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Executivo processa IBM para trabalhar na Apple

Mark Papermaster, ex-funcionário da IBM impedido de exercer um novo cargo da Apple, move ação para barrar processo.

Macworld/EUA

17/11/2008 às 9h19

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Em um esforço para cortar laços com sua antiga empresa, Mark Papermaster processou a IBM, afirmando, entre outras coisas, que a Apple e a IBM não são concorrentes significativas.

A Apple anunciou no começo desse mês que Papermaster, ex-executivo sênior da IBM, ocuparia o cargo de vice-presidente sênior de Engenharia de Dispositivos de Hardware. Contudo, a IBM moveu um processo para que a contratação não acontecesse.

Na ação, a IBM afirma que Papermaster detinha segredos altamente confidenciais da empresa que, se fossem revelados, poderiam causar danos irreparáveis à companhia. O ex-executivo também assinou um contrato em 2006 garantindo que não trabalharia para concorrentes por um ano após o fim do seu contrato com a IBM.

O juiz concordou com as afirmações da IBM e determinou que Papermaster “interrompesse imediatamente seu trabalho com a Apple até futuras ordens”.

O ex-executivo argumentou que o acordo da IBM o impede de trabalhar para qualquer empresa.

O processo movido por Papermaster afirma que o foco da IBM são serviços corporativos, e da Apple são o design, fabricação e marketing de produtos eletrônicos. Por isso, elas não são grandes concorrentes.

Oferecendo mais uma prova de que o acordo não deve ser válido entre as companhias, Papermaster explicou que na IBM ele era vice-presidente de desenvolvimento de servidores Blade, enquando na Apple ele pretende atuar na equipe de criação de produtos para o iPod e iPhone.

O processo de Papermaster ainda argumenta que o acordo é “exageradamente amplo, na medida em que impõe uma limitação de tempo injusta. No mundo da tecnologia, qualquer informação confidencial que o Sr. Papermaster possuir teria perdido seu valor antes do prazo de um ano”.

Papermaster afirma que o acordo é falho em outro ponto, quando diz que “governado por, e construído em acordo com, as leis do estado de Nova York”, mas ele trabalhou no Texas e a Apple tem sua sede na Califórnia. Em ambos os estados, os acordos desse tipo não são obrigatórios.

Quando aceitou o emprego na Apple, Papermaster disse que assinou um Acordo de Propriedade Intelectual garantindo que não revelaria ou entregaria à Apple qualquer “informação secreta, confidencial ou de propriedade” da IBM.
 
O juiz responsável pelo caso determinou que a IBM pague uma garantia no valor de 3 milhões de dólares para dar continuidade ao caso. O valor solicitado serve para cobrir quaisquer custos ou danos que Papermaster possa sofrer em razão da IBM não permitir que ele trabalhe na Apple.

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