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Google anuncia mais feramentas para combate da pedofilia no Orkut

Buscador aumenta para 180 dias registro de logs, instala filtro de conteúdo e estréia canais de comunicação com MPF e SaferNet.

Guilherme Felitti, editor-assistente do IDG Now!

30/06/2008 às 19h13

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Dias antes do seu presidente, Alexandre Hohagen, comparecer novamente frente à CPI da Pedofilia, o Google Brasil anunciou nesta segunda-feira (30/06) a estréia de novidades para combater conteúdo criminoso no Orkut que envolvem ferramentas contra conteúdo malicioso, novos canais de comunicação com autoridades e campanhas de conscientização.

O pacote de novidades, que passa a valer a partir desta terça-feira (01/07), foi apresentado em sua maioria por Hohagen em seu primeiro depoimento ao Senado, no começo de abril, e é encabeçado pela extensão do período em que os registros de acesso são armazenados.

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O prazo para manutenção dos logs e IPs de usuários da rede social passou dos atuais 30 dias para 180 dias, o que deverá conferir às autoridades maior tempo hábil para que peçam aos provedores dados pessoais sobre acusados de crimes dentro do serviço do Google.

O Google Brasil também cita novos canais para repassar informações para órgãos como o Ministério Público Federal (MPF), ainda com a exigência de mandados judiciais, mas sem acordos de cooperação internacional, e a SaferNet.

O buscador integrará ainda ao Orkut uma nova tecnologia para distinguir conteúdos considerados criminosos na hora da sua publicação, impedindo "a entrada de imagens previamente identificadas e comprovadamente ilícitas no Orkut".

A companhia não esclarece como funcionarão os novos canais de entrega de dados nem a maneira como a tecnologia reconhecerá supostos conteúdos maliciosos para evitar que criminosos explorem supostas brechas em seus funcionamentos.
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Fora as medidas anunciadas por Hohagen em seu depoimento, o Google Brasil se comprometeu em organizar reuniões bimestrais com o MPF e a SaferNet, principais críticas ao comportamento do buscador nas investigações, além de organizar relatórios indicado quais links apontados como pedofilia pela SaferNet foram registradas no National Center for Missing and Exploited Children (NCMEC).

Por fim, a filial brasileira do buscador apoiará a elaboração e publicação de cartilhas sobre educação e ética online que serão distribuídas a crianças de colégios públicos brasileiros.

O anúncio é feito cinco dias após o Google ter seu nome envolvido na detenção de um suposto lobista de uma consultoria contratada pelo buscador, que teve acesso indevido a documentos sigilosos da CPI da Pedofilia, como nomes de crianças vítimas de abuso sexual que serão ouvidas na investigação.

Na ocasião, o presidente da CPI, senador Magno Malta (PR-ES), revelou que Hohagen seria convocado de novo pelo grupo de trabalho da CPI.

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