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Fornecedoras da Apple violam direitos trabalhistas, acusa associação

Segundo relatório da China Labor Watch, Foxconn não é a única empresa do país a maltratar funcionários. Maioria das unidades usa trabalhadores terceirizados.

Macworld / Reino Unido

28/06/2012 às 15h07

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Fornecedoras parceiras da Apple na China possuem diversas sérias violações de direitos trabalhistas em suas fábricas, mesmo com as tentativas da Foxconn melhorar as condições para os funcionários, afirma o grupo trabalhista China Labor Watch.

As condições da Foxconn continuam longe do satisfatório, escreveu o diretor executivo do grupo, Li Qiang, em uma carta para o CEO da Apple, Tim Cook, juntamente com um relatório de 132 páginas com uma investigação do grupo. Mas, ele nota, a Foxconn oferece um tratamento melhor aos trabalhadores do que outras empresas parceiras da Apple na China.

Liberado nesta quarta-feira, 27/6, relatório do grupo acusa as empresas de fazer seus funcionários trabalhar mais tempo do que o permitido pela lei, pagar salários baixos, e expor os trabalhadores a condições perigosas.

A investigação de outras fornecedoras da Apple na potência asiática revela que sérias violações relacionadas ao trabalho e casos de suicídio não estão de nenhuma maneira isoladas apenas a Foxconn, mas existem por toda a cadeia de fornecimento, escreveu Qiang na introdução do relatório.

O abuso de funcionários das fábricas que produzem produtos da Apple ganhou notoriedade neste ano após uma reportagem do The New York Times que descrevia más condições de trabalho nas unidades das companhias.

A investigação do China Labor Watch foi realizada em 10 fábricas de fornecedoras da Apple entre os meses de janeiro e abril. Segundo a associação, uma grande quantidade dessas companhias usam trabalhadores terceirizados, que não possuem relação formal com elas. Assim, as empresas evitam que os funcionários formem sindicatos trabalhistas.

Após as reportagens do NYT e a investigação da Fair Labor Association, a Apple realizou audiências em todas as unidades do relatório do China Labor Watch. Sete dessas análises aconteceram nos últimos 12 meses. Em alguns dos locais, os auditores encontraram problemas parecidos com os descritos pelo China Labor Watch, incluindo violações de hora extra, diz o relatório.

Segundo a Apple, foi exigido que as fornecedoras resolvessem os problemas. “Nos últimos cinco meses nós temos monitorado as horas de trabalho de mais de 700 mil trabalhadores em nossa rede de fornecimento e os resultados estão disponíveis em nosso site.”

Até o fechamento da reportagem, a Foxconn não havia respondido a um pedido de comentário sobre o assunto.

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