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Executivo do Google elogia inovação da Apple mas critica o iPhone

Framingham - Gerente de plataformas móveis do Google cita o sucesso do iPhone como inovação, mas reclama dos aplicativos do aparelho.

Infoworld/EUA

14/03/2008 às 11h02

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Ao mesmo tempo em que enaltecia o iPhone, por ele ser uma inovação no mundo dos dispositivos móveis, um executivo do Google citava, na quinta-feira (13/03), desvantagens do aparelho, que deve ser o concorrente dos celulares baseados na plataforma Android, do Google.

Durante conferência no eComm, em Mountain View, Califórnia, Rich Miner, gerente do Google para plataformas móveis, comentou sobre os obstáculos das aplicações móveis e como eles estão sendo superados.

“(A Apple) apareceu com o iPhone e acertou em diversos aspectos”, disse Miner. “Agora ela oferece uma ótima experiência para o usuário e algo inédito em termos de aplicações; o Google está fornecendo mapas para o iPhone”, ele acrescentou.

Depois de Miner mencionar a plataforma Android, do Google, como outro exemplo de inovação na área móvel, um membro da audiência levantou a questão sobre o que seria mais vantajoso: usar o Android em futuros telefones ou em iPhones que já estão disponíveis. Ele também perguntou a Miner quantos aparelhos rodando o Android ele achava que estariam no mercado em um ano.

“É difícil responder essa questão”, disse Miner. Segundo ele, quatro fábricas de equipamentos originais (da sigla em inglês OEMs) anunciaram em novembro do ano passado que pretendem produzir dispositivos rodando o Android. Além disso, ele afirma já ter visto muitos protótipos de Android e provavelmente o número de OEMs irá crescer. “O primeiro handset com Android deverá estar no mercado na segunda metade deste ano”, Miner assegurou. O Android está sob jurisdição da Open Handset Alliance, que representa o Google. 

Miner também disse que acredita que até 2009 já existam muitos telefones rodando o Android e criticou o iPhone.
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“Há certos aplicativos que você não pode desenvolver para um iPhone. Por exemplo, um aplicativo não pode rodar em segundo plano enquanto muda-se para outro aplicativo e versões em outros idiomas não têm suporte de aplicativos,” explicou Miner. “Há muitas restrições."

Durante o mesmo evento, Miner enfatizou a meta de abrir dispositivos móveis para aplicativos. Esses aparelhos, entretanto, têm sido censurados por causa das suas telas e teclados pequenos. Segundo ele, existe uma carência de abertura em plataformas, redes e dispositivos. Por exemplo, um aplicativo de uma outra empresa pode ser desenvolvido em Java, mas o celular em que ele deve funcionar roda o Symbian. “O fato é que esses dois mundos não se comunicam”, Miner argumentou.

A área de dispositivos móveis também teve de lidar com modelos de negócios falhos, como a relação confusa entre OEMs e transportadoras e a falta de gente que entenda de softwares. Desenvolvedores também têm tido pouca liberdade.

“A abertura também está começando a ganhar espaço”, ele disse. O Android surgiu com a premissa de ser aberto.  Além disso, o controle de plataformas móveis está se deslocando para empresas de software.

“O Android é um plataforma completa, não apenas um sistema operacional, e representa um kit de desenvolvimento de software”, ele destacou.

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