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Facebook reforça áreas técnica e jurídica para combater golpes

Rede social investe em pessoal, ferramentas técnicas e jurídicas para combater spams e golpes. Hoje, 120 pessoas estão ligadas a segurança.

IDG News Service

14/04/2010 às 8h53

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A rede social Facebook está investindo de forma agressiva em meios legais e técnicos para impedir que invasores apliquem golpes contra seus mais de 400 milhões de usuários. Este foi o tema da apresentação  do executivo responsável pela área de segurança da empresa, Max Kelly, no evento de segurança Black Hat, na terça-feira (13/4), nos Estados Unidos.

Atualmente, 10% dos 1.200 funcionários do Facebook estão envolvidos em funções de segurança da rede social, informa Kelly, que deixou o cargo de perito do Federal Bureau of Investigation dos Estados Unidos (FBI) em 2005 para se juntar ao Facebook. O time totalmente focado em segurança da informação é composto de 20 pessoas. Além disso, há uma equipe de 15 funcionários responsáveis pela integridade do serviço e 200 pessoas que monitoram atividades ilegais na rede social.

Com as informações certas é relativamente fácil identificar de onde vêm os ataques e a motivação de quem os está promovendo, afirma Kelly. "Queremos saber o que as pessoas estão atacando e por quais motivos", afirma Kelly.

O Chief Security Officer (CSO) do Facebook ressalta que a rede social integrou o time de respostas a incidentes de segurança e a equipe jurídica, permitindo que os dois grupos compartilhem ferramentas para solucionar incidentes de segurança.

No lado técnico, o Facebook possui sistemas automatizados que detectam o uso incomum da rede social. Tais sistemas podem acionar medidas preventivas como limitar o número de mensagens enviadas, aplicar CAPTCHAs (testes de digitação de letras, números e palavras para detectar programas que enviam spams) e desabilitar contas, detalha Kelly.

A rede social também está premiando pessoas que alertam a empresa sobre falhas de segurança. "Se for uma boa invasão, provavelmente vamos acabar te contratando", disse o CSO.

OI Facebook já entrou com processos civis e criminais contra pessoas que exploram seus serviços incorretamente. De acordo com a lei norte-americana CAN-SPAM, a multa para o envio de spams é de 100 dólares por mensagem. Segundo o executivo, a rede social possui "dúzias" de processos em andamento neste sentido.

Em novembro de 2008, o Facebook ganhou um dos maiores casos envolvendo golpes online nos Estados Unidos. A justiça condenou um grupo de mais de 25 pessoas a pagar uma indenização de 873 milhões de dólares por obter informações de login de usuários do Facebook ilegalmente para enviar mensagens de spams aos contatos destes perfis.

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