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Google acredita que censura chinesa à internet é insustentável

Segundo o CEO da empresa, à medida que o número de internautas no país aumentar o controle sobre se tornará cada vez mais difícil.

PC World/US

04/11/2010 às 16h30

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O controle que o Governo da China mantém sobre a Internet do país irá, em algum momento, falhar, à medida que mais cidadãos tenham acesso ao mundo online e se sintam estimulados a se expressar, disse Eric Schmidt, CEO da Google, na última quarta-feira (3/11).

“As pessoas vencerão o Governo. A vontade é muito grande”, afirmou, durante uma conversa com o Conselho de Relações Internacionais (CFR, na sigla em inglês) dos Estados Unidos.

Os comentários do executivo surgem alguns meses depois da Google ter anunciado que deixaria de censurar os resultados de seu mecanismo de busca para a China. No entanto, apesar de a empresa redirecionar a página de seu serviço para os servidores de Hong Kong, algumas pesquisa ainda são bloqueadas.

De acordo com as estatísticas oficiais do Governo Chinês, há 420 milhões de internautas no país – que não podem acessar portais como Facebook, YouTube e Twitter. O investimento para policiar o universo online é grande; Schmidt estima entre 30 e 50 mil os funcionários contratados para regulá-lo.

O CEO acredita que, em breve, e devido ao número crescente de usuários, a situação se tornará insustentável, independentemente do tamanho da estrutura construída. Atualmente, o país conta com 800 milhões de telefones celulares ativados, muitos dos quais deverão ser usados para a conexão à rede global de computadores.

“A pergunta a ser feita é quando os mecanismos de censura se tornarão inviáveis devido ao grande número de chineses na Internet”, questionou. “Se você pensar em termos de escala, eles têm quase 1 bilhão de celulares prontos para serem usados como ferramenta de expressão. Na minha visão, será muito difícil controlar tudo”.

A Google continua presente na China, inclusive com escritórios. Entretanto, tem visto sua participação no mercado de buscas cair nos últimos anos: se no final 2009 detinha 35,6% do setor, atualmente apenas 21,6% das pesquisa usam seu serviço, segundo a Analysys International, instituto com sede em Pequim – no mundo, esse mesmo índice sobe para quase 70%. O gigante das buscas na China tem outro nome: Baidu, responsável por 73% das pesquisas, e que também opera no Japão.

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