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EUA estudam novas técnicas de biometria para o combate ao terrorismo

Batizada de FAST, tecnologia realiza a leitura de variações em diversos pontos e observa comportamento na busca por atos suspeitos

Network World/EUA

24/09/2010 às 10h50

Foto:

Atualmente, o modo de flagrar terroristas que querem entrar
nos EUA se dá por meio de leitura de impressões digitais. Mas o departamento de
segurança doméstico (DHS – Department of Home Security) tem outros planos: querem um sistema que capture e interprete gestos que revelem as más intenções
em seu país.

O DHS chegou a desenvolver um sistema de ensaios em que
posicionava um suspeito ao lado de uma espécie de leitor que registrava, em
questões de milissegundos, alterações na freqüência cardíaca, na respiração e
no tamanho das pupilas. Nem as menores variações na temperatura da pele escapam
aos “olhos” do equipamento; tudo na busca por qualquer sinal de comportamento
suspeito.

Na direção do setor de pesquisas, de ciência e de tecnologia do DHS,
Dr. Starnes Walker abordou esse assunto durante a abertura da Biometric
Consortium Conference, em Tampa, na Flórida.

FAST

Na ocasião, foi exibido um vídeo sobre a tecnologia batizada
de FAST
(Future Attribute Screening Technology – tecnologia futura para análises de
atributos, em tradução livre do inglês).

De acordo com a Dra. Sharla Rausch, diretora da divisão de
estudos comportamentais do DHS, não há previsão para introdução definitiva do
FAST. A divisão de Sharla tem a incumbência de avançar os estudos nas maneiras
de combate à proliferação do terrorismo, através de estudos na área da biometria
e comportamental. Sharla também falou sobre o FAST e disse se tratar da
combinação de tecnologias de monitoramento voltada à detecção de comportamento
suspeito, em identificar fatores de motivação e em determinar as intenções do
sujeito. “Tem gente muito boa em esconder dos outros suas reais intenções, mas
estamos trabalhando no sentido de enfraquecer esse poder”.

O crivo do público

Sob o nome de Project Hostile Intent (Projeto Intenções Maléficas
– em tradução livre do inglês), um grupo de cientistas estuda micro-vazamentos
na pele do rosto, como forma de prever potenciais reações com possíveis
ligações com o porte de bombas. “Tudo é uma questão de observar variações na
pele, na frequencia cardíaca e nas pupilas. Existe uma correlação entre
nervosismo e mentira associada à intenções negativas”, diz.

A Dra. Rausch sabe que para ser aprovada, a FAST
precisa passar pelo crivo da opinião pública: “As pessoas precisam aceitar
esses avanços”, diz.

O uso mais sofisticado das técnicas de biometria avançou
rapidamente nos EUA depois dos ataques de 11/9. Mas a leitura de impressões
digitais em aeroportos causou uma certa revolta por lembrar o registro de
pessoas acusadas por delitos. Em outras palavras, lembrava uma delegacia. Os
EUA procuram integrar técnicas menos invasivas, como o mapeamento da íris ou da
face.

Sem mencionar diretamente o FAST, Lisa Nelson, professora-assistente da
Universidade de Pittsburgh, declarou em uma apresentação sobre suas
pesquisas na área de biometria, que as pessoas costumam tolerar melhor esse
tipo de escrutínio quando fundamentado em questões de segurança pública.

Ativistas

Apesar dos grupos defensores da privacidade serem supostos
representantes da opinião pública, Nelson diz que seus estudos revelaram a
existência de “diferenças entre a percepção pública e o uso dessa percepção na
mão de grupos que hasteiam a bandeira da defesa coletiva”. De acordo com Lisa,
a percepção pública não se identifica com os grupos ativistas quando o assunto
é a segurança própria e a defesa contra o terrorismo ou o furto de identidade.

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