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Funcionários da Canonical terão smartphones Ubuntu até o fim de maio

Iniciativa é parte de um esforço para submeter o software ao dia a dia e acelerar o desenvolvimento do Ubuntu Touch.

Katherine Noyes, PCWorld EUA

10/05/2013 às 16h48

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A Canonical anunciou na última quarta-feira seu próximo passo no caminho para colocar no mercado um smartphone baseado em Linux. Até o final deste mês a empresa planeja equipar seus funcionários com smartphones equipados com uma versão preliminar da plataforma Ubuntu Touch, para que ajudem nos testes e ajustes do sistema.

“Temos que nos esforçar ao máximo para atingir esta meta, para que possamos usar smartphones com o Ubuntu Touch como nossos aparelhos do dia-a-dia o mais rápido possível”, disse Rick Spencer, vice-presidente de engenharia do Ubuntu na Canonical, em um post em seu blog.

Para isso, as equipes envolvidas no projeto assumiram o compromisso de que o software estará pronto para o uso diário pelos funcionários até o final de maio. 

“Pronto para o uso”, segundo Spencer, significa um aparelho capaz de fazer e receber chamadas, mensagens SMS e de navegar na web usando tanto uma conexão Wi-Fi quanto 3G, com a capacidade de alternar entre elas.

Também é parte desta definição que os sensores de proximidade sejam capazes de escurecer a tela quando o usuário levanta o aparelho para falar, além da habilidade de importar, adicionar e editar contatos. Além disso, “quando você atualizar o smartphone seus dados deverão ser mantidos, mesmo em uma atualização usando o utilitário phablet-flash”, disse ele.

Logo após anunciar o Ubuntu para tablets em fevereiro a Canonical lançou uma amostra para desenvolvedores do Ubuntu Touch e iniciou um esforço para adaptar o sistema para diversos aparelhos, para encorajar o desenvolvimento em tablets e smartphones.

Mesmo atingindo os objetivos, os aparelhos da Canonical ainda estarão longe de estar completos, aponta Spencer. Provavelmente estarão ausentes, por exemplo, a capacidade de procurar e instalar novos apps, além de uma câmera funcional em aparelhos de referência como o Nexus 7.

Ainda assim, “em minha experiência o progresso é mais rápido quando as pessoas estão usando, além de desenvolvendo, o software”, conclui.

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