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EUA: vendas pela internet caem pela primeira vez desde 2001

Nos 23 primeiros dias de novembro, norte-americanos gastaram US$ 8,19 bilhões na internet, 4% a menos que no ano passado.

IDG News Service/EUA

26/11/2008 às 17h57

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As vendas de fim de ano, que costumam ser o principal ganha-pão dos varejistas, devem permanecer estáveis ou até encolherem este ano, em relação ao ano passado nos Estados Unidos.

O varejo online norte-americano enfrenta uma desaleceração em 2008, mas ainda possui uma vantagem em relação ao comércio de rua, diante da crise econômica, que se agrava nos últimos meses.

Entre seus pontos positivos estão ofertas geralmente mais generosas em relação às 'lojas offline'', ferramentas de comparação de preços, reviews de produtos entre outras comodidades para o consumidor. No entanto, o natal online de 2008 deve ser o pior desde 2001, quando o e-commerce decolou no mundo.

A avaliação da comScore divulgada na tarde de terça-feira (25/11) mostra que durante os 23 primeiros dias de novembro, os consumidores norte-americanos gastaram 8,19 bilhões de dólares na internet - uma queda de 4% em relação ao mesmo período do ano passado, o que marca o primeiro declínio nas vendas pela internet desde 2001. Nos primeiros dez meses do ano, as vendas online cresceram 9%, segundo o relatório.

"As pessoas farão compras mas serão muito mais cautelosas sobre o valor de cada dólar gasto" comentou Ron LaPierre, presidente do site de comparação de preços PriceGrabber.com.

Os comerciantes já entenderam o recado e devem apostar ainda mais em descontos e negociações de todos os tipos. De acordo com a Shop.org, divisão de internet da Federação Nacional de Varejo dos Estados Unidos, a chamada 'Cyber Monday' - a liquidação do e-commerce que ocorre na segunda-feira após o feriado de Ação de Graças - um total de 84% dos varejistas promoverá ofertas especiais na internet. No ano passado o grupo representava 72,2% dos varejistas online.

Além de anúncios do tipo "click-to-call" para que o consumidor tire dúvidas sobre as ofertas com um atentende via chamada de voz, ou a lista de palavras-chave do Google, os comerciantes online também apostam em sites de recomendações, redes sociais e blogs.

Uma pesquisa recente da ChoiceStream, fornecedora de serviços de personalização e recomendações, mostra que 71% dos e-consumidores se baseiam em recomendações e opiniões ou pelo menos as consideram antes de fecharem seus carrinhos na web.

Na semana passada, a Federação nacional de Varejo informou que os blogs influenciam 6% das escolhas de eletroeletrônicos entre os norte-americanos e 3,3% de suas compras.

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