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Estressados, profissionais de TI devem aprender a relaxar

Pesquisa mostra que TI é a área que concentra um dos maiores índices de profissionais estressados; veja como mudar isso.

Rodrigo Afonso, para PC World

07/05/2009 às 18h00

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estresse_150.jpgHá dois anos, a consultoria SWNS conduziu uma pesquisa com uma amostra de três mil pessoas ao redor do mundo e chegou a uma conclusão que não surpreendeu muito quem trabalha na área de tecnologia da informação.

De acordo com o levantamento, 97% dos profissionais do setor sofrem de estresse diariamente no ambiente de trabalho, maior índice entre todas as ocupações que apareceram no estudo, à frente de médicos, engenheiros, profissionais de finanças, professores, entre outros.

Muitos profissionais, segundo a pesquisa, são afetados antes mesmo de chegar ao escritório. Quatro entre cinco consultores sentem-se estressados nessa situação, como uma forma de antecipação a todas as pressões que serão sofridas ao longo do dia.

O estresse é um problema crítico para os profissionais. Degrada a qualidade de vida, afeta o relacionamento com amigos e família, gera uma situação de infelicidade e pode acabar com a saúde. Nesta situação, a pessoa precisa recorrer a alternativas para recuperar o equilíbrio, seja lançando mão de facilidades oferecidas pela empresa, ou tomando iniciativas próprias para conquistar o bem-estar.

Segundo chefe do setor de medicina comportamental do laboratório Femme e coordenador do projeto Viver Bem, Roberto Cardoso, a qualidade de vida no trabalho pode ser alcançada mesmo com pressões e problemas típicos da área. Para o médico, o domínio sobre o próprio bem-estar passa por uma atividade que ele denomina gerenciamento do stress, que cobre quatro vetores básicos: saúde física, relações sociais, ambiente e psiquismo.

Cardoso, que conduz projetos de qualidade de vida em empresas, diz que uma das principais atitudes que o profissional deve tomar quando percebe que o estresse está tomando conta é encontrar uma alternativa de realizar uma atividade física regular. “O ideal é desenvolver alguma atividade prazerosa, mas qualquer coisa que o tire do sedentarismo já ajuda, como subir andares de escada, caminhar até o trabalho etc.”.

O sono também é uma questão crítica para autoavaliação, bem como alimentação equilibrada. Por fim, outro ponto importante é analisar todas as dimensões da própria vida para ter certeza de que nada está sendo deixado de lado.

Todo mundo tem que cuidar das relações sociais com família e amigos, traçar planos para a vida pessoal e realizar atividades de lazer que realmente desconectem o profissional do mundo do trabalho. “São vetores essenciais para tirar o funcionário do estado de alerta, comportamento típico de quem convive com estresse”, diz Cardoso.

Na empresa
O mundo vive a tendência da “atitude wellness”, ou seja, uma série de medidas que visam equilibrar a saúde física e mental com a vida profissional. Com isso, pequenas atitudes podem ser tomadas pelas empresas no sentido de facilitar essa situação.

“A Organização Mundial da Saúde já comprovou que as empresas que promovem ambientes de trabalho saudáveis têm muito mais produtividade”, afirma Ana Rodrigues Maretti, professora da Wellness Education e mestranda em Ciências e Promoção da Saúde.

Ana destaca que só a redução do absenteísmo (falta ao trabalho) já compensa as iniciativas, mas existe uma questão bem mais difícil de medir, que é o 'presenteísmo'. “Ocorre quando o funcionário vai ao trabalho, mas é improdutivo por conta de incômodo, dores, entre outros”, afirma. Assim, investir em qualidade de vida não é puro altruísmo, mas pode ser uma questão estratégica para ganhar competitividade e reter os melhores talentos.

Um exemplo é Denise Barbezani, secretária-executiva da empresa de software BMC. Ela afirma que a academia paga pela empresa e a possibilidade que tem de conciliar suas necessidades familiares com profissionais ajudam muito no dia-a-dia profissional e na saúde. A sala de 'descompressão', que a empresa oferece, com jogos, TVs, frutas e alimentos saudáveis, também ganha destaque. “Hoje, me sinto mais jovem do que quando ingressei na empresa, há cerca de 4 anos”, afirma.

Mário Júlio, funcionário da AES Telecom, também tira proveito de um programa da empresa para promover sua própria saúde. O profissional aderiu a um programa de corrida, com acompanhamento profissional e possibilidade de inscrição em eventos nacionais. Segundo ele, os treinamentos auxiliam na sua saúde e evitam doenças, mas também colaboram muito na integração com outros funcionários e promovem um ambiente mais saudável.

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