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EUA indiciam envolvidos no maior caso de roubo de dados do país

Mais de 40 milhões de números de cartões de crédito e débito foram roubados de grandes redes norte-americanas de varejo.

IDG News Service/EUA

05/08/2008 às 18h06

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Onze pessoas foram indiciadas por roubo de identidades em um dos maiores casos de vazamento de dados na história dos Estados Unidos. O esquema teve como alvo grandes redes de varejo americanas, como a BJ's Wholesale Club, a TJX e a DSW Shoe Warehouse.

Mais de 40 milhões de números de cartões de crédito e débito foram roubados, afirmou Michael Sullivan, procurador do distrito de Massachusetts. De acordo com Sullivan, os criminosos instalaram programas maliciosos nas redes dos varejistas para ter acesso aos dados restritos.

O caso já está sendo tratado como o maior processo envolvendo técnicas de hacking e roubo de identidades já registrado pelo departamento de justiça americano, disse o procurador geral Michael Mukassey.

“Este caso mostra nossa crescente vulnerabilidades ao roubo de informações pessoais”, afirmou Mukassey. “Os computadores e a Internet são partes indispensáveis da economia mundial, mas, ao mesmo tempo em que proporcionam enormes oportunidades de negócios, também trazem oportunidades extraordinárias para os criminosos”, ressaltou o procurador.

Apenas três dos indiciados pelo esquema são cidadãos americanos. Outros três vieram da Uncrânia, um da Estônia, dois da China e mais outro da Bielorrússia. Ainda há outro envolvido, que é conhecido apenas por seu nome online.

Após roubarem as informações, os criminosos esconderam os dados em servidores controlados por eles localizados no leste europeu e nos Estados Unidos, relatou o departamento de defesa. Os números de cartões foram, então, vendidos a outras pessoas, que utilizaram as informações para retirar dinheiro em caixas eletrônicos.

O dinheiro roubado era, mais tarde, “lavado” por meio do uso de várias contas de Internet e canalizada para bancos do leste europeu.

Apontado como um dos chefes do esquema, Albert “Segvec” Gonzáles já havia sido preso pelo serviço secreto americano em 2003 por fraude. Durante as investigações do antigo caso, os policiais descobriram que Gonzáles, que trabalhava como informante para o serviço secreto, estava também envolvido neste outro esquema.

Ele agora pode ser pegar prisão perpétua se for condenado por todas as acusações.

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