Golpes bancários por trojans crescem 58%. Saiba como se proteger

No primeiro trimestre de 2018, foram detectadas 30 mil modificações das diversas famílias de trojans bancários em mais de 300 mil tentativas de ataque

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Os trojans direcionados a bancos em dispositivos móveis são um dos tipos de ataques mais flexíveis, perigosos e que se desenvolvem mais rapidamente. Normalmente, eles roubam dinheiro diretamente das contas bancárias dos usuários, mas, às vezes, seu objetivo é obter outros tipos de credenciais. Em geral, o malware parece um aplicativo legítimo, como um app bancário. Quando a vítima tenta abrir, os invasores também conseguem acessá-lo.

No primeiro trimestre de 2019, a Kaspersky Lab detectou cerca de 30 mil modificações das diversas famílias de trojans bancários nas 312.235 tentativas de ataque contra usuários únicos. Além disso, não foi apenas o número de diferentes amostras de trojans bancários detectadas que cresceu: sua participação no cenário de ameaças também aumentou. No quarto trimestre de 2018, eles corresponderam por 1.85% de todo o malware em dispositivos móveis; no primeiro trimestre de 2019, sua participação atingiu 3.24%.

Os usuários foram expostos a diversas famílias de malware direcionado a bancos em dispositivos móveis, mas uma delas esteve especialmente ativa nesse período: uma nova versão do malware Asacub, que surgiu em 2015, respondeu por 58.4% de todos os trojans bancários que atacaram os usuários. Os atacantes passaram dois anos aperfeiçoando sua distribuição e, como resultado, houve um pico em 2018, com ataques a 13 mil usuários por dia. Desde então, sua taxa de propagação diminuiu, embora ele continue sendo uma ameaça eficiente: no primeiro trimestre de 2019, a Kaspersky Lab detectou o Asacub atacando em média 8.200 usuários por dia.

Como reduzir o risco de infecção por trojans bancários

A Kaspersky Lab lista algumas dicas de como se proteger e evitar cair em armadilhas:

  • Instale aplicativos de fontes confiáveis. O ideal é usar somente lojas de aplicativos oficiais;
  • Verifique as permissões solicitadas pelo aplicativo. Se elas não corresponderem à tarefa do aplicativo (por
  • exemplo, um leitor que solicita acesso a suas mensagens e chamadas), talvez o aplicativo não seja confiável;
  • Utilize um antivírus para a proteção contra malware e suas ações;
  • Não clique em links recebidos em mensagens de spam;
  • Não realize procedimentos de rooting no dispositivo, pois isso proporciona possibilidades ilimitadas para os cibercriminosos.

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