal afirmam que um novo buscador, que vem sendo testado internamente, será lançado durante o evento All Things Digital.

Não é segredo que, desde março, a Microsoft vem testando com funcionários um buscador de codinome Kumo apresentado internamente como "a evolução do Windows Live Search". A empresa não confirma oficialmente se ambos os projetos são os mesmo e nem se o Kumo usará tecnologias do buscador semântico PowerSet, comprado em julho do ano passado.

Nova abordagem
Difícil pensar em uma movimentação orquestrada ou pura coincidência. Fato é que as novidades anunciadas ou prometidas pelos três principais serviços do mercado acontecem simultaneamente ao lançamento do WolframAlpha, buscador que aposta em uma nova forma de apresentar resultados para o usuário.

Tradicionalmente, os mecanismos de busca comparam os termos digitados com uma infinidade de cópias de sites armazenadas em seus bancos de dados, indicando quais páginas têm maior semelhança com as palavras inseridas pelo usuário e apresentando-as conforme cada critério de relevância que possuem. O método acompanha o crescimento constante da internet, mas também é prejudicado pelo caos na organização dos dados indexados.

O WolframAlpha testa outro caminho: as buscas são feitas em um banco de dados gigantesco compilado por humanos contratados pelo serviço nos últimos meses, que coletam e editam informações de diferentes fontes.

O resultado é a maior capacidade do buscador em entender perguntas do usuário ou dar respostas mais precisas às consultas. O WolframAlpha também consegue entender basicamente informações por trás de buscas - procure pela temperatura em Londres no dia em que Jim Morisson morreu e você terá dados relativos a 3 de julho.

Por isso, o serviço é extremamente preciso na hora de revelar informações objetivas, como a temperatura em uma região, a distância entre duas cidades, a definição de um composto químico ou a representação gráfica de expressões matemáticas complexas.

Mas não pense em tentar usá-lo para buscas cotidianas: a falta de suporte a produtos, por exemplo, ou a falta de indexação de sites noticioso, buscas ou mesmo da Wikipedia tornam a garimpagem por informações vindas de diferentes fontes uma tarefa praticamente impossível no WolframAlpha.

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