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FAQ: respostas para as principais dúvidas sobre o iPhone 3G

Após especulação, o iPhone 3G finalmente chegou. O IDG Now! compilou as principais dúvidas já respondidas sobre o aparelho.

Computerworld/EUA

10/06/2008 às 14h17

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Os dias, semanas e meses de especulação terminaram. A Apple anunciou, como esperado, anunciou durante sua Worldwide Developers Conference, em São Francisco, a nova versão do seu iPhone, que suporta redes 3G.

Ainda que o CEO e fundador da Apple, Steve Jobs, não tenha surpreendido a maioria dos entusiastas e analistas de mercado que já esperavam um anúncio similar, ainda existem questões que precisa ser respondidas. E respostas precisam ser dadas.

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Em poucas palavras, o que mudou? O iPhone 3G custa 200 dólares a menos, baixa página em menos da metade do tempo que o anterior, aumenta a autonomia de bateria e inclui GPS, sem contar o novo conjunto de aplicativos que também está chegando.

Mas ele funciona com 3G? É melhor, já que o nome oficial dado pela Apple ao gadget é (quanta surpresa!) "iPhone 3G".

Jobs gastou muitos minutos falando sobre as novas velocidades do iPhone e, em determinado momento, afirmou que o acesso a redes "se aproximava do Wi-Fi" em performance.

A apresentação mostra um exemplo em que a mesma página demorou 59 segundos para carregar com EDGE, enquanto o 3G levou apenas 21 segundos, o que torna a nova versão 2,8 vezes mais rápido que o EDGE. Pelo sinal wireless, a mesma página demoraria 17 segundos.
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O iPhone de segunda geração não exige uma rede 3G, no entanto, algo bom já que, nos Estados Unidos menos que no Brasil, a cobertura não é universal, embora esteja melhorando. Ao invés disto, o telefone automaticamente alternará entre redes de diferentes tecnologias.

Quanto custa? O modelo mais barato, com 8 GB de armazenamento, será listado por 199 dólares nos Estados Unidos, enquanto o de 16 GB custará 299 dólares.

Com preço de 199 dólares, o iPhone 8 GB não é apenas a metade do preço anterior - antes da Apple e a AT&T pararem de vender o aparelho há semanas e dias, respectivamente - mas um terço do preço praticado há um ano.

Quando o iPhone 3G será vendido? 11 de julho, uma sexta-feira. Pelo menos, este é o caso de 22 países na primeira lista da Apple: Austrália, Áustria, Bélgica, Canadá, Dinamarca, Finlândia, França, Alemanha, Hong Kong, Irlanda, Itália, Japão, México, Holanda, Nova Zelância, Noruega, Portugal, Espanha, Suécia, Suíça, Reino Unido e Estados Unidos.

Os 56 países restantes - Brasil incluído junto a países como Turquia, Botsuana, Congo e Letônia, receberão o iPhone 3G em uma data ainda não esclarecida, segundo a loja online da Apple.

Uma curiosidade àqueles que gostam de manter o olho grudado no calendário: o lançamento do iPhone 3G é feito 54 semanas após a primeira versão do gadget chegar às lojas em 2007.

Onde eu posso comprar um? Nos Estados Unidos, a Apple venderá o novo iPhone nas suas próprias lojas e nas operadoras pela parceira AT&T.

Não está claro se a Apple ou mesmo a AT&T venderão o aparelho online - não podemos imaginar porque não - mas a loja da Apple ainda não está recebendo pedidos e o release para imprensa da companhia é muito claro: "O iPhone 3G estará disponível nos Estados Unidos em 11 de julho por um preço sugerido de 199 dólares para o modelo de 8 GB e 299 dólares pelo de 16 GB tanto em lojas da Apple como da AT&T".
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Alguma pegadinha no processo? Ainda que varie de mercado para mercado, compradores norte-americanos terão que contratar um serviço por dois anos com a AT&T quando comprarem o iPhone 3G.

A parte pertinente do release da Apple afirma que o iPhone 3G "exige um novo contrato de dois anos com a AT&T para qualificar clientes".

Segundo Mark Siegel, CEO da AT&T, isto significa que clientes da AT&T - que tenham um iPhone ou não - terão que se comprometer com adicionais 24 meses de contrato quando decidirem comprar um iPhone 3G, algo típico do setor, afirma ele.

Quanto custarão os planos de 3G da operadora?
De novo, cada operadora que fechou contrato com a Apple terá seus próprios planos, mas, nos Estados Unidos, os planos começarão por 70 dólares mensais para clientes, taxa que incluirá acesso ilimitado a dados e voz provavelmente com o mesmo tratamento dos atuais planos com 450 minutos e 200 mensagens de texto.

A AT&T (assim como provavelmente todas as operadoras parceiras da Apple) divulgará mais informações sobre os planos de acesso em 11 de julho, afirmou o porta-voz da operadora.

Quanto espaço de armazenamento tem um novo iPhone? Nada de novo aqui - 8 GB ou 16 GB. É claro que isto faz com que você imagine que, já que a Apple tem um iPod touch com 32 GB, porque não existe um iPhone com 32 GB?

O que a Apple diz sobre a autonomia estimada da bateria?
Jobs alegou um aumento na autonomia de bateria, afirmando que o tempo para falar usando uma rede EDGE está em cerca de 10 horas, o dobro do iPhone original. Ao usar uma rede 3G (o chipset usado para acessar o serviço exige mais energia), o tempo de conversa chega a até cinco horas.

Em standby, o iPhone terá até 300 horas de autonomia, afirmou Jobs, enquanto, para navegação usando rede 3G, serão até 6 horas de acesso. No modo de exibição de vídeos, serão sete horas de tempo máximo, enquanto a cifra sobe para um dia inteiro para ouvir música.
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Qual a melhor função que recebeu menos atenção?
Para nós, o GPS.

A Apple economizou nos detalhes, mas o site do aparelho detalhou melhor as ferramentas de posicionamento geográfico do iPhone 3G, se focando como o novo telefone será integrado com outras aplicações de localização.

Mas uma linha chamou nossa atenção. "Ganhe direções para onde quiser a partir de onde estiver. Veja indicações detalhadas e assista seu progresso com rastreamento de GPS", afirma o site da Apple, soando fortemente como um substituto de qualquer GPS disponível no mercado atualmente.

O novo iPhone tem sincronização?
Sim. Empresas poderão usar o suporte integrado do iPhone 3G para ActiveSync, protocolo de comunicação da Microsoft que sincroniza mensagens, contatos, calendário, notas e tarefas entre um aparelho móvel e servidores Exchange 2003 e 2007.

Pequena nota: esta função não é limitada a novos iPhones, mas uma cortesia do novo firmware do iPhone, atualização que chegará a todos os celulares e iPod touch.

Para usuários não corporativos, a Apple atualizou seu serviço online .Mac, chamando-o de MobileMe e dando-o o subtítulo de "Um Exchange para o resto de nós".

O MobileMe custará 99 dólares pela assinatura anual e oferecerá sincronização entre Macs, PCs e iPhones. O serviço usará um novo domínio (www.me.com, ainda desativado).

Quando a Apple divulgará o iPhone 2.0? Um pouco mais tarde do que o originalmente pretendido.

Enquanto a Apple tinha prometido que a atualização chegaria às mãos dos usuários neste mês, a companhia afirmou nesta segunda que atualizou seu cronograma para "começo de julho". Perto de 11 de julho para ser exato - o mesmo dia em que o iPhone 3G começa a ser vendido.

Atuais donos do iPhone terão a atualização gratuita, mas quem tem um iPod touch precisará pagar 9,95 dólares pelo pacote.
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Mais importante que a data, porém, pe o apanhado de funções entregues com o iPhone 2.0, como sincronização com Exchange e habilidade para baixar e instalar softwares de terceiros no iPhone.

Parece que existem muitos novos aplicativos para iPhone. Como eu posso consegui-los?
Julho parece ser um mês atarefado para a Apple, já que a empresa lançará a AppStore, sua loja de aplicativos para iPhone e iPod touch, na ocasião.

Na apresentação, a Apple levou alguns desenvolvedores ao palco para que mostrassem, em poucos minutos, alguns softwares já criados para o aparelho que serão gratuitos - haverá um monitor para leilões no eBay, por exemplo.

Jogos, como os apresentados pela Sega e Pangea Software, custarão cerca de 9,99 dólares cada.

Uma vez que o novo firmware do iPhone estiver instalado, você poderá baixar aplicativos diretamente para um iPhone usando a rede de dados da operadora ou sinal Wi-Fi ou então comprar os softwares pelo iTunes e sincronizá-los com o aparelho.

Aplicativos com até 10 MB poderão ser baixadas diretamente no iPhone, mas programas maiores terão que ser adquiridos pelo iPhone, em uma exigência das operadoras para não afetar diretamente a estabilidade dos seus serviços.

A Apple ainda ganha uma porcentagem da receita das operadoras? Parece que estes dias terminaram, pelo menos nos Estados Unidos.

Em comunicado separado, a AT&T afirmou que fechou um novo acordo (mais tradicional) que substitui o modelo de compartilhamento de receita vigente no último ano.

"O novo acordo entre Apple e AT&T elimina o modelo de compartilhamento de receita sob a qual a AT&T cedeu parte da sua receita mensal de serviços para a Apple", afirmou a companhia. "Sob o novo, que consiste em um modelo de acordo tradicional entre fabricantes e operadoras, não existe compartilhamento de receita".

Tipicamente, operadoras subsidiam o custo de novos aparelhos para atrair clientes ou reter clientes antigos. O anúncio da AT&T usou a palavra "subsidiar" apenas uma vez, mas deixou claro que, na verdade, está dando algo em troca à Apple pelo preço baixo.

"A AT&T antecipa que o novo acordo resultará em alguma pressão em margens e lucros, refletindo os custos de preços de aparelhos subsidiados que, por sua vez, deverão aumentar o volume de assinantes do serviço", afirma o comunicado.

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