Home > Notícias

Golpes bancários por trojans crescem 58%. Saiba como se proteger

No primeiro trimestre de 2018, foram detectadas 30 mil modificações das diversas famílias de trojans bancários em mais de 300 mil tentativas de ataque

Da Redação

10/06/2019 às 17h00

Foto: Shutterstock

Os trojans direcionados a bancos em dispositivos móveis são um dos tipos de ataques mais flexíveis, perigosos e que se desenvolvem mais rapidamente. Normalmente, eles roubam dinheiro diretamente das contas bancárias dos usuários, mas, às vezes, seu objetivo é obter outros tipos de credenciais. Em geral, o malware parece um aplicativo legítimo, como um app bancário. Quando a vítima tenta abrir, os invasores também conseguem acessá-lo.

No primeiro trimestre de 2019, a Kaspersky Lab detectou cerca de 30 mil modificações das diversas famílias de trojans bancários nas 312.235 tentativas de ataque contra usuários únicos. Além disso, não foi apenas o número de diferentes amostras de trojans bancários detectadas que cresceu: sua participação no cenário de ameaças também aumentou. No quarto trimestre de 2018, eles corresponderam por 1.85% de todo o malware em dispositivos móveis; no primeiro trimestre de 2019, sua participação atingiu 3.24%.

Os usuários foram expostos a diversas famílias de malware direcionado a bancos em dispositivos móveis, mas uma delas esteve especialmente ativa nesse período: uma nova versão do malware Asacub, que surgiu em 2015, respondeu por 58.4% de todos os trojans bancários que atacaram os usuários. Os atacantes passaram dois anos aperfeiçoando sua distribuição e, como resultado, houve um pico em 2018, com ataques a 13 mil usuários por dia. Desde então, sua taxa de propagação diminuiu, embora ele continue sendo uma ameaça eficiente: no primeiro trimestre de 2019, a Kaspersky Lab detectou o Asacub atacando em média 8.200 usuários por dia.

Como reduzir o risco de infecção por trojans bancários

A Kaspersky Lab lista algumas dicas de como se proteger e evitar cair em armadilhas:

  • Instale aplicativos de fontes confiáveis. O ideal é usar somente lojas de aplicativos oficiais;
  • Verifique as permissões solicitadas pelo aplicativo. Se elas não corresponderem à tarefa do aplicativo (por
  • exemplo, um leitor que solicita acesso a suas mensagens e chamadas), talvez o aplicativo não seja confiável;
  • Utilize um antivírus para a proteção contra malware e suas ações;
  • Não clique em links recebidos em mensagens de spam;
  • Não realize procedimentos de rooting no dispositivo, pois isso proporciona possibilidades ilimitadas para os cibercriminosos.

Junte-se a nós e receba nossas melhores histórias de tecnologia. Newsletter por e-mail Newsletter por e-mail