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Geração do iPod não se importa com baixa qualidade do MP3

Mesmo com perda de detalhes sonoros e efeito metálico, jovens preferem esse formato, revela estudo conduzido por 8 anos em Stanford

Macworld/Reino Unido

05/03/2009 às 19h12

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Um estudo divulgado nesta quinta-feira (05/03) sugere que o sucesso de MP3 players afeta profundamente a maneira como os usuários, os mais jovens, principalmente, respondem à fidelidade de reprodução musical.

O professor da música da Universidade de Stanford, Jonathan Berger, conduziu um estudo durante oito anos nos quais estudantes ouviam e avaliavam vários formatos de áudio enquanto ouviam as mesmas músicas.

A preferência se revelou para músicas oferecidas em MP3, com os ouvintes não conseguindo relacionar qualquer perda de áudio na qualidade sonora associada normalmente com a compressão da música digital.

"Descobri não apenas que os MP3 não são vistos como sinônimo de baixa qualidade, mas pelo tempo começou a aparecer uma preferência por eles", afirmou o professor, que sugere que o processo de digitalização deixa a música com chiados e sons metálicos.

Assim como o debate na geração anterior sobre os prós e contras do vinil e do CD, o estudo sugere que ouvidos mais jovens, pelo menos, preferem sons mais baixos e rasos da música digital que os de CDs e vinis.

A escolha, sugere o professor, é comparável à dos que preferem o vinil ao CD ou ao MP3.

"Alguns preferem o barulho da agulha, o barulho das partículas de poeira que criam sons. Acho que existe um senso de conforto nisto", afirmou o professor.

Ouvir músicas em streaming online assim como em PCs com caixas de som exageradamente simples também tiveram um importante papel na mudança na maneira como a música é ouvida e percebida.

A preferência por MP3s significa que alguns produtores vêm buscando mixar músicas especialmente para serem ouvidas em iPods e telefones celulares.

O produtor musical Rennie Pilgrem é um dos que admitem mixar canções para iPods, ainda que não seja fã dos resultados finais.

"Para minhas orelhas, os iPods não têm a mesma qualidade nem mesmo que as fitas cassete", relata. "Mas, uma vez que alguém se acostuma àquele som, se sente confortável com ele".

Alguns produtos também tentaram se adaptar à geração acostumada ao MP3 fazendo música o mais alta possível, o que significaria a perda de profundidade e detalhes sonoros.

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